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Tecnologia e bioinsumos impulsionam produtividade e gestão no agronegócio brasileiro

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Agricultura brasileira adota novas tecnologias e bioinsumos

O agronegócio brasileiro vive um momento de transformação marcado pela expansão do uso de bioinsumos e pelo avanço das tecnologias digitais. Segundo Luiz Fernando Schmitt, diretor de Marketing, P&D e Novos Negócios do Essere Group — que reúne as empresas Bionat, Kimberlit, Loyder e Floema —, o país tem se destacado por investir fortemente em inovação e por contar com produtores cada vez mais abertos à adoção de novas práticas.

“O Brasil investiu pesado em tecnologia e os agricultores têm demonstrado uma postura muito positiva na utilização dessas ferramentas”, destaca Schmitt.

Bioinsumos melhoram resultados e aumentam produtividade

Os bioinsumos, também conhecidos como produtos biológicos, têm se mostrado aliados importantes na produtividade das lavouras. Eles atuam em conjunto com os defensivos químicos, potencializando os resultados e promovendo uma produção mais sustentável.

“Muitos produtores enfrentam dificuldades quando trabalham apenas com insumos químicos. Ao associar produtos biológicos, eles percebem ganhos expressivos na qualidade e produtividade”, explica Schmitt.

Essa integração entre tecnologias biológicas e químicas tem sido fundamental para reduzir perdas, aumentar a eficiência do uso de insumos e fortalecer o manejo sustentável das culturas agrícolas.

Ferramentas digitais revolucionam a coleta e o uso de dados no campo

A digitalização também vem mudando a forma como o produtor gerencia suas lavouras. De acordo com Schmitt, os dados sempre estiveram presentes nas propriedades, mas faltavam ferramentas capazes de coletá-los e interpretá-los de forma eficiente.

“Hoje, há inúmeros sensores e tecnologias que conectam essas informações, permitindo ao produtor ter uma previsão clara de produtividade com base no mapa de colheita”, ressalta o executivo.

Com o uso dessas ferramentas, é possível mapear áreas de infestação de pragas e plantas daninhas, otimizar o manejo e aumentar a eficiência operacional. O especialista destaca ainda que o Brasil caminha para ser protagonista nesse cenário:

“Nossa base de produção já alimenta mais de um bilhão de pessoas e logo poderá atender a dois bilhões em todo o mundo.”

Agricultura de precisão e sustentabilidade ambiental

O avanço tecnológico no campo também contribui para práticas mais sustentáveis. A aplicação de insumos inteligentes e eficientes reduz a emissão de CO₂ e melhora o aproveitamento dos recursos naturais.

Segundo Schmitt, o uso consciente dessas tecnologias tem papel decisivo no enfrentamento das mudanças climáticas e na redução da pegada de carbono do setor agrícola. “O produtor está cada vez mais consciente do seu papel e busca soluções que garantam produtividade com responsabilidade ambiental”, afirma.

Desafio da conectividade ainda limita o potencial das fazendas

Apesar dos avanços, a conectividade rural ainda é um dos maiores desafios do agronegócio brasileiro. Muitas propriedades, especialmente nas regiões do Tocantins e Maranhão, enfrentam dificuldade em transmitir dados em tempo real devido à falta de infraestrutura de internet.

“Hoje, é comum que o produtor utilize sensores e equipamentos para coletar dados, mas ainda precise transferi-los manualmente para plataformas, muitas vezes por meio de um pen-drive”, explica Schmitt.

Ele ressalta que essa limitação não é exclusiva de pequenos produtores — grandes propriedades também enfrentam o mesmo obstáculo. A expectativa é que, no futuro, a conectividade total permita análises instantâneas e tomadas de decisão em tempo real.

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O futuro digital do agronegócio

Mesmo com os desafios de conectividade, Schmitt reforça que a tecnologia digital já é indispensável ao campo. Ele recomenda que os produtores continuem utilizando as ferramentas disponíveis para coletar e interpretar dados, ainda que de forma manual, garantindo uma gestão mais precisa e rentável.

“O mais importante é não deixar de capturar as informações da lavoura. Mesmo que o processamento dos dados ainda dependa de etapas externas, o uso da tecnologia é o caminho para o sucesso e a eficiência na produção agrícola”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expedição de papelão ondulado atinge recorde em abril de 2026 e cresce 5,5%, aponta IBPO/Empapel

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A expedição de papelão ondulado no Brasil atingiu 358.786 toneladas em abril de 2026, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica do Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), elaborado pela Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado representa crescimento de 5,5% em relação a abril de 2025 e supera o recorde anterior registrado em 2024, consolidando o setor como um dos principais termômetros da atividade econômica brasileira.

Papelão ondulado reflete desempenho da economia real

Presente em praticamente todas as cadeias produtivas, o papelão ondulado é amplamente utilizado em segmentos como alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, medicamentos e comércio eletrônico.

Por essa característica, o desempenho do setor é considerado um indicador direto da atividade econômica, já que acompanha o fluxo de produção, consumo e logística em todo o país.

Volume por dia útil também registra alta

Em abril de 2026, o volume expedido por dia útil alcançou 14.949 toneladas, também com crescimento de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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Como abril de 2026 teve o mesmo número de dias úteis de abril de 2025, o resultado indica expansão real da demanda por embalagens de papelão ondulado, sem influência de efeito calendário.

Série dessazonalizada também aponta recorde histórico

Além do recorde para o mês de abril, os dados dessazonalizados indicam um novo marco histórico para o setor. O volume total ajustado chegou a 369.602 toneladas, o maior patamar já registrado desde o início da série, em 2005.

Na comparação com o mês anterior, o IBPO apresentou alta de 2,9%, reforçando a continuidade do ritmo de atividade na cadeia de embalagens.

Demanda consistente reforça papel estratégico do setor

O desempenho de abril reflete a manutenção da demanda por embalagens de papelão ondulado em diferentes segmentos da economia brasileira.

Por estar diretamente ligado ao transporte, armazenamento e comercialização de produtos, o setor segue sendo um importante indicador do comportamento da atividade industrial e do consumo, funcionando como um termômetro da economia real no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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