Paraná
Violência doméstica contra a mulher e como as vítimas podem conseguir medidas protetivas pautam entrevista da semana
Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o MP no Rádio trata da violência doméstica e familiar contra as mulheres, com entrevista da promotora de Justiça Andréa Simone Frias, do Ministério Público do Paraná. A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, divulgada no último ano pelo Senado Federal, aponta que 74% das mulheres brasileiras sentem que a violência doméstica tem aumentado e que 30% das mulheres do país já foram vítimas de algum tipo de violência provocada por um homem, na maioria das vezes o parceiro ou ex-parceiro. Durante a conversa, a promotora fala desse problema e aponta, entre outras questões, como as vítimas podem conseguir medidas protetivas.
Programa completo
Bloco 1
Bloco 2
Dengue – O tema da edição anterior foi a dengue, com entrevista da médica sanitarista Margarete Solá Soares, que atua no Ministério Público do Paraná, que explicou quais os principais sintomas da dengue, o que fazer em caso de suspeita da doença, bem como do tratamento e da importância da vacina, que está sendo distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Podcasts – Os programas de rádio também são disponibilizados nas plataformas Spotify, Apple e Google Podcasts.
Gratuito – O MP no Rádio é uma produção do Ministério Público do Paraná, realizado pela Assessoria de Comunicação do MPPR. As entrevistas podem ser baixadas gratuitamente por qualquer rádio interessada. O programa também pode ser editado, desde que mantido no contexto e devidamente creditado.
Contato – Para envio de sugestões (inclusive de temas), críticas e comentários sobre os programas, os contatos são o e-mail [email protected] e os telefones (41) 3250-4469 e (41) 3250-4249.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná recomenda intervenção estadual e nacional na Apae de Ventania por conta de graves irregularidades sanitárias e administrativas
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Tibagi, nos Campos Gerais, expediu recomendação administrativa para que a Federação Nacional das Apaes e sua respectiva representação estadual promovam a imediata intervenção na unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município de Ventania. A medida foi tomada após o MPPR constatar, por meio de visitas técnicas e acompanhamento de procedimento administrativo, diversas irregularidades administrativas, pedagógicas e sanitárias na instituição.
Áudio da Promotora de Justiça Juliana Schasiepen Ribeiro Gonçalves
Durante as inspeções realizadas pela equipe técnica do MPPR, foram identificadas condições precárias de higiene e segurança. Os relatórios apontaram a presença de grande quantidade de animais circulando livremente pelas dependências da instituição, gerando mau cheiro e risco iminente de transmissão de zoonoses aos alunos em situação de vulnerabilidade. Além disso, constatou-se a falta de acessibilidade em banheiros, problemas estruturais e risco à integridade física dos estudantes, como vidros quebrados, refeitório inadequado e materiais de limpeza guardados no mesmo ambiente que itens pedagógicos.
Irregularidades financeiras – No âmbito administrativo-financeiro, verificou-se a retenção de repasses estaduais devido a irregularidades nas prestações de contas, além de atrasos reiterados no pagamento dos salários dos funcionários, o que compromete a continuidade do atendimento. A gestão do espaço também apresentou falhas na metodologia de ensino, como a resistência à política de educação inclusiva e a manutenção de alunos adultos no mesmo currículo por longos períodos, sem a devida transição para serviços adequados à fase adulta, a exemplo do Centro-Dia.
Diante da gravidade dos fatos e da constatação de que a atual gestão centraliza decisões e obstrui a fiscalização, a recomendação cobra o afastamento cautelar da atual direção e a nomeação de uma junta interventora temporária para restabelecer a legalidade dos serviços. O MPPR estabeleceu um prazo de 60 dias para que a nova gestão provisória elabore e execute planos de adequação sanitária, ambiental, pedagógica e de governança.
A Federação Nacional e a estadual das Apaes têm o prazo de 20 dias para informar o acatamento das medidas. Caso as providências não sejam adotadas, o Ministério Público poderá ingressar com ação civil pública para garantir a regularização do atendimento e a proteção dos direitos das pessoas com deficiência.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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