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Turismo lança Caderno de Oportunidades para fortalecer gestão regional do setor

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A Secretaria do Turismo do Paraná (Setu) lançou o Caderno de Oportunidades, uma ferramenta estratégica desenvolvida por técnicos da pasta para subsidiar gestores públicos, empresários e profissionais do setor na criação e no fortalecimento de redes colaborativas que impulsionam a economia do turismo no Paraná. O lançamento ocorreu durante o Encontro de Gestores 2026, realizado em Curitiba, e que teve como foco a padronização de processos administrativos e o fortalecimento das instâncias de governança do turismo.

Organizado em tópicos, o Caderno de Oportunidades oferece uma visão abrangente que orienta o planejamento e a tomada de decisões. A leitura permite compreender a conexão entre os diferentes eixos do setor turístico, facilitando a identificação de ações já existentes e de novas oportunidades que podem ser exploradas para melhorar a experiência do visitante e ampliar os benefícios socioeconômicos nas comunidades.

O secretário de Turismo do Paraná, Leonaldo Paranhos, destacou que o novo material como ferramenta de apoio aos gestores. “O Caderno de Oportunidades é uma ferramenta estratégica para transformar o potencial turístico paranaense em resultados reais. Com este material, damos o suporte técnico necessário para que gestores e empreendedores transformem atrativos em fontes de emprego e renda para a população”, afirmou Paranhos.

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GUIA ESTRATÉGICO – Para a diretora de Gestão, Sustentabilidade e Qualificação do Turismo, Tatiana Nasser e Silva o caderno funciona como uma bússola para o crescimento organizado das regiões turísticas. “O Caderno de Oportunidades é um instrumento essencial para que o gestor consiga olhar para o seu território com uma visão técnica e empreendedora. Ele permite identificar gargalos e, principalmente, potencialidades que muitas vezes estão latentes, mas que precisam de organização e parceria para se transformarem em produtos turísticos de prateleira”, ressaltou a diretora.

Pela natureza dinâmica do mercado, o material não é um compilado definitivo, mas sim um guia orientativo e de diálogo. Ele serve como um ponto de partida que deve ser complementado com novos dados e análises, respeitando as necessidades e o contexto específico de cada município ou dos 18 territórios paranaenses.

NETWORKING E INTEGRAÇÃO – A apresentação do material no Encontro de Gestores permitiu que lideranças de todo o Estado pudessem tirar dúvidas em primeira mão e trocar experiências sobre a aplicação prática do guia. Para a secretária de Cultura e Turismo de Rolândia, Flávia Galbero, o encontro foi fundamental para ampliar as conexões e o fluxo de informações entre os municípios. “Esse networking para estarmos em contato com outros gestores, saber das dificuldades enfrentadas e conhecer ações realizadas em outros municípios que podemos replicar, estimula o turismo no Estado. Isso movimenta e desenvolve cada vez mais o setor”, avaliou Flávia.

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ACESSO – Durante o evento, cada região turística recebeu uma via impressa do Caderno de Oportunidades. A versão digital, que permite atualizações constantes e fácil compartilhamento entre as equipes técnicas, já está disponível para consulta e download no site oficial da Secretaria do Turismo.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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