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Tribunal do Júri de Curitiba condena a 38 anos de prisão e ao pagamento de R$ 150 mil de indenização homem denunciado pelo MPPR por matar ex-companheira

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O Tribunal do Júri de Curitiba condenou a 38 anos de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio qualificado praticado em 23 de julho de 2024. O réu, com 33 anos na época, matou sua ex-companheira, então com 42 anos de idade, com golpes de faca. Ambos possuíam deficiência visual, e todo o julgamento do caso foi realizado a partir de protocolos de acessibilidade e inclusão. Além da pena de prisão, o autor foi condenado ao pagamento de R$ 150 mil de indenização aos familiares da vítima, que deixou dois filhos. O crime foi praticado na residência da mulher, uma quitinete no bairro Xaxim, na capital. Réu e vítima mantiveram um relacionamento por quatro anos e estavam separados.

Áudio da promotora de Justiça Ticiane Louise Santana Pereira 

Na sessão de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses sustentadas em denúncia pelo MPPR, reconhecendo a existência das qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, uso de meio cruel e crime praticado mediante traição, uma vez que o agora condenado valeu-se da relação de confiança que mantinha com a ex-companheira para ir até a residência dela e cometer o crime. Além disso, foi considerada causa de aumento da pena o fato de a vítima ser cega.

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Reparação – Ao fixar o montante a ser pago a título de reparação pelos danos causados, o Juízo considerou a condição de “órfãos do feminicídio” dos filhos da vítima, hoje com 21 e 24 anos, que também perderam o pai por complicações de saúde logo após a morte da mãe. É o primeiro caso no estado do Paraná em que a quantia fixada em sentença pelo Juízo alcança o valor máximo pleiteado pelo Ministério Público.

Acessibilidade – Em cumprimento à disposições de Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante toda a sessão de julgamento, o réu foi acompanhado por profissionais do Núcleo de Acessibilidade do Tribunal de Justiça do Paraná, que o orientavam sobre as etapas do júri, com a descrição das provas exibidas. Na assistência de acusação, representando a família da vítima, atuou ao lado do Ministério Público um advogado também deficiente visual, integrante do Instituto Paranaense de Cegos. A sessão também foi acompanhada por diversos representantes da entidade.

Processo 0003487-14.2024.8.16.0196

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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