Paraná
Surfista teria sido atacado por pequeno tubarão no litoral do Paraná
Um surfista paranaense foi atacado possivelmente por um pequeno tubarão no último domingo (09 de fevereiro) em Guaratuba, no litoral do Paraná. O homem, identificado como Andrei Carrão, estava com amigos do grupo Terça Caver, de Curitiba, e surfava na Praia Brava, do Bairro Nereidas, quando sentiu uma pressão em seu pé.
Segundo Diego Paladini, amigo de Andrei e que estava com ele na hora do ocorrido, a primeira reação do rapaz foi dizer que tinha sido mordido por um siri. “Ele disse que sentiu uma pressão. Não foi só um baque, foi uma pressão, doeu e ele descobriu que estava sangrando”, relata.
Quando ergueu o pé para fora da água, os amigos notaram que havia muito sangue e pediram para que ele saísse do mar. Andrei então deitou no raso e foi seguido pelos colegas. “Não era um cortinho, estava saindo sangue de uma forma que a gente tinha de fazer algo para parar. Bastante pescador e banhista vieram ajudar e os primeiros socorros os salva-vidas fizeram. Nessa situação de limpar (o pé ferido) já notamos que não foi um siri e o próprio salva vida falou que poderia ter sido um tubarão, talvez de brincadeira. O pé está cheio de cortes, são vários cortes. Não era siri”, conta Diego.
Na sequência Andrei foi levado para um pronto-socorro, onde precisou dar quatro pontos no pé. Na unidade de saúde, os próprios médicos descartaram a possibilidade de ter sido um siri, algum tipo de peixe ou uma raia que causou o ferimento. “Pode ser tubarão. Ninguém falou que é, mas pode ser. Continuamos indo atrás, mandamos (as imagens das feridas) para especialistas que estão dando uma olhada. Acham que é um cação filhote.”
Na hora do ataque, ainda segundo Diego, foi tudo muito rápido. Como Andrei estava próximo de embarcações de pescadores e havia uma movimentação de pássaros na região, a especulação é que o animal poderia tê-lo atacado enquanto buscava alimento. “Ele (animal que atacou) foi lá e pegou por engano. Não tentou estraçalhar, mas chegou a morder. Deve ter achado que era um peixe”.
O surfista atacado, felizmente, passa bem. No final da tarde de hoje, inclusive, irá se reunir com os amigos, como costumam fazer toda terça-feira. “Andamos de skate durante a semana e vamos nos encontrar logo mais. Ele está tranquilo, está ótimo. O pé está em repouso, mas está tudo ótimo. O tubarão mordeu por engano, pediu desculpas e ficou por isso”, brinca.
Com a repercussão que o caso alcançou nas redes sociais por conta de uma postagem na página Terça Carve, no Instagram, várias pessoas foram até a publicação e comentaram já terem visto a olho nu na mesma região, conhecida como “Praia do Flintstone”, outros tubarões. É raro acontecer ataques com esse tipo de animal no litoral paranaense, mas a possibilidade existe, tendo em vista que todos os anos eles são encontrados nas praias do Paraná.
Paraná
Em Campina Grande do Sul, Ministério Público do Paraná denuncia por homicídio culposo médica que dirigia UTI pediátrica na qual morreram seis crianças em 2024
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma médica que exercia a direção técnica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica de um hospital. A profissional é acusada da prática de homicídio culposo contra seis crianças e recém-nascidos. A peça acusatória, oferecida no dia 14 de agosto, foi recebida pelo Judiciário nesta segunda-feira, 17 de agosto.
Áudio do Promotor de Justiça Éder Teodorovicz
As mortes ocorreram entre maio e julho de 2024. De acordo com a denúncia, os óbitos foram decorrentes de choque séptico e falência múltipla de órgãos, ocasionados por uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no interior do setor.
A denúncia do Ministério Público aponta que a investigada deixou de observar regras técnicas de sua profissão e agiu com grave negligência ao se omitir na fiscalização e na garantia de aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança. A omissão da profissional permitiu um ambiente propício à contaminação cruzada por conta de práticas inaceitáveis realizadas pela equipe técnica, como a reiterada reutilização de luvas de procedimento entre pacientes distintos, a falta de higiene, incluindo privação de banhos, e o manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos.
Além da responsabilização penal, o MPPR requereu a fixação de reparação financeira mínima de R$ 50 mil para cada família afetada.
Processo 0015945-30.2024.8.16.0013 (sob sigilo)
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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