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Agro

Visita técnica ao pomar LM Parceria Rural será destaque do 2º Enapecan em Cachoeira do Sul

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O 2º Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan) será realizado nos dias 6 e 7 de novembro de 2025, no Campus da Ulbra, em Cachoeira do Sul (RS). O evento é considerado o maior do país voltado à cultura da noz-pecã, reunindo produtores, pesquisadores e especialistas do setor.

A iniciativa é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio da Embrapa, e contará com palestras, painéis e visitas técnicas que demonstram tecnologias e práticas modernas na produção de pecan.

Pomar LM Parceria Rural será atração da visita técnica

Uma das atividades mais aguardadas será a visita técnica ao pomar LM Parceria Rural, de Mauro Carrion e Lauderi Ladwig, localizado no distrito de Taboão, com área de 32 hectares destinada à pecanicultura. A visita será realizada na tarde de sexta-feira, 7 de novembro, após o painel “Inovações na Pecanicultura Brasileira”, moderado pela vice-presidente do IBPecan, Maria Tereza de Carli.

Mauro Carrion destaca que a propriedade totaliza 300 hectares, sendo 32 dedicados exclusivamente à produção de noz-pecã. O pomar foi plantado entre 2008 e 2010, com 75% da área cultivada com a variedade Barton, e conta com sistema de irrigação completo.

“Por ser um dos primeiros pomares comerciais de pecan no Rio Grande do Sul, enfrentamos desafios pioneiros e tivemos que realizar ajustes ao longo do tempo”, explica Carrion.

Demonstrações de manejo e tecnologia

Durante a visita, os participantes poderão acompanhar práticas de manejo do pomar e demonstração de uso de drones, que auxiliam na monitoramento e manejo de pragas e irrigação. O pomar também utiliza técnicas de sustentabilidade e eficiência, com acompanhamento constante de um engenheiro agrônomo especializado em noz-pecã.

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Uma das tecnologias de destaque é a colheita mecanizada com guarda-chuva, em que uma estrutura invertida coleta as nozes sacudidas das árvores, aumentando a produtividade e substituindo métodos manuais mais lentos.

“Mostraremos como a tecnologia pode tornar a produção mais eficiente e sustentável, garantindo qualidade e produtividade”, ressalta Carrion.

Parcerias e apoio institucional

O 2º Enapecan é promovido pelo IBPecan, em parceria com a Prefeitura de Cachoeira do Sul, Emater e Embrapa, contando ainda com o apoio de Pecanita, LM Parceria Rural, Pró-Pecã, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Ulbra e Sebrae.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rastreamento no Agro: avanço necessário ou barreira comercial disfarçada? Debate ganha força no mercado global

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Rastreabilidade no agro divide opiniões e se consolida como exigência global

A rastreabilidade dos alimentos deixou de ser tendência para se tornar uma exigência consolidada no comércio internacional. O tema, porém, tem gerado debate no agronegócio brasileiro: trata-se de um avanço em transparência e competitividade ou de uma nova forma de barreira comercial disfarçada?

Para Leandro Viegas, empresário, bacharel em Direito, administrador, produtor rural e cofundador e CEO da Sell Agro, não há mais volta. Segundo ele, o ponto central da discussão já não é se o setor deve adotar a rastreabilidade, mas como implementá-la de forma que fortaleça o produtor rural e não o limite no mercado global.

Pressão global por transparência redefine o comércio agrícola

O aumento da exigência por informações sobre origem, impacto ambiental e conformidade sanitária dos alimentos reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor e dos mercados internacionais.

Essa demanda não se restringe a regiões específicas, como a Europa, mas se consolida como uma tendência global.

No caso do Brasil, o impacto é ainda mais relevante. O país se mantém entre os maiores exportadores de alimentos do mundo. Em 2025, o agronegócio respondeu por US$ 169,2 bilhões em exportações, representando 48,5% de toda a pauta exportadora nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Esse peso reforça que qualquer mudança regulatória internacional afeta diretamente toda a cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes tradings.

Quando a sustentabilidade vira disputa comercial

Embora a rastreabilidade seja amplamente associada à sustentabilidade, o debate ganha complexidade quando entra no campo político e comercial.

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Nos últimos anos, aumentaram as exigências de mercados importadores sobre práticas ambientais e comprovação de origem. Em alguns casos, essas medidas são vistas como evolução natural dos padrões globais. Em outros, surgem questionamentos sobre possível uso dessas exigências como forma de proteção comercial indireta.

O Brasil, por exemplo, possui um dos códigos ambientais mais rigorosos do mundo, com exigências significativas de preservação dentro das propriedades rurais. Ainda assim, o país frequentemente enfrenta desconfiança em mercados externos.

Esse contraste alimenta o debate sobre a necessidade de critérios técnicos, proporcionais e equilibrados na definição das regras de rastreabilidade.

Pequenos e médios produtores podem ser os mais afetados

Um dos principais pontos de atenção está no impacto das novas exigências sobre pequenos e médios produtores rurais.

Enquanto grandes grupos do agronegócio contam com estrutura técnica, tecnologia e equipes especializadas para atender rapidamente normas de certificação e monitoramento, a realidade no campo é desigual.

Muitos produtores ainda enfrentam limitações de conectividade, acesso à assistência técnica e ferramentas digitais, o que dificulta a adequação às novas exigências do mercado internacional.

O risco apontado por especialistas é que a rastreabilidade, se mal implementada, se torne uma barreira de entrada em vez de um mecanismo de inclusão produtiva.

Tecnologia já é aliada do agro brasileiro

Apesar dos desafios, o Brasil reúne condições técnicas para avançar na implementação da rastreabilidade em larga escala.

O agronegócio nacional já incorpora tecnologias como agricultura de precisão, satélites, drones, inteligência artificial e plataformas digitais de gestão no campo.

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Esse nível de inovação posiciona o país como referência mundial em produção agrícola tropical e cria uma base sólida para o desenvolvimento de sistemas integrados de rastreabilidade.

Inclusão e equilíbrio são pontos-chave para o futuro

Para especialistas do setor, o sucesso da rastreabilidade depende menos da tecnologia em si e mais da forma como ela será implementada.

Empresas do agronegócio têm papel estratégico nesse processo, atuando não apenas como fornecedoras de soluções, mas como parceiras dos produtores na adaptação às novas exigências.

Isso inclui capacitação, suporte técnico e acesso a ferramentas que permitam que propriedades de diferentes portes consigam atender aos padrões internacionais.

A avaliação é que a rastreabilidade deve funcionar como uma ponte entre o campo e o consumidor global, e não como um mecanismo de exclusão.

Desafio é equilibrar exigência e competitividade

A rastreabilidade é vista como caminho sem retorno no comércio global de alimentos. Ela agrega valor, aumenta a transparência e fortalece a confiança do consumidor.

No entanto, o desafio do Brasil está em garantir que essa transição ocorra de forma justa, sem penalizar produtores que já operam dentro da legalidade e da sustentabilidade exigida pela legislação nacional.

O futuro do tema depende da capacidade do setor em equilibrar inovação, inclusão e competitividade, assegurando que a evolução do mercado internacional também reconheça o papel do produtor rural brasileiro na segurança alimentar global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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