Paraná
Vai para a 49ª Expoingá? Turismo no Caminho das Águas pode completar a viagem
O Paraná é cortado por cenários rurais incríveis e uma pluralidade de atrativos que podem entrar na programação das famílias. O Noroeste do Estado, por exemplo, onde acontecerá a 49ª Expoingá, a maior feira dessa região, abriga uma riqueza de opções de beleza natural, acolhimento em propriedades rurais, ecoturismo, turismo de aventura, cultural e religioso.
De ônibus, de carro ou de avião, partindo de Maringá ou outras cidades, é possível chegar até o território turístico conhecido como Caminho das Águas, que abrange Altônia, Alto Piquiri, Cruzeiro do Oeste, Esperança Nova, Francisco Alves, Icaraíma, Iporã, Ivaté, São Jorge do Patrocínio, Umuarama e Xambrê, cidades banhadas por 420 quilômetros dos rios Paraná, Piquiri, Ivaí e Goioerê. O passado milenar se acomoda na paisagem verde, num cenário cuidadosamente desenhado pela natureza e conservado pela população.
O outono é uma boa opção para essas viagens regionais. Nesta região, sem gastar muito, é possível desfrutar de cachoeiras, degustar pinhão sapecado na fogueira, andar de cavalo, descer corredeiras, “lagartear” nas areias das praias de água doce ou, ainda, visitar as barraquinhas de uma feirinha que esconde tesouros de talentos anônimos. Os visitantes e moradores da região também têm acesso à Rota do Pedal, em Umuarama, Rota dos Pioneiros, a maior aquática do Brasil, e rotas do Morango, da Lavanda e dos Girassóis.
Esse turismo rural em franca expansão será um destaque da Expoingá, que acontece em Maringá, e é um dos mais importantes eventos de agronegócio do País. Ela será aberta oficialmente nesta sexta-feira (05) e segue até 14 de maio. O 3º Fórum de Turismo Rural acontece no dia 10, a partir das 14h. A feira do setor produtivo rural vai mostrar toda a potencialidade do agro, que se descobre como destino turístico e atrai viajantes em busca de novas experiências.
Nos estandes da Expoingá haverá tecnologia, tradição e esse convite para visitar o Caminho das Águas. “Os dois segmentos caminham juntos com a sustentabilidade, fomentando a economia e gerando riquezas para o Estado”, diz o secretário estadual do Turismo, Márcio Nunes.
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TURISMO RURAL – Turismo rural é um segmento que possui excelentes opções para momentos relaxantes em contato com a natureza. Pequenas propriedades rurais potencialmente produtivas empreenderam no turismo e oferecem roteiros formados por verdadeiros oásis. A principal característica é a valorização do patrimônio cultural e natural. Refeições típicas e degustação de pratos produzidos na propriedade engordam o cardápio.
Na região do Caminho das Águas, por exemplo, adeptos ao ecoturismo precisam ir até Altônia, Icaraíma ou São Jorge do Patrocínio. Esses são alguns municípios que são abrangidos pelo Parque Nacional de Ilha Grande. A área de preservação tem 180 ilhas e 100 quilômetros de navegação pelo Rio Paraná. Ainda há a Praia do Meião em Porto Camargo, a Lagoa de Xambrê em Altônia (segunda maior lagoa costeira do Brasil), a Corredeira dos Índios em Iporã e, entre cachoeiras e trilhas, o Salto no Alto Piquiri.
Para quem gosta de adrenalina, os atrativos são as quedas do Salto Paiquerê, no Rio Goioerê, e as corredeiras dos Apertados do Rio Piquiri. Opções de rafting pelos rios Goioerê e Alto Piquiri completam o passeio. Por ali também dá para acampar e jogar uma partida de paintball.
O Rio Paraná e toda a sua exuberância é parte de São Jorge do Patrocínio, Altônia e Icaraíma. Guaíra também entra nesse roteiro, com a trilha de caiaque toda sinalizada e a Rota dos Pioneiros. A paisagem chama atenção pela biodiversidade. O acesso é fácil, através das inúmeras marinas, embarcações de aluguel e rampas de embarque e desembarque.
O patrimônio histórico da região Noroeste é moldado pela vivência de algumas etnias e ultrapassa as fronteiras da origem humana. Conhecida como a “Cidade dos Dinossauros”, Cruzeiro do Oeste é um mergulho na pré-história. O primeiro dinossauro paranaense foi descoberto lá. Cinco novas espécies estão expostas no Museu de Paleontologia. Para completar o roteiro há até um pastel do pterossauro.
A religiosidade também é marcante nessa região. São várias igrejas e percursos. O Caminho dos Santuários passa pelos municípios de Iporã, Cafezal do Sul, Perobal e Umuarama. São 65 quilômetros partindo da Paróquia Santo Antônio, em Iporã. Em Cafezal do Sul, a passagem obrigatória é na Paróquia São José Batista, e, em Perobal, na Paróquia São Pedro.
O melhor bolinho de carne do Paraná, contam os moradores locais, também é encontrado no Caminho das Águas, na Serra dos Dourados. Mas a proximidade da água faz com que a maioria dos pratos da culinária local traga o peixe como principal ingrediente.
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VIAGEM ACOLHEDORA – Agricultores familiares que decidiram investir em turismo rural não precisaram modificar suas propriedades para empreender. Aproveitaram a casa de arquitetura antiga, o velho fogão a lenha e as primitivas ”picadas” abertas no meio da mata. Em Altônia, três propriedades formam o “turismo rural comunitário”, no Caminho das Paineiras.
“A ideia deu certo”, diz Geni Block, dona de uma das propriedades que recebem visitantes até do estrangeiro. “Deu tão certo que inauguramos recentemente um armazém para vender os nossos produtos e o que os vizinhos produzem”, conta.
Há comida caipira, típica rural, com pães, bolos, doces e café colhido na própria propriedade. Os queijos e embutidos também são locais. A proposta é seguir a trilha para o Portal de Luz, com restaurantes e chalés para hospedagem. O portal também oferta passeios na Lagoa Xambrê para andar de caiaque, mergulhar e observar algumas espécies de peixes da lista de risco de extinção.
“É uma viagem imperdível”, diz Edvaldo Ceranto Júnior, assessor da Secretaria de Turismo. “Todos os nossos atrativos e o bioma da Mata Atlântica são parte da paisagem. O turismo na nossa região é um espetáculo que eleva o nome do Paraná como um dos destinos turísticos mais promissores do País”.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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