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Zelensky endurece discurso e alerta Rússia após ataques: “Se a Ucrânia pegar fogo, Moscou também pegará”

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, elevou o tom contra a Rússia nesta quinta-feira (18) ao afirmar que Moscou poderá enfrentar consequências cada vez mais severas caso os ataques russos ao território ucraniano continuem. A declaração foi feita após uma nova onda de ataques com drones atingir a capital russa durante a madrugada.

Segundo Zelensky, a ofensiva ucraniana foi uma resposta direta aos recentes bombardeios promovidos pela Rússia, que resultaram em mortes e danos significativos à infraestrutura civil da Ucrânia, incluindo um ataque que atingiu o histórico Mosteiro de Pechersk Lavra, em Kiev.

“Não queremos essa guerra, nunca quisemos, e todos sabem disso. Mas, se a Ucrânia pegar fogo, a sua Moscou pegará fogo”, declarou o presidente ucraniano em mensagem enviada a jornalistas.

Ataques atingem Moscou e refinaria de petróleo

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades russas, dezenas de drones foram lançados contra Moscou durante a madrugada. Entre os alvos atingidos está uma refinaria de petróleo da capital, que sofreu impactos pela segunda vez na mesma semana.

Os ataques refletem uma intensificação das operações de ambos os lados do conflito, que já ultrapassa quatro anos e segue sem perspectivas concretas de encerramento.

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Analistas avaliam que a ampliação das ofensivas em território russo busca aumentar a pressão sobre o governo do presidente Vladimir Putin, especialmente em um momento de crescente desgaste econômico e militar provocado pela guerra.

Ataque em Kiev deixou mortos e atingiu patrimônio histórico

Na última segunda-feira, uma ofensiva russa com drones e mísseis deixou pelo menos dez mortos em diferentes regiões da Ucrânia. Um dos alvos foi o tradicional Mosteiro de Pechersk Lavra, considerado um dos principais símbolos religiosos e históricos do país.

O episódio provocou forte reação do governo ucraniano e ampliou os pedidos por apoio internacional para reforçar a defesa aérea do país.

Defesa aérea e novas medidas serão debatidas na Otan

Zelensky participa nesta quinta-feira de reuniões com aliados da Ucrânia em Bruxelas, onde a ampliação da assistência militar estará entre os principais temas da agenda.

Entre as propostas em discussão estão o fortalecimento dos sistemas de defesa aérea fornecidos pela OTAN e o desenvolvimento de uma estrutura integrada de defesa contra mísseis balísticos envolvendo Ucrânia e países parceiros.

O presidente ucraniano argumenta que a ampliação dessas capacidades é fundamental para proteger cidades, instalações estratégicas e a população civil dos ataques russos.

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Ucrânia pede novas sanções contra a Rússia

Além do apoio militar, Zelensky voltou a defender o endurecimento das sanções econômicas contra Moscou. O líder ucraniano pediu que Europa, Estados Unidos e demais aliados ampliem as restrições aos setores de energia, defesa e finanças da Rússia.

Segundo ele, o aumento da pressão econômica é uma das principais ferramentas para forçar o Kremlin a rever sua estratégia militar e buscar uma solução para o conflito.

“Todos precisam pressionar Putin: ucranianos, europeus, norte-americanos e também os russos. É hora de encarar a realidade e pressionar seu líder”, afirmou.

Guerra segue sem perspectiva de trégua

O conflito entre Rússia e Ucrânia continua sendo um dos principais focos de instabilidade geopolítica global, com impactos diretos sobre os mercados internacionais, energia, fertilizantes, commodities agrícolas e cadeias de abastecimento.

A escalada dos ataques em ambos os territórios aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre uma possível ampliação da guerra e seus reflexos sobre a economia mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

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Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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