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Servidora do Estado completa Maratona de Boston, uma das mais exigentes do mundo

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Aos 55 anos, a servidora pública Marcia Simoni de Aguiar, da Assessoria Técnica do Esporte de Rendimento da Secretaria do Esporte do Paraná (SEES), alcançou um feito marcante: completou a Maratona de Boston, nos Estados Unidos, uma das provas mais tradicionais e exigentes do mundo. A competição aconteceu em 20 de abril. 

Formada em Educação Física, Marcia sempre teve o esporte presente na vida. Desde a infância, praticou diferentes modalidades, como vôlei, futebol e ginástica. A corrida surgiu de forma despretensiosa, acompanhando o marido em provas. Com o tempo, no entanto, ganhou um significado maior. “Em 2015, com a perda da minha irmã, a corrida entrou de vez na minha vida para me salvar e tem me salvado todos os dias”, conta.

O caminho até Boston foi construído ao longo de anos de prática. Antes de encarar a primeira maratona, em 2023, em Porto Alegre, Marcia acumulou participações em provas de 5 km, 10 km e mais de 30 meias maratonas (21 km). No ano seguinte, durante a Maratona de Buenos Aires, conquistou o índice classificatório Boston Qualifier (Qualificador de Boston), requisito obrigatório para participar da prova norte-americana. “Sem pretensão, consegui o que muitos corredores sonham, que é o índice para Boston”, relembra.

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A Maratona de Boston, criada em 1897, exige tempos mínimos de classificação e ainda aplica um corte adicional devido ao grande número de inscritos. Por isso, a participação é considerada um reconhecimento entre corredores amadores. “Correr em Boston não é só completar a prova, é a consagração de um ciclo de treinos e metas cumpridas”, explica Marcia.

DISCIPLINA – Para alcançar esse nível, a rotina exige disciplina. Marcia começa ainda de madrugada, entre 4h15 e 4h30, e às 5h já está na rua. Os treinos acontecem de seis a sete vezes por semana, com sessões que variam entre uma hora e uma hora e meia, além de fortalecimento muscular. Ao longo da semana, ela percorre entre 100 e 110 quilômetros. Depois, segue para o trabalho na secretaria, onde cumpre jornada integral. “Não é fácil, exige muita determinação. Muitas vezes vou trabalhar sem nem ter conseguido me arrumar direito”, relata.

Durante a preparação para Boston, um desafio extra colocou o planejamento em risco. Em 2025, Marcia foi diagnosticada com uma deficiência hormonal severa, que provocou fadiga intensa e queda de rendimento. “Cheguei a pensar em desistir. Foi uma luta diária contra o meu corpo”, afirma. Mesmo assim, manteve os treinos e seguiu com o objetivo.

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A participação na prova, segundo ela, teve um significado especial. “Estar entre os melhores maratonistas amadores do mundo é uma sensação inexplicável. Todos ali se dedicaram muito para chegar”, diz. O percurso, que vai de Hopkinton até a Boylston Street, em Boston, também marcou a experiência. “É a melhor sensação que a corrida me proporcionou.”

Para Marcia, a conquista vai além do resultado esportivo. Prestes a completar 56 anos, ela destaca a importância da atividade física ao longo da vida e o impacto que pode gerar em outras pessoas. “Tento incentivar principalmente as mulheres acima dos 40 anos a praticarem atividade física. Já plantei algumas sementinhas, e isso me deixa muito feliz”, afirma.

Após completar a Maratona de Boston, ela garante que não pretende parar. “A corrida virou meu combustível diário. Pretendo continuar treinando, porque é uma das minhas paixões”, conclui.

Fonte: Governo PR

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Bombeiros do Paraná embarcam para missão de busca e resgate na Venezuela após terremoto

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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) enviou nesta quinta-feira (25) dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de 4 toneladas de equipamentos para integrar a missão brasileira de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) na Venezuela, país atingido por um terremoto severo na quarta-feira (24). A equipe paranaense faz parte do BRA-01, força-tarefa nacional especializada em busca e resgate urbano, formada também por bombeiros de São Paulo e Minas Gerais e que está em processo de certificação junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Os bombeiros embarcaram em dois grupos, partindo de Curitiba e Guarapuava com destino a São Paulo, onde se unem aos demais integrantes da missão. O voo para a Venezuela está previsto para decolar na sexta-feira (26), em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, a missão reúne 36 bombeiros militares, além de cães de busca e equipamentos especializados para atuação em estruturas colapsadas.

“Fomos acionados a pedido do governo venezuelano. Os bombeiros do Paraná têm um histórico de resgate em situações complexas, nesse tipo de tragédia, e eu, de imediato, autorizei a ida desses bombeiros. São 10 profissionais de alto treinamento nesse tipo de desastre, com dois cães farejadores, mais equipamentos, para ajudar nos resgates, se Deus quiser, de sobreviventes”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Para o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo de Tarso Sanson, a mobilização demonstra o nível de preparo alcançado pelas forças de segurança do Estado para atuar em cenários de alta complexidade.

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“O Paraná investe continuamente na capacitação, na modernização dos equipamentos e na integração entre suas forças de segurança. O envio dessa equipe demonstra a confiança na capacidade técnica dos nossos bombeiros militares e reafirma o compromisso do Estado em contribuir com operações que têm como principal objetivo salvar vidas, onde quer que elas aconteçam”, afirma.

“A participação na missão internacional é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos pelo CBMPR para fortalecer sua capacidade de resposta a grandes desastres”, ressalta o comandante-geral do CBMPR, Antonio Geraldo Hiller Lino.

O Paraná integra, ao lado de São Paulo e Minas Gerais, o BRA-01, equipe brasileira especializada em busca e resgate urbano em processo de classificação internacional segundo os padrões do Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), rede vinculada à Organização das Nações Unidas que estabelece protocolos para atuação em desastres de grande magnitude.

Além da preparação voltada à certificação internacional, o CBMPR mantém uma estrutura permanente de pronta resposta por meio da Força-Tarefa de Resposta a Desastres (FTRD) composta por 120 bombeiros militares distribuídos pelos cinco comandos regionais. A equipe é preparada para atuar em enchentes, deslizamentos, estruturas colapsadas e incêndios florestais, podendo ser mobilizada em poucas horas para qualquer região do Estado ou do país.

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“Temos uma força-tarefa estruturada, com militares distribuídos em todas as regiões do Estado, treinados para atuar em cenários de alta complexidade. Essa preparação envolve técnica, logística e integração com outros órgãos, sempre com foco na segurança das equipes e na eficiência do atendimento à população. Agora colocamos essa estrutura a serviço de uma missão internacional que exige exatamente esse nível de preparo”, afirma o subcomandante-geral do CBMPR e comandante da força-tarefa paranaense, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto.

A preparação dos bombeiros paranaenses também vem sendo fortalecida por uma série de exercícios conjuntos realizados com os Corpos de Bombeiros Militares de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul dentro do grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad). Neste ano, as corporações iniciaram um ciclo de três grandes simulados voltados ao atendimento coordenado de ocorrências de alta complexidade, reproduzindo cenários de enchentes, estruturas colapsadas e incêndios florestais.

“O aprimoramento constante da interoperabilidade entre as corporações é fundamental para que possamos atuar de forma integrada quando um grande desastre exige o emprego de equipes de diferentes estados. Cada treinamento amplia nossa capacidade operacional e fortalece a resposta conjunta em situações críticas”, destaca o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, que embarca para Venezuela como líder da equipe paranaense.

Bombeiros do Paraná embarcam para missão de busca e resgate na Venezuela após terremoto

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A experiência da corporação em operações de grande porte também contribui para essa capacidade de mobilização. Nos últimos anos, a força-tarefa paranaense atuou em ocorrências como a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, nas enchentes do Rio Grande do Sul, em operações de combate a incêndios florestais na Amazônia e no Mato Grosso do Sul, além de diversas outras missões de apoio em diferentes regiões do país.

A mobilização para a Venezuela representa mais um emprego dessa estrutura especializada, construída para responder com rapidez, técnica e integração aos cenários mais desafiadores de busca e salvamento, reforçando a contribuição do Paraná para a capacidade nacional de resposta a desastres.

Fonte: Governo PR

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