Agro
Vigiagro intercepta ácaro quarentenário em carga de cerejas chilenas em Guarulhos
O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) identificou a presença de uma praga quarentenária em uma carga de cerejas frescas provenientes do Chile. O laudo laboratorial, divulgado nesta segunda-feira (10), confirmou a presença do ácaro Brevipalpus chilensis, conhecido como falso ácaro vermelho chileno.
Procedimentos de inspeção e destruição da carga
A detecção ocorreu durante ação de rotina realizada no dia 6 de novembro. Amostras das frutas foram coletadas e enviadas ao laboratório oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para confirmação da espécie.
A carga, com 1.120 quilos de cerejas, passará por fumigação preventiva no aeroporto e, posteriormente, será destruída, conforme prevê a legislação vigente. A medida visa evitar a introdução e disseminação de pragas quarentenárias que podem causar danos significativos à agricultura brasileira.
Risco fitossanitário do Brevipalpus chilensis
O falso ácaro vermelho chileno é encontrado exclusivamente no Chile e na Argentina (Província de Rio Negro) e possui cerca de 40 plantas hospedeiras, incluindo frutíferas, ornamentais e florestais. Entre os principais alvos da praga estão:
- Uva
- Limão e laranja
- Kiwi e cherimoia
- Figo e caqui
No Chile, o ácaro é responsável por perdas de até 30% nos parreirais, com maior impacto durante os meses mais quentes.
Prevenção de pragas quarentenárias prioritárias para o Brasil
Segundo o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa e a Embrapa, a cultura da uva no Brasil enfrenta duas pragas quarentenárias ausentes consideradas de alto risco fitossanitário:
- Falso ácaro vermelho chileno (Brevipalpus chilensis)
- Traça-da-uva (Lobesia botrana), também conhecida como traça-europeia-dos-cachos-da-videira
A ação do Vigiagro reforça a importância do controle rigoroso de cargas importadas para proteger a produção nacional e evitar danos econômicos graves às culturas agrícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Abate de bovinos, suínos e frangos cresce no Brasil no 1º trimestre de 2026, aponta levantamento
A produção animal brasileira começou 2026 em ritmo positivo, com crescimento nos abates de bovinos, suínos e frangos no primeiro trimestre do ano. Os dados apontam avanço da atividade pecuária em comparação ao mesmo período de 2025, refletindo demanda aquecida, fortalecimento das exportações e manutenção da competitividade do setor no mercado internacional.
Os números mostram expansão principalmente na bovinocultura e na suinocultura, enquanto a produção de frangos também manteve trajetória de crescimento. O levantamento ainda indica aumento na captação de leite, estabilidade no setor de couro bovino e leve avanço na produção de ovos de galinha.
Abate de bovinos cresce 3,3% no primeiro trimestre
O abate de bovinos somou 10,29 milhões de cabeças entre janeiro e março de 2026, considerando estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária. O volume representa crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 6,8%, movimento considerado sazonal pelo mercado pecuário.
A produção de carcaças bovinas atingiu 2,63 milhões de toneladas no trimestre, avanço de 5,1% sobre igual período de 2025. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o volume apresentou queda de 10,2%.
O desempenho reforça a força da cadeia bovina brasileira, impulsionada pelo mercado externo e pela demanda doméstica ainda consistente.
Abate de suínos alcança 15,27 milhões de cabeças
A suinocultura brasileira também apresentou crescimento no início de 2026. O abate de suínos chegou a 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, alta de 5,5% na comparação anual.
Em relação ao quarto trimestre de 2025, o recuo foi praticamente estável, com leve redução de 0,1%.
O peso acumulado das carcaças suínas totalizou 1,37 milhão de toneladas, crescimento de 2,6% frente ao mesmo período do ano passado. Já na comparação trimestral, houve retração de 3,0%.
O resultado mantém o Brasil entre os principais produtores e exportadores globais de carne suína, em um cenário de demanda internacional firme.
Produção de frango segue em expansão
O setor avícola brasileiro registrou abate de 1,71 bilhão de cabeças de frango no primeiro trimestre de 2026, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Na comparação com o último trimestre do ano passado, houve pequena redução de 0,4%.
Apesar da leve queda trimestral no número de aves abatidas, o peso acumulado das carcaças cresceu. A produção alcançou 3,73 milhões de toneladas, avanço de 7,0% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior e alta de 2,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O desempenho reforça a eficiência da cadeia avícola nacional, que segue competitiva tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Captação de leite cresce mais de 3%
A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026.
O volume representa crescimento de 3,3% em comparação ao mesmo período de 2025. Frente ao quarto trimestre do ano passado, entretanto, houve retração de 7,9%.
O resultado demonstra recuperação da atividade leiteira em relação ao ano anterior, mesmo diante dos desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações do mercado.
Setor de couro mantém estabilidade
Os curtumes brasileiros receberam 10,76 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no primeiro trimestre de 2026.
O número aponta estabilidade em relação ao mesmo período de 2025, sem variação percentual. Já na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 3,3%.
O desempenho acompanha o ritmo do abate bovino e a dinâmica das exportações do setor coureiro brasileiro.
Produção de ovos supera 1,2 bilhão de dúzias
A produção de ovos de galinha atingiu 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026, com leve crescimento de 0,4% sobre o mesmo período do ano anterior.
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o setor registrou retração de 3,5%.
Mesmo com oscilações sazonais, a avicultura de postura segue sustentada pelo consumo interno elevado e pela demanda contínua do mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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