Connect with us


Paraná

Seminário Paraná Amigo da Pessoa Idosa reforça boas práticas na política do cuidado

Publicado em

Especialistas brasileiros e de outros países participaram nesta segunda-feira (2) do III Seminário Paraná Amigo da Pessoa Idosa, que aprofundou o debate técnico sobre gestão, inovação e experiências na política do cuidado a este segmento da população. O evento aconteceu em seguida ao lançamento do Cadastro do Cuidador Familiar, realizado no período da manhã. Ambas as iniciativas integram o programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, em execução inicial em 20 municípios, com implantação gradual, desde o fim do ano passado.

As ações são promovidas pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e integra a estratégia do Governo do Estado de consolidar uma política transversal para o envelhecimento. As atividades foram retomadas com o painel “Boas Práticas, Inovação e Experiências em Políticas do Cuidado”, reunindo especialistas para discutir modelos de governança e articulação intersetorial.

Para o consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e geriatra Edgar Nunes Moraes, o Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa coloca o Estado na vanguarda ao estruturar o cuidado como política pública permanente. “O Paraná trata o cuidado como prioridade estratégica e o organiza como política de Estado. O objetivo é fortalecer as famílias, apoiar quem cuida e garantir que a pessoa idosa tenha seus direitos assegurados com dignidade, em uma responsabilidade compartilhada entre Estado, comunidade e família”, disse.

Leia mais:  Missão do Governo ao Canadá encerra com parceiras para o turismo de aventura

Shintaro Nakamura, também consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apresentou a palestra “Gestão intersetorial de políticas voltadas ao envelhecimento”, detalhando a experiência do Japão na organização de sistemas integrados de cuidado. Ele destacou a importância da coordenação entre saúde, assistência social e planejamento urbano para responder ao rápido envelhecimento populacional.

As palestras da tarde deram continuidade à proposta do seminário, reforçando o posicionamento do Paraná como referência nacional na estruturação de políticas voltadas à pessoa idosa, com ênfase em inovação, cooperação internacional e fortalecimento da gestão pública. A secretária da Semipi, Leandre Dal Ponte, reforçou que o envelhecimento da população exige planejamento de longo prazo e atuação coordenada. “O cuidado precisa ser estruturado como política pública permanente. Não é um tema isolado, mas uma agenda estratégica que envolve saúde, assistência, educação, planejamento e dados. O Paraná está avançando com governança e cooperação técnica”, afirmou.

Para Larissa Marsolik, diretora de Políticas Públicas para Pessoas Idosas da Semipi, o seminário ampliou a troca de experiências e fortaleceu a capacidade técnica dos municípios. “Nosso objetivo é oferecer instrumentos concretos para que as cidades implementem políticas eficazes, com base em evidências e integração entre áreas. O Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa já apresenta resultados consistentes e continuará sendo aprimorado”, afirmou. 

Leia mais:  Edição esclarece dúvidas sobre compras na internet e doações ao IR

O encerramento foi marcado por uma troca de conhecimentos entre palestrantes, gestores públicos e técnicos municipais, com aprofundamento dos principais pontos debatidos ao longo do Seminário e alinhamento de estratégias para o fortalecimento da política do cuidado no Estado.

POLÍTICA PÚBLICA – O Bolsa Cuidador Familiar, iniciativa do Governo do Paraná, oferece apoio financeiro a familiares que exercem o cuidado de pessoas idosas em situação de dependência, reconhecendo o trabalho realizado no âmbito doméstico e fortalecendo a política estadual do cuidado. O benefício está disponível em 20 municípios paranaenses e deve ser solicitado junto ao serviço de assistência social local, conforme critérios estabelecidos pelo programa.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

Published

on

Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

Leia mais:  Missão do Governo ao Canadá encerra com parceiras para o turismo de aventura

A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

Leia mais:  Fórum vai capacitar prefeitos e técnicos municipais na aplicação da nova Lei de Licitações

GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262