Connect with us


Paraná

Sondagens e reuniões técnicas marcam início da nova fase da Ponte de Guaratuba

Publicado em

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística iniciou os trabalhos para o início das obras da Ponte de Guaratuba, no Litoral. Nesta quarta-feira (3), as equipes do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) acompanharam as primeiras sondagens realizadas na baía juntamente com técnicos do Consórcio Nova Ponte, vencedor da licitação pública do novo empreendimento, e da Internacional Marítima, administradora atual do ferry-boat.

As primeiras reuniões começaram na última sexta-feira, um dia após a emissão da licença ambiental pelo Instituto Água e Terra (IAT). O DER/PR também organizou nesta semana encontros com representantes da comunidade local e de povos indígenas da região com visitas ao local onde será construída a ponte de ligação entre os municípios de Matinhos e Guaratuba.

O diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti, destaca a agilidade para que as obras possam começar no segundo semestre. “Nossas equipes estão prontas para tirar essa importante obra do papel. O DER/PR vai trabalhar com celeridade para entregar ao Litoral uma ponte moderna, segura e bem iluminada, seguindo todos os protocolos legais e com o menor impacto ambiental possível”, afirma.

Leia mais:  Autor de Bicho do Paraná, João Lopes morre aos 69 anos de idade!

A execução do projeto executivo tem o prazo para ser concluído em seis meses. Já estão liberados os trabalhos da equipe projetista, que incluem as sondagens e levantamentos de campo no trajeto da futura obra de arte especial. O DER/PR é responsável pela administração e fiscalização do andamento do contrato, acompanhando os trabalhos nos projetos e dando a aprovação final antes do início da obra.

“A embarcação foi posicionada e topografia foi conferida, dando início ao primeiro furo da sondagem. Também estamos realizando várias reuniões desde a semana passada para alinhar e organizar as logísticas de trabalho, localização do canteiro de obras, questões ambientais e integração das equipes das empresas contratadas”, explica a gerente de obras da área do Litoral pela Superintendência Regional Leste do DER/PR, Elaine Koutton, uma das fiscais da obra.

INFRAESTRUTURA – O investimento na Ponte de Guaratuba será de R$ 386,9 milhões, com prazo total estimado para execução de 32 meses, sendo 24 meses para os serviços da obra. As obras efetivas devem começar ainda no segundo semestre deste ano. Ao todo, entre ponte e vias de acesso, a extensão do projeto chega a 3,07 quilômetros.

Leia mais:  Com 91,7% da frota movida a etanol, Sanepar reduz emissão de gases de efeito estufa

A ponte terá comprimento de 1.244 metros, com largura útil mínima de 22,60 metros. Estão previstas quatro faixas de tráfego de 3,6 metros cada (duas em cada sentido), duas faixas de segurança de 60 centímetros cada, barreiras rígidas de concreto New Jersey de 40 centímetros, calçadas com ciclovia em ambos os lados (3 metros de largura), e 10 centímetros de guarda-corpo nas extremidades da ponte.

Na margem sul está prevista uma rótula alongada para ligação do bairro Caieiras, correção de nível da pista de rolamento e adequação de curva, além de implantação de uma alça de acesso à rua Nossa Senhora de Lourdes.

A maquete de como vai ficar a Ponte de Guaratuba está disponível no YouTube neste link.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

Published

on

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

Acesse álbum de fotos

Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

Leia mais:  Eventos e exposições aproximaram os paranaenses do Palacete dos Leões em 2023

O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

Leia mais:  Com 91,7% da frota movida a etanol, Sanepar reduz emissão de gases de efeito estufa

Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262