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USDA e Conab elevam projeções para safra de soja 2025/26 no Brasil

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Mesmo com as dificuldades climáticas registradas no Sudeste e Centro-Oeste — marcadas pelo excesso de chuvas — e a falta de precipitações no Sul do Brasil e na Argentina, os principais órgãos internacionais e nacionais elevaram suas estimativas para a safra de soja 2025/26 na América do Sul.

USDA revisa para cima estimativa da produção brasileira

O relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou a safra brasileira de soja 2025/26 em 180 milhões de toneladas, acima das 178 milhões estimadas no levantamento anterior. O mercado esperava um número mais moderado, de 179,2 milhões de toneladas.

Para a temporada 2024/25, o USDA manteve a projeção em 171,5 milhões de toneladas. Já a produção da Argentina permanece estimada em 48,5 milhões de toneladas para 2025/26 e 51,11 milhões de toneladas para 2024/25, sem alterações em relação ao relatório anterior.

Nos Estados Unidos, a safra de soja para 2025/26 foi mantida em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade média de 53 bushels por acre. Os estoques finais norte-americanos devem somar 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), praticamente estáveis frente à previsão anterior.

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O USDA também manteve as projeções para o esmagamento interno, estimado em 2,57 bilhões de bushels, e para as exportações, previstas em 1,575 bilhão de bushels.

Safra mundial de soja também cresce e deve atingir 428 milhões de toneladas

A produção global de soja foi estimada pelo USDA em 428,18 milhões de toneladas para a temporada 2025/26, acima das 425,68 milhões indicadas em janeiro. Para 2024/25, a previsão é de 427,15 milhões de toneladas.

Os estoques mundiais devem encerrar 2025/26 em 125,51 milhões de toneladas, levemente superiores aos 124,42 milhões do mês anterior e alinhados às expectativas do mercado. Para 2024/25, o volume projetado é de 123,6 milhões de toneladas.

As importações chinesas de soja permaneceram inalteradas, estimadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e 108 milhões para 2024/25.

Conab eleva previsão e aponta safra recorde no Brasil

No cenário interno, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também revisou para cima sua projeção para a safra brasileira. Segundo o 5º Levantamento de Grãos, a produção deve alcançar 177,985 milhões de toneladas em 2025/26 — crescimento de 3,8% em relação à temporada anterior, quando o país colheu 171,48 milhões de toneladas.

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Na estimativa anterior, a Conab previa 176,124 milhões de toneladas. A área cultivada foi projetada em 48,43 milhões de hectares, avanço de 2,3% sobre os 47,35 milhões do ciclo anterior. Já a produtividade média deve atingir 3.675 kg/ha, praticamente estável frente aos 3.622 kg/ha de 2024/25.

Argentina também melhora cenário produtivo

Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário revisou para cima sua previsão de safra 2025/26, estimando agora 48 milhões de toneladas — um milhão acima da projeção anterior. O relatório destaca boas condições de cultivo no oeste e norte do país, mas ressalta que as chuvas nas próximas duas semanas serão determinantes para o desempenho final das lavouras, que estão em fase crítica de desenvolvimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

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As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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