Paraná
Ministério Público do Paraná comemora 135° aniversário e 40 anos da Carta de Curitiba
O Ministério Público do Paraná comemora neste mês duas datas importantes: os 135 anos da instituição, celebrados nesta segunda-feira, 15 de junho, e os 40 anos da Carta de Curitiba, em 21 de junho, documento que serviu de base para o delineamento do perfil do Ministério Público brasileiro na Constituição Federal de 1988.
Para celebrar esses marcos históricos, o MPPR preparou matérias especiais com informações que ajudam a contar essa trajetória. Os dados foram levantados pelo Memorial do Ministério Público do Paraná, setor responsável pela preservação, pesquisa e difusão da memória institucional. A primeira delas você confere a seguir.
MPPR celebra mais de um século de transformações, conquistas e compromisso com a defesa da sociedade
Quando o Ministério Público do Paraná foi criado, em 15 de junho de 1891, a República brasileira tinha pouco mais de um ano de existência. O Estado passava por sucessivas mudanças políticas, e a nova instituição surgia em um cenário de definição das bases do sistema de Justiça.
Passados 135 anos, o MPPR tornou-se uma das principais instituições de defesa dos direitos da sociedade paranaense, acumulando uma trajetória marcada por transformações, conquistas e capacidade de adaptação aos desafios de cada época.
Para o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, a história institucional é fundamental para compreender a própria identidade do Ministério Público ao longo do tempo. “Ao celebrar seus 135 anos, o Ministério Público do Paraná homenageia todas as pessoas que contribuíram para a sua construção. A trajetória do MPPR é marcada pela capacidade de evoluir, acompanhar as transformações da sociedade e fortalecer sua atuação em defesa da ordem jurídica, da democracia e dos direitos fundamentais. Ao mesmo tempo em que valorizamos esse legado, renovamos nosso compromisso com os desafios do presente e do futuro”, destaca.
Ministério Público e República
No Paraná, a criação do Ministério Público foi formalizada pelo Decreto nº 1, editado pelo então presidente do Estado, Generoso Marques dos Santos. Na mesma data, também foi criado o então Superior Tribunal de Justiça do Estado, atual Tribunal de Justiça do Paraná.
Desde os primeiros anos, o MPPR enfrentou os reflexos da instabilidade política que marcou o início da República. Mudanças frequentes nos governos estaduais e conflitos como a Revolução Federalista influenciaram diretamente o funcionamento das instituições públicas.
Apesar desse cenário, o ideal republicano de defesa da legalidade e da justiça prevaleceu, permitindo que o Ministério Público se consolidasse gradualmente no estado.
Desafios dos primeiros anos
O Ministério Público daquele período era bastante diferente do que existe atualmente. A instituição mantinha uma relação de dependência em relação aos Poderes Executivo e Judiciário, tanto na administração quanto na ocupação de cargos.
Foi ao longo do século XX que o MPPR iniciou um processo contínuo de fortalecimento, ampliando suas atribuições e conquistando autonomia funcional, administrativa e financeira.
Profissionalização da carreira
A evolução institucional também passou pela estruturação da carreira ministerial.
Em 1949, a Lei 315 estabeleceu o ingresso no Ministério Público do Paraná por meio de concurso público e criou os cargos de Promotor Público e Procurador de Justiça, um passo decisivo para a profissionalização da instituição. Em 1951, é criado o cargo de Promotor Público Substituto.
Outro marco importante ocorreu em 1930, quando Walkyria Moreira da Silva Naked foi nomeada Promotora de Justiça no Paraná, abrindo caminho para a crescente participação feminina na carreira. O Paraná foi o segundo estado do país a ter uma Promotora de Justiça em seu quadro (Confira a websérie “Breve história das mulheres do Ministério Público do Paraná: 1891-1991”).
Em 1968, o primeiro estatuto do Ministério Público do Paraná foi promulgado, fato também marcante para a história da instituição. A Lei 5.849 organizou as estruturas organizacionais, criando a primeira e a segunda instância, definindo questões referentes à carreira dos membros e elencando atribuições, direitos, garantias, impedimentos e deveres. Permaneceu em vigor até ser revogada pela Lei Complementar Estadual 85 de 1999, que institui a nova Lei Orgânica do Ministério Público do Paraná.
Evolução
Segundo o Promotor de Justiça Willian Lira de Souza, coordenador executivo do Memorial do MPPR, os registros históricos preservados pelo Ministério Público permitem compreender a dimensão das transformações vividas ao longo de sua trajetória.
“No decorrer das décadas, a instituição conquistou autonomia, expandiu seu alcance e passou a ocupar um papel cada vez mais relevante na defesa dos direitos da sociedade. Novas áreas de atuação foram incorporadas, ampliando a proteção de direitos relacionados ao meio ambiente, à infância e juventude, à saúde, à educação, ao patrimônio público, aos direitos humanos e a diversos outros temas de interesse coletivo”, afirma o Promotor de Justiça.
O MPPR também participou ativamente da construção do modelo institucional consolidado pela Constituição Federal de 1988. Em 1986, Curitiba sediou um encontro que reuniu representantes de todos os MPs estaduais e de suas associações. O evento resultou na chamada Carta de Curitiba, documento que estabeleceu diretrizes posteriormente incorporadas ao desenho constitucional do Ministério Público brasileiro.
Destacam-se ainda marcos legislativos como a Lei Complementar 40/1981, a Constituição Federal de 1988, a Lei Orgânica Nacional do Ministério Público (Lei 8.625/1993) e a Lei Orgânica do Ministério Público do Paraná (Lei Estadual 85/1999), que consolidaram o modelo institucional atual.
No contexto da evolução democrática, vale ressaltar a eleição, em 1990, do primeiro Procurador-Geral de Justiça escolhido pela própria classe, Luiz Chemim Guimarães e, em 2002, da primeira mulher e primeira Promotora de Justiça a exercer o cargo de Procuradora-Geral de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes.
Já em 2020, o MPPR teve papel relevante no enfrentamento dos desafios impostos pela Covid-19, adaptando sua forma de atuação para enfrentar uma emergência sanitária sem precedentes, acompanhando políticas públicas, fiscalizando a aplicação de recursos e defendendo direitos fundamentais em um dos períodos mais críticos da história recente.
Das salas compartilhadas à sede própria
A trajetória institucional também pode ser contada por meio dos espaços ocupados pelo Ministério Público desde a sua criação.
Quando surgiu, em 1891, o MPPR não possuía sede própria e funcionava junto ao Tribunal de Justiça, compartilhando instalações e estruturas administrativas.
A segunda sede institucional foi a Casa Rosada, ocupada a partir de 1903. O edifício, adquirido pelo governo estadual em 1902, abrigou diversos órgãos públicos e recebeu o Ministério Público em seu segundo andar.
Em 1944, a instituição transferiu-se para o Palácio Garibaldi, no Largo da Ordem. Duas décadas depois, acompanhando a criação do Centro Cívico – projeto concebido para as comemorações do centenário de emancipação política do Paraná –, o Ministério Público passou a ocupar espaços no Palácio da Justiça, onde permaneceu por várias décadas.
Em 2003, a instituição transferiu sua sede para o prédio Caetano Munhoz da Rocha, atual Bloco I. Já em 14 de dezembro de 2018 foi inaugurada a atual sede institucional, o Bloco II, primeiro edifício projetado e construído especificamente para atender às necessidades do Ministério Público do Paraná.
Casa Rosada
Palácio Garibaldi
Centro Cívico
Bloco II
Memorial
Criado para preservar e difundir a história institucional, o Memorial do MPPR reúne documentos, fotografias, objetos e pesquisas que ajudam a contar a trajetória da instituição desde sua fundação. O acervo permite conhecer a evolução do Ministério Público e das pessoas que contribuíram para sua construção ao longo de mais de um século.
“O Memorial cumpre o papel essencial de preservar essa história, não apenas como registro do passado, mas como ferramenta de compreensão do presente e de inspiração para o futuro”, ressalta a Procuradora de Justiça Samia Saad Gallotti Bonavides, Presidente do Conselho Curador do Memorial. “Ao revisitar essa caminhada, reforçamos a importância de valorizar as pessoas, os fatos e os documentos que ajudaram a moldar o Ministério Público que conhecemos hoje e que seguimos construindo coletivamente”, conclui.
Na página do Memorial é possível encontrar vasto material sobre a história do MPPR. Acesse e confira todo o acervo.
Redes Sociais
Um conteúdo especial também foi divulgado nas redes sociais do MPPR.
Confira momentos que marcaram nossa história e algumas recordações ao longo dos anos.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Paraná em Ação em Laranjeiras do Sul registra quase 8 mil atendimentos
A feira Paraná em Ação, promovida pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, passou por Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste, e ofereceu diversos serviços gratuitos à população como confecção da nova carteira de identidade, carteira do autista, serviços de migração, cadastro habitacional, teste de DNA e divórcio consensual. Foram registrados 7.958 de quinta a sábado (11 a 13).
José Adão Rodrigues, de 56 anos, autônomo, foi uma das pessoas beneficiadas. “Eu vim aqui para fazer o divórcio, fui bem atendido. Antes eu não tive essa oportunidade, hoje eu tenho essa possibilidade e agradeço muito”, acrescenta.
Julcemar de Barros, de 62 anos, comerciante, foi emitir a certidão de casamento e a identidade. “O Paraná em Ação é uma coisa muito boa, porque a gente, às vezes, não tira o tempo para fazer as coisas. E outra, teria que pagar, e hoje eu fiz tudo de graça. Para mim é muito bom”.
“O Paraná em Ação saiu de Laranjeiras do Sul com um resultado muito positivo. Foram quase 8 mil atendimentos. A população procurou bastante por documentação, assistência social e jurídica, as tarifas solidárias de água e luz. Teve agricultura, exposição, cultura, educação”, disse Ricardo Albanus de Lima, coordenador do programa pela Seju.
Os serviços mais procurados pela população foram os atendimentos da Polícia Civil (PCPR), que somaram 820 registros, incluindo boletins de ocorrência, orientações e distribuição de materiais informativos. Em seguida, destacou-se a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), por meio do PCPR na Comunidade, com 664 atendimentos. A Seju também teve grande alcance, conversando com 565 pessoas sobre ato infracional na adolescência e desmistificando a ideia de impunidade entre jovens.
Na sequência, o Detran-PR contabilizou 520 atendimentos, entre serviços relacionados à CNH, consultas veiculares e ações de educação no trânsito, enquanto a Assistência Social realizou 397 atendimentos. Outros serviços bastante demandados foram relacionados ao Nota Paraná, com 176 atendimentos, as orientações a mulheres no Ônibus Lilás sobre violência, com 125 registros, e o encaminhamento a vagas de emprego pela Agência do Trabalhador, com 121.
A Defensoria Pública prestou 50 atendimentos jurídicos, incluindo divórcios e exames de DNA. Houve também a emissão de carteiras para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Família, que somou 19 atendimentos. A população também contou com serviços e orientações de órgãos como a Cohapar, Copel, Sanepar, Agência do Migrante, Polícia Militar, Sala do Empreendedor e Creas, ampliando o acesso a políticas públicas e serviços essenciais.
Fonte: Governo PR
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