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Café recua nas bolsas internacionais e reduz ritmo de negócios no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de café iniciou esta terça-feira com baixo volume de negócios e ritmo mais lento nas negociações. O cenário reflete o recuo das cotações nas bolsas internacionais e a volatilidade do câmbio, fatores que seguem influenciando diretamente a formação dos preços no mercado interno.

Além do comportamento das bolsas, o ambiente macroeconômico também permanece no radar dos agentes do setor. O Banco Central do Brasil acompanha a evolução das condições financeiras globais e do mercado cambial, variáveis que impactam as commodities exportadas pelo país, entre elas o café.

Ajustes técnicos pressionam contratos de café nas bolsas internacionais

Nas negociações da ICE Futures US, em Nova York, principal referência mundial para o café arábica, os contratos operam em queda entre os vencimentos mais negociados.

O contrato com entrega em maio de 2026 é negociado próximo de 294,15 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de aproximadamente 1% na sessão.

Outros vencimentos também apresentam ajustes:

  • Março/26: cerca de 299,10 cents por libra-peso, queda de 2,65 pontos
  • Maio/26: aproximadamente 294,70 cents por libra-peso, baixa de 2,20 pontos
  • Julho/26: em torno de 289,00 cents por libra-peso, recuo de 1,90 pontos

Segundo analistas do mercado internacional, o movimento representa principalmente realização de lucros, após ganhos recentes registrados nas bolsas.

No caso do café robusta, negociado na ICE Europe, em Londres, as cotações também iniciaram o dia em queda:

  • Maio/26: cerca de US$ 3.731 por tonelada, baixa de 40 pontos
  • Julho/26: próximo de US$ 3.621 por tonelada, recuo de 47 pontos
Mercado físico no Brasil mantém ritmo lento de comercialização

Com o desempenho negativo no exterior e a oscilação do dólar frente ao real, o mercado físico brasileiro tende a permanecer com negociações limitadas. Produtores e compradores seguem cautelosos diante da volatilidade observada nas bolsas e no câmbio.

Na segunda-feira, os preços registraram movimento de estabilidade a leve alta, sustentados pelo desempenho positivo do arábica em Nova York no início da semana. Ainda assim, a volatilidade cambial contribuiu para manter o volume de negócios reduzido.

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Preços do café nas principais regiões produtoras

Levantamentos de mercado indicam os seguintes níveis de preços nas principais regiões produtoras do país:

  • Sul de Minas Gerais
    • O café arábica bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.940 e R$ 1.950 por saca, contra R$ 1.930 a R$ 1.940 no dia anterior.
  • Cerrado Mineiro
    • O arábica bebida dura com 15% de catação apresentou valores entre R$ 1.950 e R$ 1.960 por saca, ante R$ 1.940 a R$ 1.950 anteriormente.
  • Zona da Mata de Minas Gerais
    • O café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, permaneceu estável entre R$ 1.440 e R$ 1.450 por saca.
  • Espírito Santo
    • O café conilon tipo 7 em Vitória foi negociado entre R$ 1.060 e R$ 1.065 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 1.050 e R$ 1.055 por saca, sem alterações relevantes.
Logística global e cenário geopolítico influenciam preços do café

Além dos fundamentos de oferta e demanda, fatores geopolíticos também têm impactado o comportamento das commodities agrícolas.

Tensões no Oriente Médio e possíveis interrupções em rotas estratégicas do transporte marítimo elevaram os custos logísticos globais, incluindo fretes, combustíveis e seguros. Esse cenário afeta diretamente o comércio internacional de commodities, como o café.

Outro fator observado pelos analistas é o comportamento do dólar no mercado internacional. A valorização da moeda norte-americana tende a limitar movimentos mais fortes de alta nas commodities, já que produtos cotados em dólar ficam mais caros para importadores.

Perspectiva de safra maior no Brasil segue no radar do mercado

Do lado da oferta, o mercado continua atento às estimativas de produção no Brasil, maior produtor e exportador mundial de café.

De acordo com o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de café em 2026 poderá atingir cerca de 66,2 milhões de sacas.

Se confirmado, o volume representará um crescimento aproximado de 17% em relação ao ciclo anterior, impulsionado principalmente por:

  • bienalidade positiva do café arábica
  • expansão da área produtiva
  • recuperação de lavouras em algumas regiões produtoras
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Apesar das perspectivas de aumento na produção, especialistas ressaltam que o equilíbrio do mercado global ainda dependerá das condições climáticas ao longo do desenvolvimento das lavouras e da eficiência logística para exportação.

Câmbio e cenário macroeconômico seguem determinantes para o mercado

No mercado cambial, o dólar comercial apresenta leve valorização, sendo negociado próximo de R$ 5,17, enquanto o Dollar Index registra recuo no mercado internacional.

O comportamento do câmbio segue sendo um dos principais fatores para o café brasileiro, já que influencia diretamente a competitividade das exportações e a formação de preços internos.

Nesse contexto, o Banco Central do Brasil mantém monitoramento constante da dinâmica cambial e das condições financeiras globais, fatores que podem impactar o fluxo de capitais e o desempenho das commodities exportadas pelo país.

Bolsas internacionais e petróleo também influenciam o sentimento do mercado

Os mercados financeiros globais operam com viés positivo nesta sessão.

Na Europa, os principais índices apresentam alta:

  • Paris: +1,64%
  • Frankfurt: +2,20%
  • Londres: +1,47%

Na Ásia, as bolsas também encerraram o dia em terreno positivo:

  • Xangai: +0,65%
  • Japão: +2,88%

No setor de energia, o petróleo também registra valorização. O contrato WTI para abril negociado em Nova York opera próximo de US$ 86,13 por barril, com alta superior a 6%.

Produtores acompanham volatilidade e buscam oportunidades de venda

Diante do cenário de ajustes nas bolsas, oscilações do câmbio e expectativas em torno da próxima safra brasileira, o mercado de café deve continuar marcado por volatilidade no curto prazo.

Especialistas destacam que produtores e exportadores precisam acompanhar atentamente o comportamento das bolsas internacionais, o câmbio e as condições climáticas nas lavouras, fatores que podem abrir oportunidades de comercialização ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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