Paraná
71% das escolas estaduais do Paraná têm irregularidades em registros de terrenos, o que impede investimentos
Lei exige que documentos de terrenos do Estado estejam regulares para receber verbas federais, estaduais e financiamentos de bancos para melhorias e ampliação das escolas.
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71% das escolas estaduais do PR têm irregularidades em registros de terrenos, o que impede investimentos — Foto: José Fernando Ogura/AEN
Das 2.091 escolas estaduais do Paraná, 1.487 têm irregularidades nos registros e documentações dos terrenos. O número representa 71% das instituições.
Uma lei federal de 2016 exige que os documentos dos terrenos do Estado estejam regulares para que seja possível receber verbas federais, estaduais e financiamentos de bancos para melhorias e ampliação das escolas.
“Hoje a legislação e os órgãos de controle interno e externo passaram a impor essa condição. Especialmente órgãos que têm rede de imóveis muito grande, não estavam preparados para lidar com essa realidade de regularizar suas unidades físicas”, afirma o diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação, João Giona.
Entre os problemas nas documentações estão problemas na matrícula dos terrenos, na regularização das doações das prefeituras para o estado e a falta de documentos das construções dos prédios, por exemplo.
De acordo com a Secretaria de Educação do Paraná (Seed), 66 colégios estaduais estão na lista de prioridades para obras, mas não podem receber verbas.
Entre elas, R$ 200 milhões frutos da venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que seriam destinados para expansão de 24 escolas. Atualmente, o dinheiro está parado.
As irregularidades afetam também a construção de novas unidades educacionais. Segundo a Seed, 46 novas escolas, com 25 mil vagas, não podem ser construídas porque os terrenos não estão com a documentação regularizada.
“Nós temos projeto e recurso para construção de várias unidades novas, quase R$ 1,5 bilhões, muitas em tempo integral. Precisamos desenvolver os projetos, temos os projetos de engenharia sendo desenvolvidos, e precisamos garantir que a parte documental esteja pronta pra executar o recurso”, explica o diretor-geral.
Maior parte das irregularidades está em Curitiba
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Colégio Estadual do Paraná — Foto: José Fernando Ogura/AEN
A maior parte das irregularidades está em Curitiba. Das 147 escolas estaduais na capital, 81 delas estão com problemas na documentação.
Entre elas, o Colégio Estadual do Paraná (CEP), considerado o maior do estado, onde estudam quase quatro mil alunos.
Intenção de regularização
O objetivo do governo estadual regularizar a documentação das escolas que devem receber as ampliações e dos terrenos onde os novos colégios serão construídos até o fim de 2025.
A Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg) deve fazer um mutirão em todas as regiões do estado para isso. No entanto, até lá, o Estado não pode investir na ampliação e construção das novas escolas.
“Nós iremos criar um fluxo de trabalho para cada tipo de irregularidade encontrada nas escolas. Sendo assim, procedimentos que demandariam seis meses, um ano para regularizar serão resolvidos em semanas, meses de forma bem rápida. Será 100% gratuito tanto para o poder público quanto para a população”, afirma.
Paraná
Em Paranaguá, Gaeco denuncia 15 pessoas por organização criminosa com atuação no Litoral, e quatro alvos, incluindo o líder foragido, tiveram prisão decretada
O núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra 15 pessoas por integrarem uma organização criminosa com atuação no Litoral do estado, voltada especificamente para o tráfico de drogas. A denúncia foi recebida pelo Judiciário e tramita na 1ª Vara Criminal da comarca. A partir de requerimento formulado pelo Gaeco, o Judiciário deferiu a decretação da prisão preventiva de quatro desses denunciados, que foram presos nos últimos dias.
Áudio do Promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho
Entre os denunciados que tiveram a prisão preventiva decretada, está o líder da organização criminosa, que figurava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. De acordo com os autos do procedimento investigatório, ele comandava o esquema ilícito a distância, emitindo ordens para seus subordinados em Paranaguá enquanto residia em outros estados, operando sob identidades falsas para fugir da Justiça. Ele foi preso recentemente pela Polícia Civil do Paraná no estado do Espírito Santo, onde usava documentos falsos.
As investigações demonstraram que as identidades falsas adotadas pelo líder foram criadas com o auxílio direto de uma então escrevente de um cartório no Maranhão, que também integra a lista dos 15 denunciados.
Além do líder da organização, os outros três alvos com mandados de prisão preventiva expedidos exerciam funções de alto escalão na estrutura ilícita, sendo responsáveis pela administração financeira, pela logística de armazenamento dos entorpecentes e pela supervisão de pontos de comercialização na cidade de Paranaguá.
Os envolvidos na ação penal responderão por diversos delitos, como constituição de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsificação de documento público, uso de documento falso e posse irregular de munição.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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