Paraná
Tecnologia: scanner e drones elevam o nível das análises criminais da Polícia Científica
A perícia criminal do Paraná vem se destacando na solução de casos complexos pelo alto nível de tecnologia utilizada. Essa evolução não apenas agiliza o trabalho das equipes, mas também aumenta o detalhamento de laudos, contribuindo para a elucidação de casos e a promoção da justiça.
Entre os equipamentos que mais têm revolucionado a perícia de cenas complexas está o laser scanner 3D, ferramenta que possibilita a reconstrução detalhada de locais de acidentes, explosões, incêndios e crimes ambientais, registrando digitalmente cada elemento da cena com a máxima precisão.
Essa tecnologia permite desde a medição exata de vestígios diminutos, como gotas de sangue, marcas de impacto ou fragmentos, até o dimensionamento de grandes áreas, como crateras de explosão, locais de incêndio, acidentes de trânsito, acidentes de trabalho ou crimes ambientais. Também possibilita simulações, estudos de dinâmica do evento e análises complementares sob diferentes perspectivas, preservando o cenário digitalmente para futuras consultas.
Com o equipamento, os peritos podem criar um modelo tridimensional fiel do local, possibilitando um retorno virtual à cena sempre que necessário. Isso permite realizar novas medições, simular dinâmicas do evento e analisar ângulos sob diferentes perspectivas, como a visão da vítima, do suspeito ou de uma testemunha.
“A principal vantagem está na precisão e na rapidez. O scanner registra um ambiente inteiro em poucos minutos, preservando informações que poderiam se perder e reduzindo a exposição dos peritos a áreas de risco”, afirma o diretor da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), Luiz Rodrigo Grochocki.
TECNOLOGIA EM USO – A tecnologia foi utilizada recentemente em duas ocorrências de grande impacto: a explosão em uma fábrica de explosivos em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, e o incêndio que destruiu o teatro de uma universidade na capital paranaense. Nos dois casos, o scanner permitiu documentar todos os detalhes antes de qualquer alteração no cenário, garantindo análises mais aprofundadas e maior segurança aos peritos envolvidos.
Na universidade, a extensão da área atingida pelo incêndio e pelas altas temperaturas dificultava o registro fotográfico convencional e representava risco de desabamento durante o período de resfriamento da estrutura. Diante do cenário, o uso do scanner foi essencial para documentar a cena antes que qualquer alteração ocorresse, reduzindo a exposição dos peritos aos perigos presentes.
O equipamento foi posicionado em 19 pontos, no entorno e no interior do prédio, possibilitando registros detalhados para análises sobre as alterações estruturais e a degradação dos ambientes provocadas pelo calor intenso. A tecnologia ainda garantiu a preservação digital dos locais mais afetados pelo fogo, proporcionando uma base mais completa e precisa para a elaboração do laudo pericial.
Nestes casos, o ganho de tempo também é significativo, já que locais extensos, como incêndios, podem ser registrados em minutos com precisão, reduzindo a necessidade de milhares de fotografias. “Isso garante maior eficiência, precisão e confiabilidade nos resultados periciais. Esses ganhos resultam em investigações mais rápidas, precisas e confiáveis, otimizando tanto o trabalho da perícia quanto a tomada de decisões pelas autoridades competentes”, explica a técnica de Perícia Oficial da PCIPR Paloma Boeck Souza.
DRONES – A utilização de drones também tem revolucionado a forma como a perícia criminal é realizada. As aeronaves não tripuladas permitem a cobertura fotográfica de áreas com centenas de hectares em poucos minutos, oferecendo agilidade e precisão às investigações.
Enquanto os métodos tradicionais demandavam longos períodos para medições manuais e registravam um grande volume de fotografias, os drones proporcionam uma nova perspectiva sobre a cena do crime. Em ambientes de difícil acesso ou de grandes dimensões, a tecnologia ainda reduz o tempo de trabalho, minimiza esforços físicos e diminui a exposição dos profissionais a riscos.
“Os modelos anteriores de análise, por exigirem mais tempo de medição, tornavam o processo mais desgastante e, por vezes, impreciso, podendo comprometer a reconstituição posterior do evento”, explica o diretor da PCIPR.
Com base nas imagens aéreas, a equipe pericial realiza o processo de aerofotogrametria, técnica que corrige distorções do terreno e das lentes, além de permitir o georreferenciamento completo da área mapeada. Assim, é possível mensurar distâncias, áreas e volumes com alto grau de precisão, elevando a qualidade e a confiabilidade das análises.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gaeco deflagra Operação Paralelo Infame para apurar crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo policial civil e particulares
O Núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná, deflagrou na manhã desta terça-feira, 28 de julho, a Operação Paralelo Infame, que apura a prática dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro supostamente cometidos por um policial civil de Foz do Iguaçu em associação com particulares.
Acesse áudio do Promotor de Justiça Andre Luiz Querino Coelho
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do estado. Também foi determinado o sequestro e a indisponibilidade de 11 imóveis de alto padrão registrados em nome dos investigados e avaliados em R$ 2.285.300,00, além do bloqueio de valores e ativos financeiros até o montante de R$ 6.520.000,00.
Apreensões – As medidas cautelares foram autorizadas pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Foz do Iguaçu e tiveram como objetivo a apreensão de aparelhos celulares, documentos, valores em espécie e outros elementos de prova relacionados aos fatos investigados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram localizados artigos de luxo pertencentes aos investigados e que teriam vinculação às atividades criminosas, como instrumentos musicais (piano de calda, guitarra e violão) e bolsas de grife. Esses produtos também foram apreendidos para subsidiar as investigações.
Investigação – Conduzida pelo Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu, a investigação teve início em outubro de 2024, após a prisão por tráfico de drogas, em Cascavel, do policial civil investigado. As diligências realizadas desde então apontaram indícios de que o agente de segurança constituiu patrimônio incompatível com sua renda declarada e teria ocultado bens de origem ilícita por meio de terceiros, utilizando-os em negociações imobiliárias.
O policial civil está preso, mas em razão de outros fatos anteriormente investigados.
Denúncias – O Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu recebe informações e denúncias pelo telefone (45) 3308-1344 ou pelo e-mail [email protected].
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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