Paraná
União premia Portos do Paraná com selo prata de sustentabilidade na COP30
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) premiou a Portos do Paraná com o Selo Prata de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A cerimônia de entrega do Selo de Sustentabilidade 2025 ocorreu nesta quarta-feira (12) e integra uma política governamental voltada a estimular boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) nas empresas. Na ocasião, também foi lançado o livro “Nós e a natureza: somos um com o planeta”, da escritora Aline Campos, com ilustrações de Luana Chinaglia.
A cerimônia marcou a consolidação do Pacto pela Sustentabilidade, instituído pela Portaria nº 58/2025. A iniciativa reconhece e incentiva organizações do setor a adotarem práticas alinhadas aos princípios ESG em suas operações.
A Portos do Paraná apresentou planos de ação baseados nos eixos Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Governança, que foram avaliados tecnicamente pelo Ministério. Conforme o desempenho obtido, as organizações receberam o selo nas categorias Bronze, Prata, Ouro ou Diamante. Nesta primeira edição, 63 empresas participaram do programa, e 36 foram premiadas.
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O diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, participou do painel “Ação climática urbana e cidades sustentáveis” nesta quarta. O projeto apresentado no evento foi o Inventário da Pegada de Carbono da Portos do Paraná, entregue este ano pela Fundación Valenciaport, da Espanha, que revela as emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos portos paranaenses.
Em 2023, período analisado pela pesquisa, as atividades do complexo portuário dos portos do Paraná emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂, distribuídas entre três escopos de análise. O Escopo 1 refere-se às emissões diretas da Autoridade Portuária e representou apenas 2,7% do total.
O Escopo 2 contempla as emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica, somando 0,1%. Já o Escopo 3 inclui as emissões indiretas provenientes de outras atividades relacionadas às operações portuárias — como terminais, modais de transporte terrestre, serviços de apoio portuário e navios — totalizando 97,1% das emissões de gases de efeito estufa.
A próxima etapa será o desenvolvimento do Plano de Descarbonização da Comunidade Portuária. “Estamos somando esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e atingir as metas da Agenda 2030 e também de 2050 para descarbonização”, destacou o diretor.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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