Agro
36ª Reunião Anual do CBNA abre inscrições para trabalhos científicos com publicação em revista especializada
Submissão de trabalhos vai até 25 de março
Estão abertas até a próxima quarta-feira (25) as inscrições de trabalhos científicos para a 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA). O encontro reforça o esforço de integrar a pesquisa acadêmica com as demandas da indústria e ampliar a visibilidade internacional das pesquisas em nutrição animal.
Nesta edição, todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial da Revista de Agricultura, periódico da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), em circulação desde 1926. Antes, a divulgação ocorria apenas no ambiente digital do evento. Segundo o professor Urbano Ruiz, da Esalq/USP e responsável pelos trabalhos científicos do CBNA, a medida amplia o alcance das pesquisas e aproxima academia e setor produtivo.
Resumos em inglês e formato simplificado
Uma das novidades desta edição é que os resumos devem ser submetidos exclusivamente em inglês e em versão simplificada, substituindo o modelo anterior de resumo expandido. A mudança visa facilitar a leitura e ampliar a circulação internacional dos estudos.
Ao todo, 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral — quatro em cada área de foco: aves, suínos e bovinos. Os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster, mas todos terão espaço na publicação científica do evento. No ano passado, mais de 60 trabalhos foram selecionados.
Os interessados podem se inscrever e submeter seus trabalhos pelo site oficial do evento.
Integração entre academia e indústria
O CBNA tem reforçado a aproximação entre centros de pesquisa e empresas do setor de proteína animal, diante da pressão por maior eficiência produtiva e redução de custos. “A publicação em periódico científico amplia a visibilidade das pesquisas e aproxima o conteúdo acadêmico das demandas do mercado. Ao adotar o inglês e um formato objetivo, facilitamos o acesso de profissionais e pesquisadores de outros países”, afirma Ruiz.
Programação técnica e eventos paralelos
A 36ª Reunião Anual do CBNA — voltada para aves, suínos e bovinos — reunirá pesquisadores, profissionais da indústria e especialistas da cadeia produtiva para discutir avanços técnicos, tendências e desafios da nutrição animal no Brasil e no mundo.
Além da Reunião Anual, o CBNA promoverá dois eventos paralelos no mesmo local:
- IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, em 12 de maio;
- XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio.
Toda a programação será realizada durante a Fenagra, que apoia a iniciativa e reúne tecnologia e inovação para o setor agroindustrial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de suínos perde força em maio diante de maior oferta e demanda interna mais fraca
O mercado brasileiro de suínos vivos encerrou o mês de maio em cenário de baixa, pressionado principalmente pelo aumento da oferta de animais para abate e pela desaceleração do consumo doméstico. O avanço da disponibilidade reduziu o poder de negociação dos produtores e manteve as cotações fragilizadas ao longo de praticamente todo o período.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a dinâmica do setor continuou enfraquecida tanto no mercado independente quanto no atacado. Embora alguns cortes tenham apresentado comportamento misto, o ritmo de reposição ao longo da cadeia perdeu intensidade, refletindo o consumo mais moderado das famílias brasileiras.
Segundo o especialista, a indústria frigorífica adotou uma postura mais cautelosa nas compras de animais vivos, diante da menor liquidez no mercado interno e do aumento da oferta disponível para abate.
Margens da suinocultura ficam mais apertadas
Além da pressão sobre os preços do suíno vivo, maio também foi marcado pela preocupação crescente dos produtores com o estreitamento das margens da atividade. O cenário de preços mais baixos para os animais, aliado aos custos de produção ainda elevados, reduziu a rentabilidade da cadeia suinícola.
Mesmo diante desse ambiente mais desafiador, as exportações continuaram exercendo papel fundamental para limitar perdas mais intensas no mercado doméstico.
“As exportações permaneceram como principal fator de sustentação do mercado, ajudando a absorver parte da oferta interna”, destacou Allan Maia.
Apesar de uma leve desaceleração no ritmo médio diário dos embarques durante maio, o fluxo externo continuou relevante para equilibrar a disponibilidade de carne suína no país.
Expectativa para junho é de recuperação gradual da demanda
Para junho, a perspectiva é de um ambiente um pouco mais favorável ao setor. A entrada de salários na economia tende a estimular o consumo de proteínas, enquanto a recente queda nos preços da carne suína aumenta a competitividade do produto frente às demais proteínas animais.
Outro fator que pode favorecer o mercado é a valorização da carne bovina e da carne de frango, cenário que tende a direcionar parte do consumo para a proteína suína no varejo.
A expectativa do setor é de recuperação gradual da demanda doméstica ao longo das próximas semanas, especialmente no atacado.
Preços do suíno recuam em diversos estados
Levantamento da Safras & Mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,46 para R$ 5,38 na semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça recuou de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo, enquanto o preço médio do pernil caiu de R$ 11,43 para R$ 11,40.
Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 103,00 para R$ 102,00.
No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto no mercado do interior passou de R$ 5,30 para R$ 5,20.
Em Santa Catarina, o preço na integração recuou de R$ 5,90 para R$ 5,70. Já no interior catarinense, o valor permaneceu em R$ 5,05.
No Paraná, o mercado livre registrou queda de R$ 5,10 para R$ 5,00 por quilo vivo. Na integração, a cotação caiu de R$ 5,90 para R$ 5,75.
No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 5,15, enquanto na integração houve recuo de R$ 5,80 para R$ 5,65.
Em Goiânia, os preços avançaram de R$ 5,15 para R$ 5,35.
No interior de Minas Gerais, o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60. Já no mercado independente, os preços seguiram em R$ 5,80.
Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, enquanto na integração estadual houve queda de R$ 5,95 para R$ 5,70.
Exportações de carne suína seguem sustentando o setor
As exportações brasileiras de carne suína in natura movimentaram US$ 191,943 milhões em maio, considerando 15 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A média diária exportada ficou em US$ 12,796 milhões. O volume total embarcado atingiu 77,427 mil toneladas, com média diária de 5,161 mil toneladas.
O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 2.479.
Na comparação com maio de 2025, houve queda de 2,1% no valor médio diário exportado. Por outro lado, o volume médio diário embarcado cresceu 2,3%, enquanto o preço médio da tonelada registrou recuo de 4,3%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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