Educação
Webinário divulga cursos de ciências para professores
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), realizou nesta quarta-feira, 22 de outubro, o webinário “Apresentação do curso Mais Ciências Humanas e Sociais & Mais Ciências da Natureza”, que faz parte da série de webinários de divulgação dos novos cursos oferecidos no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec). As formações têm como público-alvo mais de 500 mil professores, gestores e técnicos das redes estaduais e distrital de ensino médio, além de estudantes e profissionais das licenciaturas e pedagogias.
Na abertura, a coordenadora-geral de Ensino Médio do MEC, Valdirene Alves de Oliveira, que foi mediadora do webinário e fez parte da curadoria dos materiais, fez questão de valorizar a presença de quatro diretorias da SEB na transmissão. Segundo ela, “os cursos disponíveis no Avamec fazem parte dessa trama sistêmica de articulação entre ações comuns que têm o mesmo objetivo: apoiar a implementação da Política Nacional de Ensino Médio”.
Para o coordenador-geral de Formação de Gestores Técnicos da Educação Básica, Roberto Junior, as plataformas digitais que oferecem cursos gratuitos são extremamente relevantes. “Um país de dimensões continentais como o Brasil não pode prescindir de tecnologias que consigam ofertar formação de qualidade em cada rincão. Dessa forma, o Avamec se constituiu como uma ferramenta estratégica e potente que reúne diversas formações e alcança profissionais da educação nos mais longínquos territórios. Hoje, já são mais de 8 milhões de cursistas no Avamec”, afirmou.
Representando a Diretoria de Apoio à Gestão Escolar, Jaqueline Melo destacou que “nesse lugar de criticidade da realidade, nessa interlocução com a história, com os componentes geográficos, com análise social, as ciências humanas têm muito a ganhar com esse curso. Isso vai garantir que os estudantes do Ensino Médio consigam ter repertório para lidar com as condições sociais desafiadoras e rápidas que a gente tem hoje”, explicou.
“A gente tem conseguido demonstrar que o Pé-de-Meia é uma política que vai além do pagamento mensal de incentivos”, pontuou a coordenadora-geral de Articulação de Políticas, Benefícios e Condicionalidades, Manoela Vilela. “Se o programa fosse só isso, já seria muito importante, mas ele aprofunda e fortalece o debate sobre a proteção da trajetória escolar. A gente mostra como é importante o estudante se manter na escola”, concluiu.
Os autores dos cursos também participaram do webinário, compartilhando suas experiências e reflexões sobre os processos de elaboração e os propósitos formativos das atividades. A convite deles, o encontro contou ainda com a participação de um gestor escolar e de um representante de equipe técnica de rede de ensino, que trouxeram contribuições práticas sobre como os cursos dialogam com os desafios e com as demandas cotidianas das escolas e das secretarias de educação.
Cursos – Nos webinários foram apresentadas as formações já disponíveis no Avamec, como o Mais Ensino Médio, além dos novos cursos: Mais Matemática e suas Tecnologias; Mais Linguagens e suas Tecnologias; Mais Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Mais Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Também estão sendo disponibilizados conteúdos sobre juventudes e justiça curricular e cidadania digital. Os cursos terão 180 horas cada e serão autoinstrucionais, com sessões-problema e estudos de caso.
Agenda – O webinário de hoje foi o último deste ciclo. No primeiro, em 1º de outubro, foi apresentado o curso Mais Ensino Médio. Foram debatidos, ainda, os temas: Pé-de-Meia, justiça curricular e permanência escolar; e Cidadania Digital e centralidade da formação docente e de metodologias inovadoras.
Na terça-feira, 21 de outubro, aconteceu o segundo encontro, que tratou de Mais Matemática e suas Tecnologias & Mais Linguagens e suas Tecnologias. Na ocasião, foram destacados os Itinerários Formativos de Aprofundamento em Matemática e Linguagens, com exemplos de práticas em sala.
Política – O ciclo de webinários de divulgação é uma ação da Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem), que trouxe mudanças estruturais no ensino médio, considerando a diversidade das juventudes e as realidades regionais do país, promovendo uma educação que articule formação geral, técnica e cidadã. A formação continuada de professores e profissionais da educação é um dos eixos centrais dessa política. Instituída pela Lei nº 14.945/2024, a política alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e estabeleceu novas diretrizes para o currículo do ensino médio.
Entre os pontos destacados na política, estão a revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais, a criação de diretrizes operacionais para os itinerários formativos de aprofundamento e a elaboração de Planos de Ação por parte das secretarias estaduais e distrital de educação. Esses planos foram elaborados com apoio técnico e financeiro do MEC, com o intuito de implementar as mudanças de forma escalonada, respeitando o princípio da equidade e garantindo a transição segura para estudantes e profissionais da educação.
Após a instituição da Política Nacional do Ensino Médio, o MEC fez a revisão dos cursos disponibilizados no Avamec para apoiar a implementação da Pnaem nas unidades federativas, o que contou com equipes docentes, com pesquisadores e gestores.
Assessoria de Comunicação Social, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
Educação
CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem
O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura.
A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.
A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes.
“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes.
Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade.
Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades.
As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde.
Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior.
Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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