Paraná
Tribunal do Júri de Ortigueira condena a penas que superam os 100 anos de prisão quatro pessoas que participaram da execução de uma adolescente de 15 anos
O Tribunal do Júri de Ortigueira, nos Campos Gerais, condenou quatro pessoas denunciadas pelo assassinato de uma adolescente de 15 anos. Somadas, as penas dos condenados superam os 100 anos. O crime ocorreu em 17 de fevereiro de 2024, em contexto do chamado “tribunal do crime”, ligado a uma organização criminosa local que determinou a execução da vítima, que era mãe de um bebê de sete meses.
Áudio da Promotora de Justiça Raisa Cruz Braga
No julgamento, realizado na quinta e na sexta-feira, 27 e 28 de novembro, atuaram, além da titular da Promotoria de Justiça da Comarca, uma representante do Grupo de Atuação Especial de Competência Originária Criminal e Tribunal do Júri (Gajuri) – criado pelo MPPR para atuar em julgamentos de grande impacto social.
Ao todo, seis pessoas foram denunciadas pelo homicídio. O processo foi desmembrado, sendo que quatro réus foram julgados na sessão realizada na semana passada. O homem apontado como executor do crime e braço direito da liderança local do tráfico teve a pena aumentada para 29 anos e 4 meses de reclusão. A mulher responsável por identificar e reter a vítima no local da abordagem inicial recebeu pena de 26 anos e 8 meses de reclusão. A irmã de um traficante que pediu que a vítima fosse morta foi condenada a 25 anos e 8 meses de reclusão. Outra mulher que participou da execução (segurando a vítima) foi apenada a 20 anos e 5 meses de reclusão.
Tribunal do crime – Na data do crime, a jovem foi atraída e levada a um local às margens do Rio Arroio Grande (Rio Tibagi), onde teria sido forçada a ingerir uma mistura de cocaína para reduzir sua resistência e, posteriormente, executada com golpes de arma branca no tórax e pescoço. A motivação do crime estaria relacionada a uma suposta retaliação: os autores acreditavam que, dias antes de sua execução, a adolescente havia delatado o irmão de uma das acusadas em uma ocorrência ligada ao tráfico de drogas.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses ministeriais, reconhecendo a materialidade e a autoria delitiva, bem como as duas qualificadoras apresentadas: motivo torpe (relacionado ao tráfico de drogas e à retaliação) e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (a vítima foi levada desarmada para local ermo, forçada a ingerir a mistura com cocaína e atacada em superioridade numérica).
Operação Sicários – O julgamento ocorreu como desdobramento de vasta investigação contra uma organização criminosa local, no âmbito da Operação Sicários, que revelou uma estrutura complexa voltada ao tráfico de drogas e homicídios na comarca.
Como resultado da apuração, foi oferecida denúncia contra 44 réus da primeira fase da Operação Sicários (autos nº 0000456-14.2024.8.16.0122), e já houve condenação, em primeira instância, das lideranças e réus presos no processo desmembrado (autos nº 0001042-51.2024.8.16.0122). Na segunda fase da operação, foram denunciadas mais 35 pessoas (autos nº 0001804-67.2024.8.16.0122), com prisões preventivas decretadas.
Processo nº. 0001159-08.2025.8.16.0122.
Notícias anteriores
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Gaeco deflagra a Operação Pavio Aceso e cumpre 4 mandados para apurar desvio de explosivos comerciais e possível abastecimento de organizações criminosas
O Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quinta-feira, 18 de junho, a Operação Pavio Aceso. A ação busca desarticular um grupo investigado pelo desvio, armazenamento irregular e comercialização clandestina de explosivos de alta potência oriundos de uma pedreira localizada em Campo Mourão, no Centro-Oeste do estado, além de apurar possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Mourão, Janiópolis e Cianorte, em endereços ligados aos investigados. As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Campo Mourão e incluem também o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participação nos fatos investigados.
Investigação – As apurações tiveram início em maio de 2024, quando o Gaeco de Maringá recebeu informações sobre o possível desvio de aproximadamente 300 quilogramas de emulsão explosiva e aproximadamente 1,5 mil metros de cordéis detonantes armazenados em paióis de uma empresa que operava com Certificado de Registro (CR) junto ao Exército Brasileiro já vencido e mantinha os materiais em condições irregulares.
Segundo as investigações, os explosivos desviados teriam como destino o mercado clandestino, com indícios de fornecimento para facções criminosas. A gravidade dos fatos é evidenciada por apreensões realizadas por forças de segurança ao longo do monitoramento do grupo e pelos elementos que apontam que parte do material ainda permanece em circulação.
O potencial destrutivo dos explosivos desviados e a possibilidade de sua utilização por organizações criminosas representam risco significativo à segurança pública, circunstância que motivou a adoção das medidas cautelares cumpridas nesta fase da investigação.
Nome da operação – A denominação “Pavio Aceso” faz referência ao perigo iminente decorrente da circulação clandestina de explosivos de uso controlado e à necessidade de interromper o fornecimento desses materiais antes que sejam empregados em ações criminosas de grande impacto.
Atendimento à imprensa – A partir das 10h30, a imprensa poderá obter mais informações sobre a operação no Núcleo Regional de Maringá do Gaeco (Avenida XV de Novembro, 455-A) e também pelo telefone: (44) 3226-6708.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
-
Política Nacional6 dias agoSenado analisa propostas de agenda legislativa sobre direitos das mulheres
-
Política Nacional6 dias agoComissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados
-
Esportes7 dias agoAlisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
-
Brasil5 dias agoMinistério da Saúde e fãs da banda BTS se unem para incentivar a doação de sangue
-
Educação6 dias agoMEC debate cooperação em educação com países lusófonos
-
Brasil6 dias agoSeminário destaca avanço da parceria do SUS com hospitais de excelência para ampliar o acesso à saúde
-
Paraná6 dias agoPoupatempo Paraná ultrapassa a marca de 2 milhões de atendimentos
-
Esportes4 dias agoAlemanha revive placar histórico e atropela Curaçao na estreia da Copa do Mundo
