Connect with us


Paraná

TRF4 mantém decisão que garante regularização ambiental e segurança jurídica a agricultores paranaenses

Publicado em

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve, nesta quarta-feira (30), a decisão que permite ao Governo do Paraná seguir aplicando o Código Florestal brasileiro (Lei nº 12.651/2012) na regularização ambiental de propriedades rurais situadas na Mata Atlântica. Com a decisão, o IAT poderá continuar a homologar os Cadastros Ambientais Rurais (CARs) no Paraná de acordo com as normativas do Código Florestal, que considera consolidadas as ocupações anteriores a 22 de julho de 2008.

A decisão foi conquistada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que obteve a rejeição, por unanimidade, dos recursos interpostos pelos Ministérios Públicos contra decisão do próprio TRF4, de junho deste ano, que havia suspendido os efeitos de uma sentença de primeira instância. Essa sentença determinava que o marco para a análise e emissão dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR) no Paraná fosse o ano de 1990, e não 2008, como prevê o Código Florestal e como é aplicado em todo o País.

Na prática, se a decisão de primeira instância fosse mantida, ela teria causado um problema técnico, porque não há imagens de satélite com qualidade suficiente para o período de 1990, o que inviabilizaria a emissão de novos CAR e colocaria em risco a validade dos cadastros já emitidos.

A PGE-PR sustenta ainda que o Paraná deve ser tratado com isonomia em relação aos demais estados, permitindo que os produtores rurais continuem emitindo o CAR com as mesmas regras do restante do Brasil – condição essencial para obtenção de financiamentos, manutenção da produção e acesso a mercados internacionais.

Leia mais:  Regionais do IAT promovem ações de conscientização ambiental em todo Paraná

Segundo o procurador-geral do Estado, Luciano Borges, o entendimento do TRF4 evita graves impactos econômicos e ambientais, já que a aplicação isolada da Lei da Mata Atlântica poderia tornar irregulares atividades produtivas desenvolvidas há mais de duas décadas. “Esta é uma decisão muito importante para o Paraná, porque garante a continuidade da aplicação do Código Florestal e a regularização ambiental conforme o padrão adotado nacionalmente”, afirmou Borges.

“Caso a sentença de primeiro grau tivesse sido mantida, haveria impactos técnicos e jurídicos significativos, uma vez que o sistema do Cadastro Ambiental Rural é integrado à plataforma nacional desenvolvida pela União. O TRF4 reconheceu a importância de preservar esse modelo, assegurando estabilidade e segurança jurídica aos produtores e à política ambiental do Estado”, acrescentou o procurador-geral do Paraná.

RELEVÂNCIA DO CAR – O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro obrigatório para todos os imóveis rurais do País. Ele reúne informações sobre áreas de preservação permanente, reserva legal e uso do solo, servindo como base para políticas públicas de controle, monitoramento e combate ao desmatamento. A homologação do CAR é indispensável para que produtores acessem crédito rural, seguros agrícolas e programas de regularização ambiental.

Em breve, para exportar produtos agrícolas à União Europeia, os produtores brasileiros precisarão comprovar que suas áreas estão livres de desmatamento ilegal, e o Cadastro Ambiental Rural (CAR) será o principal instrumento para demonstrar essa conformidade. Por isso, manter a regularização ambiental com base no Código Florestal é fundamental para a competitividade do agronegócio paranaense.

Leia mais:  Orgulho da Terra premia agricultores que adotam boas práticas na produção

Em fevereiro deste ano, o Governo do Estado criou a Superintendência Geral de Ordenamento Territorial do Paraná, que está coordenando os processos de emissão dos CAR no Paraná. Atualmente, o Estado possui 244 mil propriedades com Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado, o equivalente a 36% de todos os CARs regulares em todo o Brasil.

Com a decisão, o IAT poderá seguir conduzindo programas de recomposição florestal e de uso sustentável do solo, assegurando o avanço da política ambiental do Estado com clareza e segurança tanto para quem produz quanto para quem fiscaliza.

REFERÊNCIA AMBIENTAL – O Paraná abriga um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil e tem se destacado pela redução do desmatamento ilegal. De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (Fundação SOS Mata Atlântica e Inpe), o Estado reduziu em 64% o desmatamento do bioma em 2024, passando de 633 hectares para 226 hectares. Além disso, 71% dos municípios paranaenses não registraram nenhum alerta de supressão vegetal no último relatório anual do MapBiomas.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

MPPR recebe Comissão do Sistema Prisional do CNMP

Published

on

Visita a unidades prisionais, apresentação de projetos, capacitação e debates fizeram parte da programação da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (CSP) do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no Ministério Público do Paraná. Realizada de 23 a 25 de setembro, a iniciativa ampliou o diálogo sobre estratégias de atuação das instituições, com discussões que podem contribuir para o enfrentamento de desafios relacionados à segurança pública e ao sistema prisional em âmbito nacional. 

Central de Vagas – No primeiro dia da programação, integrantes da CSP e do MPPR participaram de reunião sobre a Central de Regulação de Vagas, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada ao enfrentamento da superlotação prisional. A proposta prevê atuação coordenada entre os Poderes Judiciário e Executivo e a utilização de dados atualizados sobre a ocupação das unidades para subsidiar decisões sobre ingresso, transferências e outras movimentações no sistema prisional.

Após a apresentação de um panorama das unidades prisionais do Paraná, foram debatidos aspectos locais e nacionais relacionados à gestão de vagas, com destaque para a integração entre as instituições e o compartilhamento de dados sobre as unidades e a população prisional, considerados essenciais para a implementação da central e a atuação dos órgãos envolvidos. 

Posteriormente, foram realizadas visitas à Casa de Custódia de Piraquara e ao Centro de Integração Social Feminino de Piraquara, acompanhadas por integrantes do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), com o objetivo de conhecer a realidade do sistema prisional no estado e acompanhar aspectos da atuação do Ministério Público nessas unidades  

Gerenciamento de crises – Na quinta-feira (24), foi realizado o workshop Gerenciamento de crises e gestão de riscos no sistema prisional, promovido pela Escola Superior do MPPR em parceria com a CSP. A capacitação foi ministrada pelo Promotor de Justiça da Bahia Edmundo Reis Silva Filho e reuniu membros do Ministério Público, policiais penais, civis e militares e integrantes da rede de segurança pública.Na abertura do evento, a Conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público e Presidente da Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, Ivana Lúcia Franco Cei, ressaltou a necessidade de aproximar a atuação das instituições da sociedade e de promover mudanças na forma de lidar com as crises no sistema prisional, com atenção à identificação de riscos, à elaboração de protocolos e à prevenção de situações graves.

Leia mais:  45 mil metros cúbicos de concreto e 5,5 mil toneladas de aço: Ponte de Guaratuba revoluciona a baía

“Uma crise raramente começa no momento em que ela se torna visível. Quando ocorrem rebeliões, fugas ou conflitos de grandes proporções em um sistema prisional, esses acontecimentos são muitas vezes a manifestação final de uma sucessão de riscos, vulnerabilidades, sinais e decisões que começaram muito antes”, afirmou. Nesse sentido, pontuou que a capacitação busca preparar os participantes justamente para reconhecer riscos e agir antes que situações críticas se transformem em crises.

Em sua manifestação, o Corregedor-Geral do MPPR, Ney Roberto Zanlorenzi, destacou a visita da CSP ao Paraná como oportunidade de intercâmbio de experiências e ressaltou o papel orientador e preventivo da Corregedoria, além da importância da qualificação técnica para a atuação do Ministério Público, especialmente em áreas como o sistema prisional e o controle externo da atividade policial.

Representando o Procurador-Geral de Justiça, o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Armando Antônio Sobreiro Neto, propôs uma reflexão sobre a atuação do Ministério Público na área da segurança pública e defendeu que as instituições envolvidas também contribuam para o debate público sobre as responsabilidades do Estado e da sociedade diante dos desafios da segurança e do sistema penal. 

O Promotor de Justiça Alexey Choi Caruncho, integrante do Gaesp, ressaltou a complexidade do tema no Paraná, que possui mais de uma centena de unidades prisionais, e destacou a importância da articulação e do apoio institucional na parceria com as forças policiais para enfrentar os desafios relacionados ao sistema prisional e à segurança pública. 

Leia mais:  Educação ambiental: IAT prepara a estreia do Castrapet no Verão Maior Paraná

Também participaram da solenidade o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Maximiliano Ribeiro Deliberador; a Subprocuradora-Geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional, Terezinha de Jesus de Souza Signorini; o Presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Fernando Mattos; e o Coronel Alexandre Lopes Dias, representando a Polícia Militar do Estado.

TJPR –  Na sexta-feira (25), representantes da Comissão e do MPPR estiveram no Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), em visita ao Desembargador Fábio Haick Dalla Vecchia, 2º Vice-Presidente do Tribunal. O Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Armando Antônio Sobreiro Neto,representou o Procurador-Geral de Justiça na ocasião. Durante o encontro, foram apresentadas as atribuições e as atividades desenvolvidas pela CSP na área do sistema prisional, além de aspectos relacionados à atuação das instituições no tema. 

Ao longo da programação, também acompanharam as atividades o Coordenador do Gaesp e da Coordenadoria de Recursos Criminais da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães; o Coordenador de Assuntos Institucionais do Ministério Público do Paraná, Promotor de Justiça Ronaldo de Paula Mion; os Promotores de Justiça Ricardo Casseb Lois e Gustavo Henrique Rocha de Macedo; o Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná Ruy Muggiati, além dos Promotores de Justiça Marco Antônio Amorim, Suelim dos Santos Braga, Douglas Cavalheiro dos Santos e Gabriele Barboza de Almeida, membros auxiliares do CNMP.

Confira imagens da visita

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262