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Agro

Synerjet realiza primeiro treinamento de operadores da aeronave autônoma Pelican 2 no Centro-Oeste

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Entre 22 e 25 de setembro, a Synerjet realizou em Goianápolis (GO) o primeiro treinamento teórico (ground-school) do Brasil para operadores da aeronave autônoma Pelican 2. O curso foi direcionado às primeiras empresas que adquiriram a tecnologia, incluindo GCS Agro, Grupo Natter e SLC Agrícola, preparando os profissionais para iniciar a operação da aeronave.

Uma nova edição será aberta no final de outubro para profissionais interessados em se qualificar como operadores. Os aprovados serão integrados a um banco de currículos, sendo recomendados para futuros compradores da aeronave.

Conteúdo do treinamento: teoria e práticas simuladas

O curso teve foco em operadores familiarizados com drones multirotores, mas novatos em aeronaves de asa fixa, como o Pelican 2. A grade incluiu:

  • Aerodinâmica e regulamentação aeronáutica
  • Telemetria e meteorologia
  • Automatismo de voo
  • Responsabilidade civil dos operadores

Após as aulas teóricas, os participantes tiveram experiências em simuladores de voo, preparando-os para a fase prática em campo.

Integração entre tecnologia e agronomia

No último dia do treinamento, a AgroEfetiva apresentou conceitos agronômicos aplicados à pulverização, como:

  • Regulagem de bicos e vazão
  • Uniformidade e precisão da aplicação de defensivos
  • Eficiência na utilização de insumos
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Segundo Eduardo Goerl, gerente de suporte a campo da Synerjet, “não basta que os operadores saibam pilotar a aeronave; é fundamental garantir que a aplicação de defensivos seja eficiente e precisa”.

Tecnologia e desempenho do Pelican 2

O Pelican 2 combina inovação em pulverização com design avançado, oferecendo:

  • Capacidade de carga de 300 litros
  • Cinco conjuntos de baterias para operação contínua
  • Cobertura de até 90 hectares por hora, dependendo da área e taxa de aplicação
  • Operação noturna, ampliando a janela de aplicação e otimizando o combate a pragas

A aeronave permite maior produtividade e precisão, reforçando a importância da capacitação adequada para operadores e a eficiência no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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