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Agro

Carne suína avança na Páscoa com alta do bacalhau e muda comportamento do consumidor

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Preço do bacalhau dispara e impacta consumo na Páscoa

A expressiva alta do bacalhau nesta Páscoa tem pressionado o orçamento das famílias brasileiras e influenciado diretamente as decisões de compra. Com cortes mais nobres atingindo valores próximos de R$ 400 por quilo, o tradicional pescado perde espaço nas mesas, especialmente em um cenário de maior cautela financeira por parte do consumidor.

Levantamento divulgado em reportagem da Band aponta que, diante desse encarecimento, cresce a busca por proteínas mais acessíveis, favorecendo a substituição do bacalhau por outras opções.

Carne suína se destaca como alternativa competitiva

Nesse contexto, a carne suína ganha protagonismo como uma opção mais econômica e eficiente. Com preços que podem ser até oito vezes inferiores aos do bacalhau, a proteína se posiciona como alternativa viável para o almoço de Páscoa.

Além do fator preço, a carne suína apresenta elevada versatilidade culinária, permitindo desde preparações tradicionais até pratos mais elaborados, incluindo combinações agridoce e propostas gastronômicas inovadoras.

Setor reage e lança estratégia nacional de marketing

De olho nesse movimento de mercado, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), estruturou seu primeiro pacote de marketing de 2026 voltado à Páscoa.

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A iniciativa tem como objetivo transformar o cenário de substituição do pescado em uma oportunidade estratégica para fortalecer toda a cadeia produtiva da suinocultura, estimulando o consumo por meio de ações coordenadas de comunicação.

Conteúdo pronto facilita ações de divulgação no setor

O pacote foi desenvolvido para aplicação imediata por produtores, varejistas e parceiros, reunindo materiais práticos e adaptáveis às redes sociais e campanhas promocionais. Entre os conteúdos disponibilizados estão:

  • Vídeos curtos (reels)
  • Posts estáticos e em carrossel
  • Stories e textos institucionais
  • Sugestões de receitas completas

As propostas contemplam desde pratos principais até sobremesas com chocolate, incentivando a renovação das tradições de Páscoa. Cortes como lombo e filé mignon suíno são destacados como opções que aliam sabor, praticidade e sofisticação.

Comparativo de preços reforça vantagem da proteína suína

Disponibilizado em março e exclusivo para contribuintes do FNDS, o material também apresenta comparativos diretos entre o bacalhau e a carne suína, além de sugestões de campanhas promocionais.

A estratégia acompanha o atual cenário do mercado, no qual o diferencial de preço se torna determinante na escolha do consumidor, ampliando a competitividade da proteína suína.

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Consumidor prioriza custo-benefício e experiência alimentar

De acordo com a especialista em cortes suínos Flávia Brunelli, da Del Veneto, o movimento reflete uma mudança consistente no comportamento de compra.

Segundo a especialista, o consumidor passa a avaliar não apenas a tradição, mas a experiência completa da refeição, identificando que é possível compor um prato principal atrativo e de qualidade com alternativas mais acessíveis.

Novo cenário fortalece oportunidades para a suinocultura

A combinação entre preços mais competitivos, diversidade de preparo e ações estratégicas de marketing posiciona a carne suína como uma das principais alternativas para a Páscoa.

O cenário abre espaço para o fortalecimento do setor suinícola no Brasil, ampliando sua presença no consumo doméstico e contribuindo para a diversificação das tradições alimentares em datas sazonais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

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Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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