Paraná
Subestação de Piraí do Sul será energizada em setembro e reforça estabilidade do Paraná
Com previsão de energização completa no mês de setembro, a nova subestação da Copel em Piraí do Sul, nos Campos Gerais, dará importante suporte ao desenvolvimento regional. A unidade, que recebeu investimentos de R$ 44,4 milhões, irá operar em 138 mil volts, ou seja, em alta tensão, com tecnologia de ponta que oferece mais estabilidade energética.
A nova subestação atenderá diretamente a 13 mil unidades consumidoras do município, proporcionando mais segurança e qualidade no fornecimento de energia elétrica, fator indispensável ao fortalecimento do agronegócio e à atração de novos investimentos. Ela reforçará o suporte à região Centro-Sul, somando-se a mais três novas subestações, de 34,5 mil volts, nos municípios de Paula Freitas, Mallet e Ponta Grossa.
“Quando em pleno funcionamento, a nova subestação irá inserir potência extra à rede de distribuição, dando condições à cidade e à região para atender a novas demandas por energia”, afirma a gerente do Departamento de Construção de Linhas e Subestações da Copel Distribuição, Graziela Costa Gonçalves.
Segundo ela, a subestação de Piraí do Sul e as demais que serão entregues este ano seguem o plano de obras da companhia, com foco no apoio ao desenvolvimento regional. “Tudo passa por estudos de demanda de carga. As novas unidades permitem a instalação de novos alimentadores de energia, atendendo a distâncias maiores, e estão dimensionadas para suprir qualquer previsão de incremento de potência, também para a alta tensão, de modo a atender ao crescimento do agro ou a novas indústrias que venham a se instalar”, explica.
O gerente do Departamento de Operações de Campo da Copel na Região Centro-Sul, Gilberto Conti, destaca que a unidade reforça o sistema elétrico do município e de localidades vizinhas. “A obra amplia a capacidade de fornecimento de energia e aumenta a confiabilidade da rede, diminuindo as oscilações percebidas pela população da região. Isso beneficia diretamente a agropecuária, indústrias locais, comércio, e serviços públicos e também abre portas para novos investimentos”, diz.
Segundo Conti, a fonte da subestação existente no município tem origem em Castro, a cerca de 35 quilômetros, e a rede aérea passa por região de reflorestamento. “Com esta distância, o contato da vegetação com a rede elétrica gera oscilações e quedas de energia percebidas na cidade e na região contexto em que é muito importante o cumprimento da Lei da Faixa Limpa”, explica.
“Mas com a subestação as fontes estarão em novas torres com maior confiabilidade. Além disso, serão ampliados os circuitos atuais, possibilitando o remanejamento de energia em casos de desligamentos por causas externas, isolando o local do problema e suprindo o fornecimento de energia de grandes áreas”, observa o gerente.
FAIXA LIMPA – No Paraná, a interferência da vegetação no funcionamento da rede elétrica no campo é uma questão regrada pela Lei 20.081/2019, conhecida por Lei da Faixa Limpa, que estabelece as diretrizes para o plantio e a manutenção de vegetação próxima às linhas e redes de distribuição de energia elétrica.
Por esta lei, deve ser mantida uma faixa de segurança mínima de 30 metros de largura ao longo das linhas de energia elétrica, sendo 15 metros de cada lado a partir do eixo central. Na área delimitada, é proibido o plantio de árvores de grande porte, sejam elas nativas ou exóticas. Os proprietários das áreas são os responsáveis por manter o que exige a lei, fazendo a poda e ou o corte da vegetação das áreas de faixa de segurança.
REDE TRIFÁSICA – Outro reforço no sistema elétrico de Piraí do Sul é a nova rede trifásica. O município já conta com 86 quilômetros de novas linhas do Paraná Trifásico. A troca das redes monofásicas por trifásicas é porta de entrada às novas tecnologias e a garantia de uma rede elétrica mais potente e estável aos produtores rurais paranaenses.
O sistema trifásico tem inúmeras vantagens se comparado à rede monofásica. Por ser mais robusto, previne quedas de energia temporárias, o que evita prejuízos à produção; possibilita a distribuição de energia elétrica eficiente para longas distâncias; a potência total nas três fases nunca é nula e permite a utilização de geradores e motores menores e mais leves, dispensando a utilização de dispositivos especiais.
A região Centro-Sul é a que tem a maior extensão de rede trifásica já implantada pela Copel no Estado, com cerca de 5.500 quilômetros de novas redes já implantadas. Em todo o Paraná, serão mais de 25 km de redes trifásicas implantadas pela Copel até o fim deste ano para o benefício do setor produtivo. Ao longo de cinco anos, o Paraná Trifásico, maior programa de modernização da rede elétrica rural do Brasil, soma investimentos da ordem de R$ 3 bilhões.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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