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Agro

Simulador Pecuaria.io promete revolucionar a gestão da pecuária de corte no Brasil

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Nova tecnologia apoia o pecuarista na tomada de decisão

O Simulador Pecuaria.io, desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sul em parceria com a Inovatech, surge como uma ferramenta inovadora para a gestão da pecuária de corte.

A plataforma gratuita e de fácil uso permite que o produtor simule e compare diferentes cenários produtivos, entendendo como cada decisão de manejo impacta o desempenho técnico e econômico da fazenda.

Disponível para acesso em computadores e smartphones conectados à internet, o simulador transforma dados zootécnicos e financeiros em informações estratégicas, auxiliando o planejamento e reduzindo incertezas na gestão do rebanho.

Ferramenta combina ciência, praticidade e gestão eficiente

De acordo com o pesquisador Vinicius Lampert, da Embrapa Pecuária Sul, o sistema foi concebido como um instrumento de apoio à decisão (SAD), traduzindo dados complexos em resultados práticos e visualmente compreensíveis.

“A proposta é permitir que o produtor simule diferentes cenários do rebanho e veja como ajustes em indicadores zootécnicos interferem na eficiência produtiva e financeira”, explica Lampert.

O simulador foi inicialmente desenvolvido para sistemas de ciclo completo, que vão do nascimento ao abate, mas uma nova versão voltada aos sistemas de cria (produção de bezerros) já está em desenvolvimento. Segundo o pesquisador, trata-se de uma ferramenta que alia simplicidade de uso, embasamento científico e aplicabilidade direta no campo.

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Expansão rápida e adesão nacional mostram impacto da inovação

Para Thomás Capiotti, diretor-executivo da Inovatech, a adesão crescente ao Pecuaria.io mostra o potencial transformador da ferramenta.

“Após apresentarmos a plataforma na Expointer 2025, produtores de 14 estados começaram a utilizá-la em menos de um mês. É um sinal claro de que estamos solucionando uma dor real do mercado com uma AgTech de enorme potencial de escalabilidade”, destacou.

Capiotti também ressaltou que o agronegócio representa um terço do PIB brasileiro e alimenta cerca de um bilhão de pessoas no mundo, o que torna a digitalização e a inovação tecnológica no setor uma oportunidade estratégica para o país.

Funcionalidades: gestão completa e análise de cenários produtivos

O Simulador Pecuaria.io permite ao produtor estimar indicadores como produção de quilos de peso vivo por hectare e taxa de desfrute, com base nos parâmetros inseridos.

Entre as principais funcionalidades estão:

  • Simulação de produtividade: cálculo automático de desempenho com base em dados como taxa de desmame, mortalidade, idade de monta e lotação por hectare;
  • Análise de investimentos: comparação entre diferentes cenários, estimando os recursos necessários para alcançar metas produtivas;
  • Simulação de sensibilidade: identificação das variáveis que mais influenciam os resultados econômicos;
  • Definição de metas: dimensionamento do rebanho, área de pastagem e número de animais conforme objetivos da fazenda;
  • Geração de tabelas comparativas: exibição visual do desempenho em diferentes condições produtivas, como natalidade e idade de abate.
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Segundo Lampert, o diferencial do simulador está na integração entre dados técnicos e econômicos, permitindo um planejamento mais estratégico e sustentável.

“Queremos aproximar a ciência da rotina de gestão nas fazendas, ajudando o produtor a planejar com base em dados reais e confiáveis”, reforça.

Tecnologia ajuda a enfrentar o desafio da produtividade

Embora a pecuária de corte brasileira tenha grande importância econômica, ainda enfrenta o desafio da baixa produtividade por hectare. Segundo Lampert, a dificuldade em compreender o impacto conjunto de decisões de manejo — como taxa de desmame, idade de abate ou capacidade de suporte das pastagens — ainda limita a eficiência do setor.

“O produtor muitas vezes possui os dados, mas não consegue visualizar de forma integrada como cada variável afeta o resultado final. O Simulador Pecuaria.io foi criado justamente para preencher essa lacuna”, explica o pesquisador.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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