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Venda de veículos novos cai no Paraná, e concessionárias demitem funcionários

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A venda de veículos novos despencou no Paraná, em abril. Como reflexo, concessionárias estão demitindo funcionários.

Em uma movimentada avenida de Londrina, no norte do Paraná, uma equipe de reportagem da RPC ficou fazendo imagens por meia hora. Nesse período, nenhum carro sem placas passou por ali.

Veículos zero quilômetro podem circular pela cidade por até 15 dias, desde que o motorista esteja com a nota fiscal de compra.

Baixa nas vendas

No Paraná, não há registro recente de tão baixas vendas de carros zero quilômetro.

Em abril de 2020, foram emplacados 3.370 carros, contra 10.675 em abril do ano passado. Ou seja, a queda foi de 65%.

O índice é ainda maior no caso das motos – a queda foi de 72%. No mês passado, foram emplacadas 1.232 motos. Esse número é quase quatro vezes menos do que em abril de 2019, quando foram emplacadas 4.424 motos.

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Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O que diz o sindicato

Para o Sindicato do Comércio Varejista de Veículos de Londrina (Sinconave), o principal motivo que provocou essa queda nas vendas foi o fato de que, nas últimas semanas, as lojas ficaram fechadas a maior parte do tempo.

Para maio, a aposta é mais otimista. A expectativa é de vender de 60 a 70% do que foi comercializado no mês do ano passado. Porém, é preciso se interessar pelo veículo que está na loja. Não dá para fazer pedido para a fábrica.

“A fábrica está fechada desde meados de março e, provavelmente, só comece a trabalhar em junho. O que tem [na loja], é o que podemos vender”, afirmou o presidente do Sinconave, Vilson Basseto.

Entre as estratégias para levar o freguês para a concessionária, estão as promoções. Tem carro que custava R$ 86 mil e, agora, é vendido por R$ 66 mil.

Crise no setor

A crise no setor também atingiu os funcionários. Quinze porcento deles foram demitidos na Região de Londrina. Outros 15% tiveram redução nas horas trabalhadas e no salário.

Para 12%, os contratos foram suspensos por 30 dias.

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Paraná

Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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