Agro
Circuito Nelore de Qualidade avalia 1.581 machos em Andradina (SP) e destaca excelência genética da raça
A unidade da Friboi em Andradina (SP) recebeu, no dia 4 de novembro, a 28ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade, evento que avaliou 1.581 machos Nelore provenientes de seis pecuaristas. A ação foi promovida em parceria entre a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a Associação Paulista dos Criadores de Nelore (APCN), a Matsuda Sementes e Nutrição Animal e o próprio frigorífico.
De acordo com os organizadores, 75% dos bovinos tinham até dois dentes incisivos permanentes, o que indica idade máxima de dois anos, enquanto 80% apresentaram cobertura de gordura mediana, característica essencial para a qualidade da carne. O peso médio das carcaças foi de 21,9 arrobas, demonstrando bom desempenho produtivo.
“Andradina foi sede de mais uma etapa de sucesso do Circuito. Recebemos animais de excelente qualidade, resultado do trabalho técnico e da dedicação dos criadores da região. Estamos muito orgulhosos dos resultados alcançados”, destacou Gabriel Galvão, assistente técnico da ACNB.
Premiação reconhece os melhores lotes de carcaças de machos
Na competição que avalia a qualidade das carcaças, o destaque ficou com Adam Perrone Sammour, da Fazenda Maravilha (Colina/SP), que conquistou a medalha de ouro.
O segundo lugar ficou com Hélio Garcia da Costa Júnior, da Fazenda da Mata (Barretos/SP), enquanto a Palmares Campo e Grãos, da Fazenda Santa Maria (Palestina/SP), levou o bronze.
Os resultados reforçam o alto nível de genética e manejo praticado pelos pecuaristas paulistas, alinhados às exigências do mercado de carne bovina de qualidade.
Circuito Nelore de Qualidade: referência mundial na avaliação de carcaças
O Circuito Nelore de Qualidade é uma iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) que tem como objetivo fortalecer e promover a genética da raça Nelore, valorizando a qualidade da carne e incentivando a evolução dos sistemas de produção.
Desde sua criação, em 1999, o Circuito se consolidou como o maior campeonato de avaliação de carcaças bovinas do mundo, com etapas realizadas em diferentes regiões do Brasil e na América do Sul.
O projeto conta com apoio de importantes frigoríficos e empresas do setor, como Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal.
Fora do Brasil, o evento também é realizado na Bolívia, em parceria com o frigorífico Fridosa e a Asocebu, e no Paraguai, organizado pela Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore com apoio da Minerva Foods
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.
De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.
Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas
Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.
A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.
Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.
Média nacional do suíno vivo recua
Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.
No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.
Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.
Cotações regionais do suíno vivo
- São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
- Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
- Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
- Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
- Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
- Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
- Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
- Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume
Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.
O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.
Na comparação com maio de 2025, houve:
- Crescimento de 1,4% na receita média diária;
- Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
- Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda
O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.
Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Esportes6 dias agoSeleção Brasileira define numeração dos jogadores para a Copa de 2026
-
Agro6 dias agoJunho deve ter temperaturas elevadas e risco de seca no Centro-Sul
-
Esportes5 dias agoAncelotti confirma seleção titular para amistoso do Brasil contra o Panamá no Maracanã
-
Educação7 dias agoMEC inaugura arco cirúrgico do Hospital Universitário de Lagarto
-
Agro6 dias agoExportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre
-
Esportes6 dias agoCorinthians vence o Grêmio e ganha fôlego antes da pausa no Brasileirão
-
Política Nacional7 dias agoComissão aprova critérios para colação de grau antecipada em universidades
-
Agro6 dias agoComeça a colheita da safrinha com projeção de 109 milhões de toneladas
