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União Europeia eleva projeções para safras de trigo e milho em 2025/26 e aumenta estoques finais

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A Comissão Europeia revisou para cima suas estimativas de produção agrícola para a safra 2025/26, com destaque para o trigo “soft” (trigo mole) e o milho. De acordo com o relatório mensal de oferta e demanda divulgado nesta quinta-feira (27), a produção de trigo “soft” deve alcançar 134,2 milhões de toneladas, acima das 133,4 milhões de toneladas estimadas no mês anterior.

Já a produção de milho foi ajustada para 57,6 milhões de toneladas, um aumento em relação à previsão de 56,8 milhões divulgada anteriormente, refletindo boas condições climáticas e produtividade acima do esperado em algumas regiões.

Exportações e importações seguem estáveis

Mesmo com o aumento nas projeções de produção, a Comissão Europeia manteve as estimativas de exportação de trigo “soft” em 31 milhões de toneladas para a atual temporada. Da mesma forma, as importações de milho permaneceram inalteradas em 18,8 milhões de toneladas, indicando equilíbrio no fluxo comercial de grãos no bloco europeu.

Estoques de trigo devem crescer

O crescimento na produção de trigo levou o órgão europeu a elevar a projeção dos estoques finais da safra 2025/26. A expectativa agora é de que o volume armazenado chegue a 11,5 milhões de toneladas até 30 de junho de 2026, contra 10,8 milhões estimadas anteriormente. O aumento reflete a melhora na produtividade e o ritmo mais lento de exportações.

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Revisões em outras culturas: cevada, canola e girassol

A produção de cevada sofreu leve correção negativa, passando de 55,9 milhões para 55,6 milhões de toneladas, segundo os dados mais recentes da Comissão Europeia.

Em contrapartida, a canola teve sua estimativa revisada para cima, com expectativa de produção de 20,2 milhões de toneladas, ante 19,9 milhões no mês anterior. As importações de canola devem permanecer estáveis, em 5,5 milhões de toneladas.

Já a produção de sementes de girassol manteve-se inalterada em 8,5 milhões de toneladas, sem alterações significativas nas projeções de oferta e demanda.

Panorama agrícola europeu segue positivo

As novas estimativas indicam recuperação gradual da produção agrícola na União Europeia, impulsionada por melhores condições climáticas e aumento de produtividade em importantes países produtores, como França, Alemanha e Polônia. O cenário reforça a tendência de oferta mais confortável de grãos e oleaginosas para o próximo ciclo, o que pode contribuir para a estabilidade dos preços no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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