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Servidores da Fazenda e Celepar recebem capacitação sobre novo sistema financeiro do Estado

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A secretaria estadual da Fazenda promoveu nesta quarta-feira (30) um treinamento para servidores responsáveis pela gestão de acessos de usuários e segurança do novo Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle – Siafic. Participaram as equipes da Diretoria da Contabilidade Geral, da Assessoria de Tecnologia da Informação e Comunicação da Sefa e da Celepar.

“O Siafic é uma plataforma eletrônica que vai gerir as finanças públicas com maior integração dos dados financeiros. É necessário que os servidores estejam aptos ao sistema para dar mais transparência e eficiência fiscal com sua implantação no Estado”, explicou a diretora-geral da Secretaria da Fazenda, Marcia do Valle.

Foram tratadas questões como cadastro de grupos, usuários, alteração de senhas, bloqueio de funcionalidades, vínculo de funcionalidades, configurações de segurança, hierarquia de usuários, cadastro de lotação, perfil institucional, conformidade de usuários, relatórios de usuários, limpeza de cache, mensagem de alerta, parâmetros do sistema e configuração de unidade gestora.

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A iniciativa foi da Escola Fazendária do Paraná (Efaz), em conjunto com a Equipe do Projeto Siafic. Participaram também profissionais da Diretoria do Orçamento Estadual e do Núcleo Fazendário Setorial, além da chefe de Gabinete da Sefa, Priscila Aguiar, e do diretor da Escola Fazendária, Mario Brito.

ALINHAMENTO – Na segunda e terça-feira (28 e 29), o treinamento para o sistema aconteceu com a equipe da Diretoria do Tesouro Estadual e teve como objetivo alinhar funcionalidades relacionadas aos aspectos financeiros dos procedimentos da Receita (cadastro de fontes, natureza da receita, regras de destinação, importação da receita), dívida pública, execução da programação de desembolso, restituição, depósitos restituíveis, transferências entre contas, transferências financeiras entre poderes, regras de conciliação, tipos de conciliação e cotas financeiras.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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