Connect with us


Agro

USDA mexe com o mercado de grãos e reforça expectativa positiva para a safra brasileira

Publicado em

O mercado internacional de grãos reagiu em alta nesta sexta-feira (12.09), após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos futuros de milho e soja subiram mais de 1% em Chicago, refletindo ajustes nas estimativas para a safra norte-americana e os impactos sobre os estoques mundiais. O trigo também registrou valorização, ainda que de forma tímida.

No caso do milho, o USDA reduziu a projeção de produtividade nos Estados Unidos, de 188,8 para 186,1 bushels por acre, mas elevou a área colhida, levando a uma produção estimada em 427,1 milhões de toneladas na temporada 2025/26. Os estoques finais americanos, entretanto, foram ligeiramente cortados para 53,6 milhões de toneladas. No cenário global, a produção ficou em 1,2 bilhão de toneladas, com estoques ajustados para 281,4 milhões.

Para a soja, o relatório indicou uma colheita mundial de 425,9 milhões de toneladas, alta de 0,1% em relação ao mês anterior. A produção dos Estados Unidos foi revisada para 117 milhões de toneladas, acima do esperado pelo mercado, mesmo com redução na produtividade média. No Brasil, maior exportador global, o USDA manteve a previsão de safra recorde de 175 milhões de toneladas e embarques de 112 milhões, confirmando a liderança brasileira no comércio internacional do grão.

Leia mais:  Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 1,8 bilhão na primeira semana de março

A Conab, por sua vez, projeta que a safra brasileira de milho 2024/25 alcance 139,7 milhões de toneladas, crescimento de 20,9% frente ao ciclo anterior. O avanço se apoia na expectativa de uma safrinha robusta, estimada em mais de 112 milhões de toneladas, além de ganhos de produtividade em diversas regiões. O aumento da produção coloca o país como peça-chave no equilíbrio do mercado internacional, especialmente num momento em que os EUA revisam números para baixo.

Os ajustes do USDA foram acompanhados de perto por tradings, cooperativas e produtores, já que influenciam diretamente a formação de preços nas bolsas internacionais e os contratos de exportação. A leitura é de que, apesar das incertezas climáticas na América do Norte, a oferta global permanece confortável, mas a recuperação da safra brasileira tem potencial para reposicionar o país como grande fornecedor em 2025.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook

Agro

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia mais:  Governo de Mato Grosso declara emergência zoossanitária por causa da gripe aviária

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia mais:  Sindiveg lança novo curso gratuito sobre pulverizadores tratorizados e amplia capacitações para o uso seguro de defensivos agrícolas

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262