Paraná
Última semana dos palcos Sunset tem Blindagem, Namastê, pagode e fandango no Litoral
Os palcos Sunset, que recebem grandes atrações gratuitas durante o Verão Maior Paraná, no Litoral, têm programação intensa de shows nesta semana, a última desta temporada. De terça-feira (30) até domingo (04), vão agitar o público o rock da banda Blindagem, o reggae da Namastê, o pagode do londrinense Allan Oliveira e ritmos brasileiros de Bananeira Brass Band, Luccas e Leonardo, João Triska, Dani e Gabriela, Márcio Juliano e Black Maria.
A programação das estruturas montadas no balneário Caiobá, em Matinhos, em Guaratuba, e na praia de Shangri-lá, em Pontal do Paraná, reúne os artistas que já estavam agendados para esta semana e as apresentações que aconteceriam na semana passada e que foram reagendadas por causa do mau tempo. São duas atrações por dia e até três na quarta-feira, dia 31, em Guaratuba e Shangri-lá.
Um dos destaques da semana é a banda curitibana Blindagem, que se apresenta em Shangri-lá nesta quinta-feira (01). Na estrada desde 1978, este ícone do rock curitibano já fez importantes parcerias musicais, incluindo Paulo Leminski. Carregando o legado de Ivo Rodrigues, falecido vocalista da banda, Blindagem celebra o encontro de gerações em sua nova formação, com Rodriggo Vivazs, Paulo Teixeira, Alberto Rodriguez, Paulo Juk e Rubén “Pato” Romero.
A banda Namastê, outra que está na estrada desde o século passado, é figurinha habitual da cena do reggae nacional, acompanhando grupos como Planta & Raiz, Chimarruts e Ponto de Equilíbrio. Ela se apresenta nesta terça-feira (30) em Guaratuba e na quarta-feira (31) em Shangri-lá.
O “príncipe do pagode” Allan Oliveira promete levar ao Litoral a animação das canções “Briga Boba”, “Sem Vestígios”, entre outras músicas autorais. O londrinense se apresenta em Guaratuba nesta quarta-feira (31) e em Caiobá na quinta-feira (01).
Os fãs da música instrumental poderão ouvir tangos, chamamés, milongas e outros estilos no repertório de Tiago Rossato, acordeonista que mescla as origens regionais da gaita ponto ao brilho da música contemporânea, na terça-feira (30) em Shangri-lá e quarta-feira (31) em Caiobá.
Os ritmos tradicionais, populares e regionais como a violas caipiras e o fandango caiçara aparecem com força na programação dessa semana, com a participação dos Serra Acima Trio e Mestre Zeca & Viola Afinada com Fandango de Encantadas em Caiobá; Canutilho Temperado em Guaratuba; além do Grupo Fandanguará e do Fandango da Família Santos nas areias de Shangri-lá.
Em Caiobá, a Filarmônica Orquestra Show de Antonina, formada por alunos da Escola de Música Filarmônica Antoninense, apresenta nesta terça (30) um repertório diversificado e eclético, de música erudita, do jazz ao rock, do samba à bossa nova. No mesmo palco, o público poderá assistir a performance de jazz e soul de Nikole Gouveia & Funkin’ Minds na sexta (2).
Em Guaratuba, a banda Raimundera CWB promete animar o público na apresentação desta quinta (1), tocando os clássicos da banda de rock nacional Raimundos. Além da banda cover, o Palco Sunset Guaratuba recebe o bloco carnavalesco Família Sapo e o grupo Donna Rosa, no sábado (3) e domingo (4), respectivamente.
Finalizando a programação na praia de Shangri-lá, o Palco Sunset recebe o evento Domingo em Família, que reúne uma variedade de atividades culturais, com shows musicais e apresentações artísticas, criando uma experiência rica e diversificada para toda a família.
Confira a programação completa:
Caiobá
Terça-feira (30)
18h30 – Filarmônica Orquestra Show de Antonina
Quarta-feira (31)
18h30 – Tiago Rossato
19h30 – Bananeira Brass Band
Quinta-feira (01)
18h30 – Allan Oliveira
19h30 – Dani e Gabriela
Sexta-feira (02)
18h30 – Nikole Gouveia & Funkin’ Minds
19h30 – Black Maria
Sábado (03)
18h30 – Serra Acima Trio
Domingo (04)
18h30 – Mestre Zeca & Viola Afinada convidam Fandango de Encantadas
Guaratuba
Terça-feira (30)
18h30 – Namastê
Quarta-feira (31)
18h – Luccas e Leonardo
18h30 – Allan Oliveira
19h30 – João Triska
Quinta-feira (01)
18h30 – Raimundera CWB
Sexta-feira (02)
18h30 – Canutilho Temperado
Sábado (03)
18h30 – Família Sapo
Domingo (04)
18h30 – Donna Rosa
Shangri-lá (Pontal do Paraná)
Terça-feira (30)
18h30 – Tiago Rossato
19h30 – Luccas e Leonardo
Quarta-feira (31)
12h – Bananeira Brass Band
18h – Márcio Juliano
18h30 – Namastê
Quinta-feira (01)
18h30 – Blindagem
19h30 – Black Maria
Sexta-feira (02)
18h30 – Grupo Fandanguará
Sábado (3)
18h30 – Fandango da Família Santos
Domingo (4)
18h30 – Domingo da Família
VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
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[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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