Paraná
378 mil espectadores: Teatro Guaíra teve maior público dos últimos dez anos em 2023
A temporada de 2024 do Teatro Guaíra começa com uma inspiração: superar o 2023 histórico da instituição. O centro cultural recebeu 378.671 pessoas no ano passado, média de mais de mil por dia, um recorde dos últimos dez anos. Até então, o maior público tinha sido registrado em 2014, com 332.516 pessoas, 46 mil a menos. O crescimento foi de 29% em relação a 2022, com 292.025 espectadores, e de 25% em comparação com 2019 (301.539 pessoas), último ano antes da pandemia.
De acordo com a bilheteria, mais de 104 mil pessoas assistiram aos espetáculos dos corpos artísticos do próprio Guaíra e de eventos produzidos pela casa. Os eventos de produção externa, como shows e espetáculos de dança e teatro, atraíram 274.671 pessoas. Não estão contabilizados eventos como formaturas ou reuniões, sem a venda de ingressos.
Se a plateia for ampliada para além do espaço físico do complexo, chega-se o outro recorde, impulsionado pelo projeto Guaíra Para Todos, com 135 mil pessoas impactadas pelo Balé Teatro Guaíra, Orquestra Sinfônica do Paraná, Escola de Dança e G2 Cia de Dança.
“Foi um ano de muito trabalho e realizações. Produzimos e estreamos vários espetáculos com os nossos corpos artísticos do Teatro Guaíra e, na programação independente, tivemos espetáculos locais, nacionais e internacionais do mais alto nível e de todas as artes. E alcançamos com esse esforço um dos maiores públicos da história”, frisa o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro.
“As conquistas de 2023 iluminam um cenário de realizações vibrantes para este ano. 2024 inicia com uma expectativa enorme pela celebração dos 140 anos do Teatro Guaíra, 50 anos do Guairão e 70 anos do Guairinha. A programação vai estar recheada de boas opções para que o público prestigie esse nosso grande espaço de artes”, afirma Cavalheiro.
Ele cita, entre os eventos externos, nomes como Elba Ramalho, Oswaldo Montenegro, Air Supply, Chico César e Zeca Baleiro, Detonautas, Toni Garrido e Ana Carolina.
AUDITÓRIOS – Em 2023, os quatro auditórios foram bem ocupados, somando 819 apresentações. O maior deles, o auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), atraiu mais de 288 mil pessoas que prestigiaram grandes nomes da música brasileira: Zé Ramalho, Adriana Calcanhoto, Frejat, Pato Fu, Ritchie e Humberto Gessinger, além do tributo a Rita Lee. Entre as atrações internacionais, os destaques ficaram com o cantor português Tiago Nacarato e as norte-americanas Madeleine Peyroux e Dionne Warwick.
Além da música, os palcos do Guaíra abrigaram centenas de espetáculos teatrais e de dança integrando o Festival de Curitiba, que trouxe para o público paranaense momentos importantes, como a peça “Ficções”, com Vera Holtz; o 23º Festival Espetacular de Bonecos; e o Troféu Gralha Azul. Nomes de todas as gerações estiveram no grande palco, como Rosana Stavis, Nena Inoue, Antônio Fagundes, Letícia Sabatella e Adriana Birolli.
As peças da casa também abrigaram grande público. “Lendas Brasileiras”, “O Quebra-Nozes”, “Romeu e Julieta” e as apresentações dominicais da Orquestra Sinfônica do Paraná receberam milhares de pessoas.
No auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), a agenda diversificada atraiu mais de 56 mil pessoas em 209 apresentações, com destaque para as peças dirigidas a crianças, incluindo shows musicais e eventos que movimentaram a classe artística. Nos auditórios Glauco Flores de Sá Brito (Miniauditório) e no Teatro José Maria Santos, teatro e dança marcaram presença em 215 e 214 apresentações, respectivamente. Guta Stresser em “Os Analfabetos” e “Anjo Maldito”, da Cia. Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo, foram os destaques.
BALÉ TEATRO GUAÍRA – No Balé Teatro Guaíra, 2023 foi ano de percorrer o Paraná. O corpo circulou com os espetáculos “V.I.C.A”. e “Piá” pela Mostra Paranaense de Dança, com apresentações gratuitas e ensaios didáticos para estudantes da rede pública nas cidades de Ponta Grossa, Campo Mourão, Toledo e Apucarana, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Dois Vizinhos e Arapongas, atingindo um público de mais de 5 mil pessoas. As coreografias ainda chegaram a festivais em Uberlândia (Minas Gerais) e a duas capitais do Nordeste, João Pessoa e Recife.
A companhia também apresentou o espetáculo “Contraponto”, composto por duas coreografias inéditas: “Anima – Imensidão Adentro” e “Castelo”. As apresentações no Guairinha garantiram a intimidade com o público em uma produção carregada de sentimentos, lágrimas e suor.
O ano passado também marcou o retorno de “Lendas Brasileiras”. As apresentações iniciaram no 33º Festival de Dança de Cascavel e ganharam uma temporada aberta no Guairão no feriado do Dia das Crianças.
Além disso, a coreografia sincronizada de bailarinos e músicos, dobradinha com a Orquestra, emocionou quase 15 mil pessoas em noites de ingressos esgotados em duas temporadas de “Romeu e Julieta”, que voltou ao palco quinze anos depois da primeira montagem. No total o balé fez 26 apresentações solo e mais 18 com a Orquestra, para um público total de 43 mil espectadores.
ORQUESTRA SINFÔNICA DO PARANÁ – Em 2023, a OSP completou 38 anos de história sob aplausos de quase 46,5 mil pessoas. Foram 38 concertos sinfônicos, como “O Romantismo” e “Les Nuits d’ été”, sendo 12 apresentações em outras cidades. O ano marcado foi por peças icônicas do repertório clássico, bem como obras do cânone nacional, com dez diferentes nomes entre maestras e maestros convidados. Além disso, a Orquestra tocou ao lado de artistas como Zizi Possi e Luiza Possi e o grande pianista Barry Douglas.
ESCOLA DE DANÇA TEATRO GUAÍRA – Criada em abril de 1956, a Escola de Dança é o corpo artístico mais antigo do Teatro Guaíra. Em 2023, a Escola de Dança atendeu 100 alunos no Curso Livre de Formação do Artista Bailarino e reuniu mais de 17 mil pessoas em 27 apresentações, divididas entre Curitiba, cidades da Região Metropolitana e de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Dentre as produções originais, estiveram os espetáculos “Tum Tá” e “UNIO”, elaborado com a colaboração de bailarinos na criação das coreografias. Marcando presença nos festivais, a Escola participou da Mostra Paranaense de Dança 2023 e Prêmio Curitiba de Dança, com medalha de ouro nas categorias de balé clássico em solo feminino e masculino, duo, conjunto e de repertório. Alunos e alunas também foram destaques nos festivais de Dança de Joinville e Festival Internacional de Porto Alegre.
G2 CIA DE DANÇA – Contando com um público de mais de 2 mil pessoas, a temporada do espetáculo “GAG” marcou 2023 para a companhia master de dança do Teatro Guaíra. Os bailarinos e bailarinas expandiram seus horizontes artísticos ao apresentarem não apenas dança, mas aspectos teatrais e dramáticos da obra dirigida por Gabriel Villela.
O G2 também participou ativamente na composição de “O Quebra-Nozes”, a grande obra em sua terceira versão produzida pelo Teatro Guaíra e que contou com alguns bailarinos da companhia de dança, que estiveram presentes desde sua primeira versão em 1980. Além da dança, profissionais do G2 produziram adereços para o espetáculo, como as máscaras usadas pelos ratos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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