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Agro

Tecnologia contra estresse abiótico pode aumentar até cinco sacas de soja por hectare

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Ganhos médios de produtividade com tecnologias para estresse abiótico

Pesquisas conduzidas pela Elicit Plant apontam que o uso de tecnologias voltadas à mitigação de estresses abióticos na soja pode gerar um ganho médio de até cinco sacas por hectare. Os ensaios, realizados em condições reais de campo ao longo das quatro últimas safras, registraram uma taxa de vitórias superior a 90%, indicando consistência nos resultados em diferentes regiões.

Estresses abióticos incluem fatores ambientais não vivos, como seca, geada ou solos salinos, que impactam diretamente a produtividade agrícola e representam desafios globais à cultura da soja.

Impacto econômico e relação custo-benefício

Segundo Felipe Sulzbach, responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, o aumento de cinco sacas por hectare tem efeito significativo na rentabilidade da lavoura.

“Esse ganho ajuda a diluir despesas, compensa variações de preço e melhora a relação custo-benefício da produção, especialmente em uma cultura com margens mais ajustadas atualmente”, afirma Sulzbach.

Alta taxa de vitórias e estabilidade em diferentes ambientes

A pesquisa também destaca a taxa de sucesso acima de 90%, considerada elevada para uma cultura tão sensível a variações de clima, solo e manejo. Para Sulzbach, isso demonstra consistência da tecnologia em microambientes diversos, incluindo solos com diferentes texturas, áreas compactadas e períodos de chuva irregular.

“Quando a tecnologia entrega resultados positivos em áreas com grande dinamismo, isso indica que o efeito é confiável e sustentável ao longo das safras”, comenta o executivo.

Atuação da tecnologia em fases críticas da soja

A estabilidade produtiva proporcionada pela tecnologia se dá ao longo das fases mais sensíveis do ciclo da soja, desde o estabelecimento inicial até o enchimento de grãos, protegendo a lavoura de restrição hídrica, temperaturas extremas e excesso de radiação.

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Os efeitos podem ser observados em parâmetros agronômicos como:

  • Maior retenção de flores
  • Aumento do número de vagens por nó
  • Regularidade no enchimento de grãos

“Na prática, a estabilidade significa menos quebra de produtividade e maior previsibilidade ao longo do ciclo”, explica Sulzbach.

Estratégia preventiva e adaptação a múltiplos contextos

A abordagem da Elicit Plant é preventiva, voltada à adaptação da soja a diferentes condições ambientais. A empresa busca soluções capazes de se integrar ao manejo já adotado pelo produtor e entregar resultados consistentes em qualquer região do país.

“O objetivo é aumentar a resiliência da lavoura e reduzir riscos produtivos em um cenário climático cada vez mais desafiador”, conclui Sulzbach.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.

A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.

O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.

Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.

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Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.

ESTRATÉGIAS E AÇÕES

Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.

Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.

Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

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Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

GT DO EL NIÑO

O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.

O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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