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Suinocultura brasileira fecha 2025 com exportações recordes e custos sob controle

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O ano de 2025 foi amplamente favorável para a suinocultura brasileira, que encerrou o período com resultados sólidos, custos equilibrados e um novo recorde histórico de exportações. Mesmo diante de um mercado interno de preços estáveis, o setor manteve margens de rentabilidade saudáveis e desempenho consistente em toda a cadeia produtiva, conforme análise de Allan Maia, especialista da Safras & Mercado.

Custos de produção equilibrados garantem rentabilidade

Um dos principais fatores que sustentaram o bom resultado da suinocultura em 2025 foi o controle dos custos de produção. As boas safras de milho e soja, principais insumos utilizados na alimentação dos suínos, ampliaram as relações de troca e ofereceram previsibilidade aos produtores.

Esse cenário reduziu pressões sobre as despesas operacionais, permitindo um planejamento mais seguro e eficiente, mesmo em momentos de menor dinamismo nos preços internos.

Produção ajustada evita desequilíbrios no mercado

A oferta de carne suína avançou em ritmo compatível com a capacidade de absorção dos mercados doméstico e internacional. De acordo com Maia, não houve excesso de produção, o que ajudou a manter a estabilidade e evitar desequilíbrios ao longo do ano.

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Esse equilíbrio produtivo foi essencial para garantir preços sustentáveis e preservar a competitividade da proteína no mercado.

Exportações recordes impulsionam o setor

O grande destaque de 2025 foi o desempenho das exportações. O Brasil deve encerrar o ano com um novo recorde histórico nos embarques de carne suína, consolidando o mercado externo como o principal suporte à rentabilidade do setor.

Segundo Maia, em diversos momentos, a demanda internacional compensou a limitação do consumo doméstico, atuando como um importante amortecedor de preços. Entre os principais destinos, destacaram-se Filipinas, Japão e México, que ampliaram as compras ao longo do ano.

Consumo interno enfrenta limitações e forte concorrência

No mercado doméstico, o consumo de carne suína manteve-se em terceiro lugar na preferência do brasileiro, atrás da carne bovina e do frango. Sempre que os preços subiram de forma mais acentuada, houve retração na demanda e migração dos consumidores para proteínas concorrentes.

No primeiro trimestre de 2025, o consumo interno foi prejudicado pelo aumento das despesas familiares e pelas temperaturas elevadas, que tradicionalmente reduzem a procura por carnes.

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Já nos últimos meses do ano, os preços permaneceram estáveis, mas a concorrência com o setor avícola se intensificou. O excesso de oferta de carne de frango limitou o avanço da suína no varejo, reforçando a disputa por espaço entre as proteínas.

Diversificação de mercados reduz dependência da China

Embora a China tenha reduzido suas importações de carne suína brasileira ao longo de 2025, o movimento esteve mais relacionado ao excesso de oferta interna no país asiático do que à perda de competitividade do produto nacional.

Por outro lado, a ampliação das relações comerciais e sanitárias com novos mercados resultou em uma maior diversificação de destinos, reduzindo riscos e fortalecendo a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de carne suína.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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