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Simepar desenvolve projeto de monitoramento ambiental para o estado de São Paulo

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O conhecimento paranaense em monitoramento ambiental vem ganhando destaque em todo o País. O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) foi selecionado como instituição de pesquisa executora de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que reúne as cinco distribuidoras de energia do estado de São Paulo: Enel, CPFL Energia, Neoenergia, EDP e Energisa.

O objetivo da iniciativa é desenvolver uma plataforma integrada de inteligência climática para o setor elétrico paulista, em um projeto estratégico para fortalecer a resiliência e a eficiência operacional na distribuição de energia.

O projeto já está em andamento e, nesta semana, representantes das distribuidoras estiveram na sede do Simepar, em Curitiba, para alinhar expectativas e discutir detalhes operacionais. A agenda incluiu ainda visitas à estação meteorológica de Curitiba e ao radar meteorológico de Teixeira Soares, no Centro-Sul do Estado.

A preocupação das distribuidoras é com relação aos eventos climáticos extremos que vêm ocorrendo em São Paulo recentemente e às lacunas nas soluções meteorológicas do estado, que dificultam a tomada de ações proativas para amenizar os impactos das ocorrências.

As concessionárias serão responsáveis pelo investimento e fornecerão dados de rede, farão a validação de requisitos operacionais e apresentação da expertise do setor elétrico. O Simepar, que já atua no setor elétrico com clientes como a Copel e o Operador Nacional do Sistema (ONS), foi escolhido para executar o projeto em contrato com prazo de dois anos, e terá responsabilidade técnica integral pela concepção, desenvolvimento, implementação e operação da plataforma e seus produtos.

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“Esse projeto é bastante desafiador porque envolve pesquisa científica de alto nível. Estamos preparados para assumir esse compromisso, uma vez que o Simepar já atua há mais de 20 anos no setor elétrico. Temos um rol de mais de 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento na nossa cartilha e agora mais esse grande marco. Um projeto inédito, onde nós vamos envolver cinco empresas de distribuição de energia pensando juntas no monitoramento meteorológico para o setor elétrico do país”, afirma Sheila Paz, gerente de Meteorologia do Simepar.

ETAPAS – O projeto seguirá em quatro módulos: o primeiro é a melhora na cobertura e resposta a condições meteorológicas. Serão instaladas, em até seis meses, 25 novas estações meteorológicas automáticas pelo Simepar em São Paulo, em pontos que já começaram a ser estudados para adensar a rede e ampliar o monitoramento climático. Os dados meteorológicos de diferentes fontes serão incorporados nos desenvolvimentos de modelos e soluções voltados à análise da informação e tomada de decisões do operador.

O segundo é a definição de zonas elétricas de maior vulnerabilidade, que vai incluir a integração da base de dados geográfica das distribuidoras e a geração de mapas de riscos com base nas análises meteorológicas e de vegetação.

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O terceiro módulo contempla a implementação de um centro de vigilância e operação meteorológica. O Simepar já contratou dois meteorologistas que atuarão presencialmente em São Paulo, com apoio remoto da equipe de nowcasting que atua 24 horas em Curitiba, para fazer o monitoramento do tempo em todo o estado de São Paulo. Eles passam por treinamento na sede do Simepar desde agosto.

Os meteorologistas já começaram a emitir alertas de proximidade de raios e alertas de risco por rajadas de vento, e tiveram papel fundamental no evento que ocorreu em São Paulo entre os dias 21 e 22 de setembro.

O último módulo é a realização de um plano de negócios pós-projeto, visando manter as funcionalidades e o acesso à base de dados e produtos meteorológicos especializados ao apoio estratégico na gestão de monitoramento e de alerta meteorológico em todo o Estado, de forma sustentável.

Fonte: Governo PR

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Reta final: pavimentação entre Mandirituba e São José dos Pinhais chega a 84,19%

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A pavimentação da ligação metropolitana em concreto que conecta os municípios de Mandirituba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), entrou em sua reta final de execução. Uma nova medição oficial aponta que o projeto atingiu 84,19% de conclusão, consolidando o avanço definitivo de uma das principais intervenções de infraestrutura viária do Estado.

Com investimento de R$ 111,8 milhões do Governo do Estado, coordenado pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), a obra de 26 quilômetros de extensão começa a desenhar seu cenário definitivo. A escolha pelo pavimento rígido de concreto — que assegura maior durabilidade, alto desempenho estrutural e baixa necessidade de manutenção — já transforma a realidade local à medida que os trabalhos se aproximam da entrega, prevista para agosto de 2026.

Com a obra concentrada nesta etapa final, os serviços que antes se dividiam entre terraplenagem, drenagem e base já dão lugar, na maior parte do traçado, ao acabamento: lançamento de concreto, sinalização horizontal e vertical, e os dispositivos de segurança que vão acompanhar a rodovia. A proximidade entre os percentuais de execução dos diferentes trechos mostra um cronograma que avança de forma equilibrada ao longo de toda a extensão.

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A ciclovia, prevista desde o início do projeto como parte das melhorias de funcionalidade da via, ganha corpo justamente nos segmentos que ficam entre o trecho central, já quase pronto, e as duas extremidades da obra, reforçando o caráter da via como uma rodovia pensada também para a mobilidade de quem usa bicicleta no dia a dia entre os municípios da região.

Para o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, o estágio atual da obra demonstra a evolução consistente do empreendimento e permite vislumbrar a entrega de uma importante demanda regional. “Estamos entrando na reta final de uma obra estratégica para a mobilidade metropolitana. Com mais de 84% dos serviços executados, já é possível perceber a transformação que essa nova ligação proporcionará, melhorando a circulação de pessoas, impulsionando o desenvolvimento regional e fortalecendo a integração entre os municípios”, destaca.

Mais do que aproximar duas importantes cidades, a nova rodovia funcionará como um estratégico corredor logístico para o Sul da RMC, conectando diretamente duas das principais rodovias federais do país: a BR-116 e a BR-376.

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Quando inaugurada, a estrutura vai otimizar o escoamento de produção e a mobilidade urbana, beneficiando diretamente não apenas Mandirituba e São José dos Pinhais, mas todo um ecossistema regional que inclui os municípios de Quitandinha, Agudos do Sul, Piên, Campo do Tenente e Rio Negro. Com o cronograma mantido e ritmo intenso, a ligação metropolitana se prepara para abrir novos caminhos para o desenvolvimento paranaense em agosto.

Fonte: Governo PR

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