Agro
Soja mantém volatilidade com incertezas comerciais e variações regionais no Brasil
O mercado da soja segue em ritmo de oscilação no Brasil, com diferentes cenários regionais marcando o início da safra e refletindo tanto o comportamento da Bolsa de Chicago (CBOT) quanto as condições locais de oferta e demanda. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso mantêm posições estratégicas, ainda que enfrentem ajustes de preços e desafios logísticos.
No Rio Grande do Sul, a recuperação da produção vem acompanhada por variações de preços entre as regiões. Para pagamento em 15 de outubro, com entrega ainda no mês, o preço nos portos foi reportado a R$ 140,00/sc, enquanto no interior, municípios como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz registraram médias de R$ 131,00/sc. Em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com a saca recuando para R$ 120,00, refletindo menor interesse comprador.
Em Santa Catarina, a força do mercado está concentrada nos portos, onde há pouca variação de preços mesmo diante do aumento da oferta. No porto de São Francisco do Sul, a saca foi cotada a R$ 138,52 (-0,18%), impulsionada por uma demanda pontual para embarques imediatos, contrariando o movimento de baixa em Chicago.
O Paraná mantém protagonismo com o porto de Paranaguá entre os mais valorizados do país. A saca de soja foi cotada a R$ 139,75 (-0,34%), enquanto em Cascavel ficou em R$ 128,40 (-0,07%) e em Maringá, R$ 128,57 (+0,07%). Já em Ponta Grossa, o preço FOB chegou a R$ 130,11 (-0,18%), e o balcão local manteve valores em torno de R$ 120,00.
No Mato Grosso do Sul, o comportamento foi de leve queda, com destaque para Dourados, Campo Grande e Maracaju, onde o preço ficou em R$ 124,75 (-0,38%). Em Chapadão do Sul, a cotação foi de R$ 120,41 (-0,16%), e em Sidrolândia, também R$ 124,75 (-0,38%).
Já o Mato Grosso, principal polo produtor nacional, apresentou firmeza com variações limitadas a 0,20%. Campo Verde e Rondonópolis registraram R$ 121,51 (-0,14%), enquanto Lucas do Rio Verde e Sorriso ficaram em R$ 119,50 (+0,06%), demonstrando estabilidade na formação dos preços.
Soja inicia a quarta-feira em alta em Chicago com foco nas negociações entre EUA e China
O mercado internacional da soja começou esta quarta-feira (22) em alta na Bolsa de Chicago, impulsionado pela expectativa de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Por volta das 8h32 (horário de Brasília), o contrato de janeiro/26 era cotado a US$ 10,52, com alta de 3,50 pontos. O vencimento março/26 registrava US$ 10,65 (+3 pontos), o maio/26 operava a US$ 10,78 (+3 pontos) e o julho/26 subia para US$ 10,89 (+3 pontos).
Segundo o portal Successful Farming, as cotações avançam de forma moderada diante da incerteza sobre a possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista à margem de uma conferência econômica na Coreia do Sul. A expectativa é de que o encontro possa resultar em um novo acordo que alivie as tarifas entre as duas maiores economias do mundo. No entanto, o próprio Trump afirmou que o encontro pode não ocorrer, o que mantém o mercado dividido entre otimismo e cautela.
Chicago fecha em queda com exportações fracas e menor otimismo global
Apesar da recuperação pontual nesta quarta, o pregão anterior foi de baixa em Chicago. A soja encerrou a terça-feira (21) com desvalorização após a divulgação de dados fracos de exportação dos EUA. O contrato novembro/25 caiu 0,10%, para US$ 1.030,75/bushel, e o janeiro/26 recuou 0,14%, a US$ 1.048,50.
Nos derivados, o farelo de soja para dezembro subiu 0,67%, cotado a US$ 286,90/tonelada curta, enquanto o óleo de soja do mesmo vencimento caiu 1,29%, a US$ 50,65 por libra-peso. O movimento foi interpretado como um ajuste técnico, após dias de valorização apoiada em expectativas de trégua comercial.
De acordo com a TF Agroeconômica, cerca de 73% da soja americana já foi colhida, mas o ritmo de exportações segue abaixo do esperado. No acumulado do ano comercial, os embarques estão 31% inferiores ao mesmo período do ano anterior, cobrindo apenas 12,2% da estimativa do USDA — o menor índice dos últimos 12 anos.
Mesmo que a China aumente as compras entre dezembro e janeiro para recompor estoques, analistas avaliam que o volume final representará menos da metade do negociado na safra passada. Esse cenário tem levado o mercado a revisar expectativas, trocando o recente otimismo por uma visão mais cautelosa sobre o desempenho da oleaginosa no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Dólar abre em alta e mercado acompanha indicadores globais; Ibovespa inicia pregão sob pressão
O mercado financeiro brasileiro iniciou esta quarta-feira em clima de cautela. O dólar comercial abriu em alta, refletindo a postura mais defensiva dos investidores diante da divulgação de indicadores econômicos no exterior e das expectativas sobre os próximos movimentos das principais autoridades monetárias do mundo.
Por volta das 9h, a moeda norte-americana registrava valorização de 0,32%, sendo negociada a R$ 5,1794. Na sessão anterior, o dólar havia encerrado o dia em queda de 0,23%, cotado a R$ 5,1628.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), inicia as negociações às 10h, após fechar o último pregão com recuo de 0,68%, aos 172.024 pontos, acompanhando o movimento de realização de lucros e a cautela dos mercados internacionais.
Mercado acompanha cenário global
Os investidores permanecem atentos à divulgação de novos indicadores de atividade econômica, inflação e mercado de trabalho nas principais economias do mundo. Os dados podem alterar as expectativas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e influenciar diretamente o fluxo de capitais para mercados emergentes, como o Brasil.
Além da agenda econômica, permanecem no radar fatores como o comportamento dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries), oscilações das commodities e o desempenho das bolsas internacionais, que seguem apresentando volatilidade diante das incertezas sobre crescimento econômico e política monetária.
Desempenho do dólar em 2026
Até o momento, o dólar apresenta os seguintes acumulados:
- Semana: -0,08%;
- Mês: +2,39%;
- Ano: -5,94%.
Mesmo com a alta desta manhã, a moeda norte-americana continua acumulando desvalorização frente ao real em 2026, resultado da combinação entre fluxo de capital estrangeiro, diferencial de juros e expectativas para a economia brasileira.
Ibovespa mantém ganhos no ano
O Ibovespa segue sustentando desempenho positivo em 2026, apesar da volatilidade observada nos últimos pregões.
O índice acumula:
- Semana: -0,73%;
- Mês: -1,01%;
- Ano: +6,76%.
A Bolsa brasileira continua sendo influenciada pelo comportamento das ações de bancos, empresas ligadas às commodities, expectativa para a política monetária doméstica e pelo cenário internacional.
Perspectivas para o mercado
Ao longo do dia, investidores devem acompanhar a divulgação de novos indicadores econômicos internacionais, além das movimentações das bolsas de Nova York e do comportamento das commodities, fatores que podem determinar a direção do câmbio e da renda variável brasileira.
A expectativa do mercado é de continuidade da volatilidade, com o dólar reagindo ao ambiente externo e o Ibovespa buscando acompanhar o fluxo de investidores estrangeiros e o desempenho das principais empresas listadas na B3.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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