Paraná
Secretaria lança projeto com foco na segurança e participação feminina no mercado do turismo
Transformar o Paraná em referência para o turismo de mulheres, com a promoção de ambiente seguro e de reconhecimento do empreendedorismo feminino, é a meta de uma ação apresentada pela Secretaria de Estado do Turismo (SETU) nesta semana, durante evento promovido pela Secretaria de Estado da Mulher e Igualdade Racial na Casa da Cultura.
No encontro, que contou com a participação de diversas secretarias estaduais, a SETU apresentou uma proposta de criação do projeto “Mais Mulheres no Turismo”, que vai fomentar a instituição de condutas de segurança para mulheres que viajam sozinhas no território paranaense, favorecendo a atração do fluxo de viajantes desse nicho de mercado.
O projeto é dividido em dois eixos. O primeiro consiste na criação de um Código de Conduta do Turismo destinado à prevenção e combate ao assedio sexual e outras formas de violência contra as mulheres no turismo. A empresa que preencher os requisitos e se enquadrar no código, receberá um Selo Empresa Amiga das Mulheres no Turismo. Para isso, é necessário se cadastrar no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). O segundo eixo vai incentivar e valorizar mulheres inseridas no mercado de turismo, dando visibilidade às iniciativas.
De acordo com o secretário estadual do Turismo, Marcio Nunes, o objetivo da ação é fomentar um ambiente seguro para mulheres que viajam sozinhas e incentivar a sua participação no turismo, seja na cadeia produtiva ou como consumidora dos serviços oferecidos.
“Majoritariamente, são as mulheres que tomam a iniciativa de viajar e decidem onde a família vai tirar férias, por exemplo. O que estamos apresentando é um programa que vai incentivar, qualificar e certificar o setor, preparando o Estado do Paraná para receber essas mulheres que viajam”, disse. De acordo com Nunes, a meta da SETU é tornar o Paraná um Estado mais seguro para o turismo.
“A presença das mulheres de forma expressiva no turismo é uma realidade. Pretendemos destacar a importância delas na cadeia produtiva do turismo e fomentar destinos turísticos seguros e responsáveis para recebê-las”, disse Rhayane Radomski, responsável pelo Núcleo de Sustentabilidade e Responsabilidade da SETU, durante a apresentação do projeto.
Durante o encontro, também foi proposta a criação de uma websérie em parceria com outras secretarias, que vai destacar iniciativas e enaltecer personalidades femininas que tiram da atividade turística o seu sustento.
ESTATÍSTICAS – De acordo com pesquisa realizada pela Global Solo Trave Study, 80% de todas as decisões relacionadas a viagens, como planejar e fazer reservas, são tomadas pelo público feminino.
A pesquisa apurou, ainda, que neste ano elas representam 64% de viajantes do mundo todo. Já conforme dados do Cadastro Prestador de Serviços Turísticos (Cadastur), as mulheres são responsáveis por 59,6%% da força de trabalho no setor de turismo. Outra informação que motivou o projeto foi fornecida pelo Booking.com: 22,3% das vendas realizadas pela plataforma para o carnaval de 2023 foram para mulheres viajando sozinhas.
CRESCIMENTO – A diversidade do Estado do Paraná oferece opções para todos os perfis de viajantes, seja para quem procura sossego e contato com a natureza, ou lazer nas areias das praias do litoral, além de cultura, gastronomia e os turismos de aventura, rural e religioso.
Conforme o Mapa de Turismo Nacional do Ministério do Turismo, o Paraná tem 211 municípios em 19 regiões turísticas que possuem algum atrativo para visitação. Vinte deles estão distribuídos em quatro regiões que abrigam destinos importantes para a economia e atraem visitantes do mundo todo, como Curitiba, Foz do Iguaçu, Ilha do Mel e Vila Velha.
Até 2021, o número de empresas registradas no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) saltou de seis para oito mil. O aumento foi de 27,5%, apesar da interrupção em 2020, durante a pandemia. De janeiro a setembro de 2022, o turismo paranaense cresceu 33,8% segundo dados do IBGE.
Para o secretário, com o Programa “Mais Mulheres no Turismo”, será possível inserir o Paraná na rota de turismo inclusivo. “Agora, com essas ações, vamos prestar dois serviços como governo: dar segurança para as mulheres que gostam de viajar e muitas vezes esbarram na falta de segurança, e, ainda, fortalecer a atuação feminina no setor”, finalizou.
Fonte: Governo PR
Paraná
Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César
Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.
A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.
Processo 0016498-43.2025.8.16.0013
Notícia anterior:
26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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