Connect with us


Agro

Volume transportado pela Rumo cresce 9,5% em agosto na comparação anual

Publicado em

Alta anual e variação mensal

A Rumo transportou 8,089 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) em agosto, representando um crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando o volume foi de 7,384 bilhões de TKU. Em comparação com julho de 2025, houve queda de 588 milhões de TKU.

No acumulado de janeiro a agosto, o volume transportado atingiu 53,5 bilhões de TKU, superando os 52,4 bilhões de TKU registrados no mesmo período do ano passado.

Produtos agrícolas lideram transportes

O transporte de produtos agrícolas somou 6,534 bilhões de TKU em agosto, distribuídos da seguinte forma:

  • Soja: 1,051 bilhão TKU
  • Farelo de soja: 1,033 bilhão TKU
  • Fertilizantes: 700 milhões TKU
  • Açúcar: 3,086 bilhões TKU
Produtos industriais e contêineres

Os produtos industriais totalizaram 1,189 bilhão TKU, com destaque para:

  • Combustível: 535 milhões TKU
  • Madeira, papel e celulose: 472 milhões TKU

O transporte de contêineres registrou 367 milhões TKU em agosto, acima dos 343 milhões TKU transportados no mesmo mês de 2024.

Leia mais:  Portos do Paraná superam 70 milhões de toneladas e registram recorde histórico em 2025
Desempenho por operação: Norte e Sul
  • Operação Norte: 6,780 bilhões TKU transportados em agosto, superior aos 6,238 bilhões TKU de agosto de 2024 e aos 6,221 bilhões TKU de julho de 2025.
  • Operação Sul: 1,309 bilhão TKU em agosto, acima dos 1,281 bilhão TKU de julho de 2025 e dos 1,146 bilhão TKU de agosto de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

Published

on

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Leia mais:  Mercado do feijão inicia 2026 com oferta restrita e preços firmes em alta

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

Leia mais:  Portos do Paraná superam 70 milhões de toneladas e registram recorde histórico em 2025

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262