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Trigo mantém estabilidade no Brasil, enquanto preocupações climáticas impulsionam preços em Chicago

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Mercado internacional reage a condições climáticas adversas

Os preços do trigo apresentaram forte volatilidade nos últimos dias, refletindo os impactos climáticos em importantes regiões produtoras e as expectativas dos investidores. De acordo com a TF Agroeconômica, fatores como geadas na Argentina e seca nas áreas de trigo de inverno dos Estados Unidos sustentaram a recuperação das cotações na Bolsa de Chicago (CBOT).

Na sexta-feira (31), os contratos futuros de trigo encerraram o pregão em alta, impulsionados pelas preocupações com o avanço da seca no leste do Corn Belt norte-americano. Estados como Ohio, Indiana, Illinois e Missouri registraram bolsões de seca extrema, segundo o monitoramento climático mais recente.

Os contratos para dezembro/2025 subiram 1,85%, sendo negociados a US$ 5,34 por bushel, enquanto os de março/2026 avançaram 1,48%, a US$ 5,48½ por bushel. No acumulado de outubro, a posição dezembro registrou alta de 5,11% e ganho semanal de 4,19%.

Apesar da recuperação, o avanço foi limitado por fatores como a valorização do dólar e a abundante oferta global, especialmente após o aumento das exportações russas e a boa safra francesa. O contrato ZWZ2025 encontrou resistência técnica em US$ 535, segundo a consultoria.

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Exportações russas limitam ganhos e influenciam o mercado

Entre os principais fatores de baixa observados no mercado internacional, destaca-se o avanço das exportações da Rússia, que atingiram 5,1 milhões de toneladas em outubro, superando a média histórica e atendendo à forte demanda de países como Egito e Turquia.

Essa ampliação da oferta externa ajudou a conter a valorização do trigo nos mercados futuros, mantendo o equilíbrio entre a demanda global e os estoques disponíveis.

Cenário doméstico: preços do trigo se estabilizam no Brasil

No mercado brasileiro, as cotações permaneceram estáveis após semanas de queda, com o trigo negociado em média a R$ 1.050 por tonelada (FOB) no Rio Grande do Sul e R$ 1.150 por tonelada no Paraná.

A TF Agroeconômica ressalta que a situação das lavouras no Sul do país ainda inspira cautela. O risco de chuvas durante a colheita pode comprometer a qualidade dos grãos, o que levaria a um aumento da dependência de trigo importado e, consequentemente, maiores custos para moinhos e pressão sobre o mercado de farinhas.

Caso a quebra de qualidade no Rio Grande do Sul se confirme, os preços locais podem ser pressionados, enquanto o trigo paranaense tende a valorizar-se no curto prazo.

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Perspectivas: importação pode sustentar preços no longo prazo

No longo prazo, a maior utilização de trigo importado pode servir de sustentação aos preços internos, especialmente se a produção nacional apresentar perdas expressivas. Há ainda rumores de compras chinesas, o que adiciona incertezas às projeções de oferta global.

Entretanto, moinhos com menor capacidade financeira podem enfrentar dificuldades diante da redução de margens, sendo forçados a vender farinhas a preços mais baixos, o que pode comprometer a rentabilidade de toda a cadeia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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