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Política Nacional

STF lança painel de combate a informações falsas

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Por Rosanne D'Agostino e Mariana Oliveira, G1 — Brasília

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, defendeu nesta terça-feira (11) o combate a informações falsas, especialmente em relação ao Poder Judiciário.

A afirmação foi feita no lançamento do ‘Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a FakeNews’, na sede do STF, em Brasília.

“As notícias falsas são especialmente graves quando praticadas contra o Poder Judiciário, que lida diariamente com questões sensíveis de diversas áreas”, disse Dias Toffoli.

“Distorcer o teor de suas decisões e de suas práticas pode afetar a vida de muitas pessoas, além de colocar em risco a credibilidade de uma instituição essencial à paz social, à justiça e à estabilidade democrática”, complementou.

Painel

O painel reúne representantes da imprensa, associações da magistratura e tribunais superiores com o objetivo de combater a proliferação de informações falsas e conteúdos inverídicos disseminados na internet e em redes sociais.

Segundo o CNJ, os membros participantes contribuirão dentro de suas áreas de atuação e com as ferramentas que já dispõem no combate às notícias falsas. E o CNJ e tribunais superiores auxiliarão em relação à identificação e ao envio de material suspeito para checagem.

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O conteúdo checado será incluído no portal do CNJ à disposição dos cidadãos. Parceiros e entidades decidirão qual material desejarão publicar ou não em seus sites ou redes sociais.

Segundo Toffoli, informações falsas trazem um universo de ódio. “Tudo isso polui o debate democrático”, afirmou o presidente do STF.

“As notícias fraudulentas e a desinformação são alvo de grande preocupação no Brasil e no mundo”, disse Toffoli. “A novidade deste século é que o avanço tecnológico, a expansão da internet e das redes sociais ampliaram exponencialmente a propagação desse tipo de conteúdo.”

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Política Nacional

Especialista defende suspensão de licenciamento para exploração de terras raras em Minas Gerais

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O presidente da Aliança em Prol da Área de Preservação Ambiental da Pedra Branca, Daniel Tygel, reivindicou a suspensão do licenciamento para a exploração mineral do planalto vulcânico do sul de Minas Gerais. Ele participou de seminário sobre a exploração de terras raras promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, na Câmara dos Deputados (9/6).

Daniel disse que a região, forte em turismo e em agricultura, está ameaçada no momento por duas empresas australianas que pretendem adotar um modelo de exploração “agressivo” para a retirada do carbonato de terras raras. Segundo ele, o modelo é baseado em um ataque químico que levanta material radioativo e consome muita água.

O especialista afirmou que os países que estão vindo explorar terras raras no Brasil querem ficar apenas com o refino do material.

“Austrália, Canadá, Estados Unidos não querem minerar. Eles querem que o Brasil minere e fique com o passivo ambiental. Eles querem desenvolver o refino. Por quê? Dificuldade no licenciamento ambiental lá. Aqui no Brasil, por outro lado, o licenciamento tem sido feito a toque de caixa.”

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Daniel também criticou o sigilo dos processos de autorização de exploração junto à Agência Nacional de Mineração. Ele sugeriu que o Projeto de Lei 2780/24, sobre a política de minerais críticos (em análise no Senado), seja aperfeiçoado para fortalecer a questão da soberania nacional e aumentar a participação da sociedade nas decisões.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) defendeu o Projeto de Lei 1754/26, que cria a TerraBras, uma estatal que controlaria a exploração de terras raras com o objetivo de desenvolver a sua industrialização. Ele é um dos autores da proposta.

“Há 30 anos, a China não conseguia competir com Estados Unidos e Europa em praticamente nenhum setor. Hoje, lidera grande parte das áreas tecnológicas do mundo. Isso é resultado de decisão política”, disse o deputado.

Segundo o presidente da Rede pela Soberania, Sylvio Costa, a China tem o controle estatal de produtos baseados em minerais críticos. Já os Estados Unidos, Japão e Austrália fazem parcerias com a iniciativa privada, mas o Estado exerce sua autoridade sobre a atividade.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

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Fonte: Câmara dos Deputados

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