Connect with us


Agro

Topigs Norsvin reúne produtores no RS para debater genética suína, produtividade e rentabilidade nas granjas

Publicado em

A Topigs Norsvin promoveu mais uma edição do Conexão Tecnológica em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, reunindo produtores, técnicos e especialistas da cadeia suinícola para discutir os principais desafios e oportunidades da atividade. O encontro ocorreu nos dias 28 e 29 de abril e teve como foco a maximização do potencial produtivo da genética suína, além do impacto direto da eficiência operacional na rentabilidade das granjas.

Durante a programação, os participantes acompanharam palestras técnicas voltadas à reprodução, manejo de matrizes, qualidade da leitegada, sanidade e gestão produtiva, temas considerados estratégicos para o avanço da suinocultura brasileira.

Segundo o diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, o objetivo do evento foi aproximar ainda mais a companhia da realidade enfrentada pelos produtores no campo.

“O foco da programação foi atender às demandas práticas das granjas e transformar conhecimento técnico em resultados produtivos. Investir no cliente e compreender sua realidade faz parte da nossa estratégia”, afirmou.

Manejo da fêmea moderna exige precisão e eficiência

Entre os temas centrais debatidos no evento esteve o manejo da fêmea suína moderna, considerado essencial para elevar os índices produtivos e reprodutivos das granjas.

O consultor da Atualtech, Anderson Queiroz, destacou que a evolução genética das matrizes aumentou a necessidade de um manejo individualizado e tecnicamente mais preciso.

Leia mais:  Exercício ilegal da Medicina Veterinária passa a ser crime no Brasil; nova lei prevê até prisão

De acordo com o especialista, a busca por equilíbrio nutricional, bem-estar e atenção às exigências específicas de cada matriz tornou-se fundamental para explorar todo o potencial produtivo dos animais.

Além disso, Queiroz alertou para um dos principais gargalos da atividade atualmente: a escassez de mão de obra qualificada nas propriedades rurais.

Reprodução eficiente é decisiva para elevar resultados

A eficiência reprodutiva também ganhou destaque durante o Conexão Tecnológica. O gerente de Reprodução da Topigs Norsvin, Éder Batalha, apresentou os principais fatores que influenciam diretamente os índices de nascidos totais e a taxa de parição.

Segundo ele, três pilares são determinantes para melhorar os resultados reprodutivos: a correta preparação das marrãs, a realização da fertilização no momento ideal e a redução das perdas embrionárias durante os primeiros 35 dias de gestação.

O especialista ressaltou que o alinhamento desses processos é decisivo para garantir maior eficiência e previsibilidade na produção.

Qualidade da leitegada impacta toda a cadeia produtiva

Outro ponto debatido foi a importância da qualidade da leitegada e do peso ao desmame como indicadores-chave de desempenho econômico.

A médica-veterinária e especialista em Validação de Produtos da Topigs Norsvin, Kelly Will, destacou que o mercado exige cada vez mais foco em produtividade associada à qualidade dos leitões.

Leia mais:  Conectividade via satélite é fundamental para resposta a eventos climáticos extremos no Brasil

Segundo ela, o setor precisa ampliar a análise dos indicadores produtivos, considerando não apenas o número de leitões desmamados, mas também os quilos desmamados por fêmea ao ano.

Kelly explicou que leitões mais pesados e saudáveis apresentam melhor desempenho nas fases de creche e terminação, refletindo diretamente na eficiência de todo o sistema produtivo.

A especialista também reforçou a importância dos manejos básicos na maternidade, incluindo condição corporal adequada das matrizes, habilidade materna e nutrição eficiente da leitegada.

Produtores destacam aplicabilidade prática do evento

Os participantes avaliaram positivamente o conteúdo técnico apresentado durante os dois dias de programação.

O médico-veterinário e responsável técnico da Agropecuária Carboni, Alan Brancher, afirmou que os temas abordados possuem grande aplicabilidade prática na rotina das granjas.

Já o produtor independente catarinense Marlon Serafini destacou a organização do evento e a relevância das palestras sobre genética e mercado.

Segundo ele, iniciativas como o Conexão Tecnológica fortalecem a parceria entre produtores e empresas de genética, além de contribuírem para a atualização técnica do setor suinícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro

Published

on

Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.

O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.

Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.

A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.

Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.

Leia mais:  Manaus assume liderança em importações no Brasil em 2025, superando Itajaí

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.

A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.

Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.

Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.

Leia mais:  Exercício ilegal da Medicina Veterinária passa a ser crime no Brasil; nova lei prevê até prisão

O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.

Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.

A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.

Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262