Paraná
Secretaria da Saúde apresenta Linhas de Cuidado Prioritárias do Paraná a gestores do SUS
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou nesta quarta-feira (6) as seis Linhas de Cuidado Prioritárias do Paraná e suas inovações durante o evento “Saúde em Movimento”, promovido pela pasta em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado.
As linhas são Saúde Materno-Infantil, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Saúde Mental, Saúde da Pessoa com Deficiência e Atenção às Condições Crônicas. O objetivo principal é estabelecer diretrizes em todo o Estado para fortalecer a Atenção Primária à Saúde, que atua de maneira integrada à Atenção Ambulatorial e Hospitalar.
As linhas foram apresentadas pelas técnicas Carolina Poliquesi, Fernanda Crosewski, Caren Cristiane Muraro, Suelen Letícia Gonçalo, Aline Jarschel de Oliveira e Rejane Cristina Teixeira Tabuti. De maneira geral, elas apontam processos de organização da rede de atendimento, protocolos, estratificação de risco e ações transversais para mapeamento de dados.
Durante o evento foram citadas as ações realizadas pela Sesa em cada uma das linhas ao longo dos últimos anos, além da regionalização promovida com o Planejamento Regional Integrado (PRI). Também foi destacada a inovação com a elaboração e distribuição das novas cadernetas de saúde da Pessoa Idosa, da Criança e da Gestante, lançadas este ano e enviadas aos 399 municípios.
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O Programa Estadual de Fortalecimento da Vigilância de Saúde (Provigia), que destinada recursos para as ações e estratégias de vigilância nos municípios, também foi citado como uma das ferramentas que auxilia na execução das diretrizes das Linhas de Cuidado.
As apresentações foram mediadas pela representante do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems) e a secretária municipal da Saúde de Pinhais, Adriane da Silva Jorge Carvalho. O evento reúne em Foz do Iguaçu cerca de 2 mil gestores do SUS.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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