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Tecpar seleciona oito novas empresas de base tecnológica para a sua incubadora

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Empresas que desenvolvem soluções inovadoras nas áreas de saúde, bioprodutos, turismo, cidades inteligentes, sustentabilidade ambiental e energias renováveis já podem se inscrever para participar do novo ciclo de incubação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) de 2026. O edital publicado pela Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) prevê a seleção, neste ano, de oito startups que apresentem propostas inovadoras e com potencial de alto impacto.

Para concorrer a uma vaga, os empreendedores devem comprovar que suas ideias trazem algo novo ao mercado, seja na forma de um produto, serviço ou modelo de negócio, seguindo critérios que serão avaliados por uma banca especializada. Desde sua criação, em 1989, como primeira incubadora do Paraná voltada exclusivamente a empresas de base tecnológica, a Intec já impulsionou mais de cem negócios inovadores.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, reforça que o instituto tem, em sua missão, o compromisso de estimular a inovação e apoiar quem está transformando conhecimento em desenvolvimento econômico.

“Como uma incubadora do Governo do Estado, o papel do Tecpar está direcionado na promoção do empreendedorismo tecnológico inovador com foco na geração de mais empregos, melhoria de renda e aumento na arrecadação do próprio Estado por meio da atividade econômica. Desta forma, os interessados têm esse incentivo para iniciar suas empresas com o apoio do Tecpar”, destaca.

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AMPLIAÇÃO – Atualmente, dez startups participam do programa e mais duas estão em fase de inclusão. Segundo o gerente do Creative Hub do Tecpar, Rogério Moreira de Oliveira, o edital fica aberto até novembro deste ano, e a expectativa é atingir o total de 20 empresas apoiadas neste ciclo. Ele ressalta que o programa prioriza negócios que utilizem tecnologia como base do desenvolvimento.

“Nosso foco são empresas que investem em tecnologia nos seus processos e produtos, preferencialmente de hardware. Além disso, buscamos projetos que, além de gerar desenvolvimento econômico, tragam impacto positivo para a sociedade”, explica.

O processo de incubação é estruturado em duas trilhas complementares: negócio e tecnologia. Nelas, os empreendedores avançam por diferentes etapas: da implantação da empresa ao crescimento e consolidação comercial, passando pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia proposta.

SUPORTE TÉCNICO – A Intec oferece duas modalidades de participação: residente, em espaço físico dentro do Campus CIC do Tecpar, e não residente, para empresas que não precisam de instalação no local. Em ambas, os empreendedores têm acesso a uma série de benefícios: serviços laboratoriais especializados, calibração, ensaios físico-químicos e microbiológicos, certificação de conformidade, além de orientação técnica e extensão tecnológica a valores acessíveis.

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Outro ponto importante é o apoio na busca de recursos, pontua o gerente do Creative Hub do Tecpar, uma vez que muitas startups enfrentam dificuldades para financiar as primeiras etapas de desenvolvimento, e a incubadora atua justamente nesse momento sensível, oferecendo suporte na submissão de projetos e no acesso a editais e parceiros estratégicos.

“Os projetos de inovação têm um risco e um custo muito alto no início. Esse risco diminui à medida que a tecnologia evolui, e é nesse período que a Intec entra para dar a segurança necessária para que a empresa consiga se estabelecer no mercado”, afirma Oliveira.

Além disso, a incubadora disponibiliza serviços de consultoria especializada e um laboratório equipado com impressoras 3D e estrutura para prototipagem de placas de circuito impresso, facilitando o desenvolvimento e testes das soluções.

Empresas interessadas em participar do programa podem acessar todas as informações e o edital completo no site do Tecpar.

Fonte: Governo PR

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Clubes de protagonismo incentivam autonomia e criatividade de alunos na rede estadual

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Estudantes mais responsáveis, criativos e comunicativos. Esse é o resultado observado por diretores, professores e pais de alunos que participam de clubes de protagonismo, iniciativa presente nas escolas do Programa Paraná Integral, da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).

Os clubes de protagonismo são espaços de aprendizagem e socialização propostos e coordenados pelos próprios estudantes, que se reúnem em momentos de lazer, integração e compartilhamento de interesses. Esportes, leitura, culinária, música, artesanato, jogos matemáticos, unhas e penteados, miçangas e dobraduras são só alguns exemplos de temáticas de clubinhos encontrados em diferentes regiões do Estado, nas escolas estaduais que ofertam a Educação em Tempo Integral.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, um dos objetivos do clube é permitir que o estudante esteja no centro da própria aprendizagem. “O clube de protagonismo é um espaço onde o estudante pode desenvolver a própria autonomia e compartilhar interesses que possui em comum com os colegas fora de sala de aula, fazendo com que todos os momentos dentro da escola tenham caráter pedagógico. A ideia é que o aluno se torne protagonista do próprio desenvolvimento, e, de fato, temos visto jovens criarem mais liderança, responsabilidade e criatividade por meio dos clubes”, afirma.

Organizados pelos próprios alunos, com apoio das equipes pedagógicas, os clubes de protagonismo se reúnem em espaços específicos das escolas, como quadras esportivas e laboratórios de informática. As reuniões ocorrem após o horário de almoço dos estudantes, que permanecem na escola durante o turno Integral.

AUTONOMIA E PERTENCIMENTO – O incentivo à autonomia e ao protagonismo juvenil é um dos diferenciais do Programa Paraná Integral. Em componentes curriculares como Projeto de Vida, por exemplo, os estudantes são incentivados a estabelecer metas e definir sonhos pessoais e profissionais.

A partir desse levantamento, professores e gestão escolar identificam áreas de interesse comum ou individual dos estudantes, o que pode dar origem a clubes de protagonismo. Na maior parte dos casos, a ideia parte dos próprios alunos, que podem sugerir a criação de novos clubes a qualquer momento. Os proponentes devem elaborar um plano de ação que, após aprovação da respectiva equipe pedagógica responsável, norteará as atividades do clube.

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“Os clubes de protagonismo têm o objetivo de valorizar as habilidades que os estudantes possuem, e que, ao mesmo tempo, desejam compartilhar com os demais colegas, para que também desenvolvam essas habilidades. Por isso, o clube de protagonismo deve partir, sempre, do interesse do estudante, tendo o acompanhamento da equipe pedagógica como apoio”, explica a coordenadora do Programa Paraná Integral, Marytta Rennó.

NA PRÁTICA – Na Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos, em Santa Amélia, no Norte Pioneiro, estudantes organizaram um clube de Jogos Matemáticos, com o objetivo de ajudar colegas que apresentavam dificuldade no componente.

Hoje, a iniciativa conta com dez alunos de diferentes séries, que se reúnem duas vezes por semana para resolver problemas e disputar jogos de mesa, com foco no desenvolvimento de habilidades de concentração e raciocínio lógico.

“O clube funciona no intuito de auxiliar e realçar a aprendizagem que nossos professores de Matemática nos passam. Temos jogos de tabuleiro, atividades práticas e listas de exercícios”, conta o estudante Lucas Emanuel Pereira de Almeida, 13 anos, aluno líder do clube. “Enquanto estudante, o clube contribuiu para o desenvolvimento do meu raciocínio lógico e da minha socialização, porque eu tinha muita vergonha de falar na frente dos colegas e explicar as matérias”, acrescenta.

Os membros do clube chegaram a fabricar os próprios jogos matemáticos de tabuleiro, e foram convidados a apresentar os resultados do trabalho na Feira de Inovação e Protagonismo Estudantil (Fipe), evento sediado em Foz do Iguaçu, no Oeste, em setembro do ano passado.

Além do clube de Jogos Matemáticos, estudantes da Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos mantêm clubinhos de Leitura, Beleza, Cinema e Futsal, que, se somados, mobilizam cerca de 80 estudantes.

A diretora da escola, Paula Pagliaci, aponta que a presença dos clubes de protagonismo traz benefícios para toda a comunidade escolar. “Os clubes de protagonismos contribuem para a melhoria do clima escolar, da convivência e das relações interpessoais. As atividades promovem integração entre os alunos, incentivam a participação ativa, o respeito, a cooperação e o senso de pertencimento. Além disso, proporcionam um ambiente acolhedor e organizado no período do almoço, favorecendo o desenvolvimento integral dos estudantes”, relatou.

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O mesmo ocorre no Colégio Estadual Nossa Senhora da Conceição, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Estudantes do Ensino Fundamental mantêm os clubes Miçangas e Dobraduras, Pé de Vento – focado na prática do futsal – e Shadowcraft, no qual os alunos praticam o jogo eletrônico Minecraft.

“A participação no clube de protagonismo torna os estudantes mais proativos, independentes e autônomos. Ao participarem das atividades, eles passam a compreender melhor suas responsabilidades e seu papel dentro do ambiente escolar”, disse a diretora da escola, Lozangela Calado.

Segundo ela, com o sucesso dos clubes de protagonismo, outros grupos de alunos estão se mobilizando para a criação de novos clubinhos na escola, já a partir das próximas semanas.

“Quando os demais alunos observam o envolvimento e a participação ativa dos estudantes protagonistas, desperta-se um sentimento de pertencimento e motivação para também participarem mais da rotina escolar. Quanto maior o engajamento dos protagonistas, maior tende a ser o envolvimento dos demais colegas”, finalizou.

PROGRAMA PARANÁ INTEGRAL – O Programa Paraná Integral (PPI) é uma iniciativa da Seed-PR que visa ampliar a jornada escolar, proporcionando aos alunos maior aprendizado e desenvolvimento. Ao todo, 485 escolas estaduais integram o PPI atendendo mais de 99 mil estudantes paranaenses com a Educação em Tempo Integral, modelo que cresceu 500% em seis anos – em 2020, eram apenas 82 escolas e cerca de 15 mil alunos matriculados.

A Educação em Tempo Integral se diferencia pela ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola, com jornadas que variam entre 35 e 45 horas semanais. O modelo permite o desenvolvimento de atividades complementares acadêmicas, culturais, esportivas e socioemocionais. Além disso, as escolas do PPI aliam os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a unidades curriculares diversificadas, que podem ser ofertadas de forma obrigatória ou eletiva (opcional).

A ampliação da jornada também impacta a rotina de alimentação escolar. Por permanecerem mais tempo na escola, os estudantes da Educação em Tempo Integral recebem cinco refeições gratuitas ao longo do dia, incluindo café da manhã, almoço e lanches nos intervalos.

Fonte: Governo PR

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