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Venezuela: Brasil mantém força-tarefa dos bombeiros em busca de sobreviventes a dois dias do fim da janela de resgate

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Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando de forma ininterrupta na Venezuela, onde restam apenas dois dias da chamada janela de resgate considerada mais favorável para localização de sobreviventes sob estruturas colapsadas. Na região de La Guaira, uma das mais atingidas pelo terremoto que devastou o país na última quarta-feira (24), as equipes permanecem mobilizadas em uma operação iniciada após a detecção de indícios da presença de uma vítima com vida em um edifício de oito pavimentos colapsado.

A missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em conjunto com equipes internacionais nas operações de busca e resgate. Desde a tarde desta quarta-feira (1º), bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais trabalham ao lado de equipes do Equador e da Inglaterra na tentativa de acessar o ponto onde foram identificados sinais compatíveis com a presença de um sobrevivente. Os trabalhos avançaram durante toda a noite e seguiram ao longo desta quinta-feira (02).

“Na data de ontem, as nossas equipes detectaram vida no subsolo desse edifício que foi totalmente destruído. Já foram removidos alguns corpos aqui, mas foi detectada vida tanto pela nossa equipe quanto pelas equipes do Equador e da Inglaterra. Esse trabalho começou na tarde de ontem, durou toda a noite, hoje o dia inteiro e deve continuar amanhã”, relatou em vídeo enviado ao comando do CBMPR, em Curitiba, o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert.

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CORRIDA CONTRA O TEMPO – As operações entram agora na fase mais crítica das buscas. De acordo com protocolos internacionais adotados em missões de resposta a terremotos, os primeiros dez dias após o colapso de edificações concentram as maiores chances de localização de sobreviventes. Isso ocorre porque algumas vítimas podem permanecer vivas em chamados espaços vitais — vazios formados entre elementos estruturais da construção —, onde ainda conseguem respirar e aguardar o resgate. Com o passar dos dias, porém, as possibilidades diminuem em razão da desidratação, da falta de alimento e do agravamento das condições no interior dos escombros.

Segundo o tenente-coronel Gabriel, embora a maior parte das vítimas de mais fácil acesso já tenha sido retirada pelas equipes locais, ainda há registros de pessoas sendo encontradas com vida, o que mantém mobilizadas as forças de resgate internacionais

“A maior parte das vítimas superficiais já foi retirada. Nesse momento é muito difícil encontrar pessoas com vida, mas elas ainda estão sendo encontradas. Ontem foram localizadas mais duas vítimas com vida e nós seguimos nessa corrida. Até completar dez dias do terremoto vamos trabalhar com esforço máximo para tentar localizar pessoas que ainda estejam sob os escombros e retirá-las com vida”, afirma.

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MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização da força-tarefa brasileira teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Os militares embarcaram em dois grupos, partindo de Curitiba e Guarapuava, seguindo para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira

Na sexta-feira (26), a equipe embarcou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. Após a chegada ao país, os bombeiros instalaram a base operacional e iniciaram as buscas em campo na manhã de sábado (27). Desde então, permanecem atuando continuamente nas operações de busca e resgate em estruturas colapsadas ao lado de equipes brasileiras e de diversos outros países mobilizados para a resposta ao desastre.

Fonte: Governo PR

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Equipamentos laboratoriais apreendidos em operação do Gaeco serão doados pelo MPPR ao Departamento de Química da UEL

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), destinou à Universidade Estadual de Londrina (UEL) materiais e equipamentos laboratoriais apreendidos em operação realizada pela instituição. A entrega do acervo de itens foi realizada nesta terça-feira, 6 de outubro, após autorização do Juízo da 2ª Vara Criminal de Londrina. A UEL recebeu vidrarias (recipientes e instrumentos de vidro), equipamentos de medição, lacradores, insumos e consumíveis técnicos, que serão destinados ao Departamento de Química do Centro de Ciências Exatas da instituição.

Áudio do Delegado de Polícia Ricardo Jorge Rocha Pereira Filho

Álbum com imagens dos itens doados 

Retorno à sociedade – Os materiais foram apreendidos no âmbito da Operação Corium, realizada entre junho e julho de 2024, que desarticulou um esquema de falsificação de produtos terapêuticos e medicinais (anabolizantes ilegais) mantido por um policial militar. Após a condenação do réu, os equipamentos laboratoriais puderam ter a nova destinação.

Para viabilizar a doação, o Gaeco de Londrina oficiou inicialmente a chefia do Departamento de Química da UEL, questionando a respeito do interesse em receber os materiais. Após a confirmação, foi feito o pedido ao Juízo que, ao deferir a solicitação, feita de forma conjunta pelo MPPR e pela Polícia Civil, manifestou-se no sentido de que a custódia judicial de bens apreendidos somente se justifica enquanto houver interesse para a investigação ou instrução processual. Encerrada essa etapa, “a destinação dos bens a uma universidade pública confere finalidade científica e educacional aos objetos, evita custos inerentes à manutenção da custódia e atende diretamente ao interesse público”, enfatizou a decisão.

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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