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Agro

Seca reduz produtividade em até 40% em Mato Grosso

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A estiagem em Mato Grosso acelerou o ciclo inicial da soja, resultando em rendimentos significativamente abaixo das expectativas.

Além da baixa produtividade, que preocupa os produtores devido aos contratos prévios, outros desafios surgem devido às condições climáticas adversas, como a complexidade no manejo dos tratos culturais e o controle de doenças e pragas. Estima-se que as perdas na safra alcancem cerca de 40%.

Apesar de ter uma área corrigida e bem adubada, com investimentos elevados em semeadura de precisão e a expectativa inicial de alcançar uma média de 70 a 90 sacas por hectare, o produtor Douglas Leandro dos Santos, de Nova Mutum, na região médio-norte de Mato Grosso, se deparou com os impactos severos causados pelo fenômeno El Niño.

Ele relata que as chuvas foram irregulares nos diferentes talhões de sua fazenda. Embora tenha havido umidade suficiente para o início do plantio e germinação adequada, o regime de chuvas após a emergência da planta foi escasso. Um dos talhões, que normalmente seria bem desenvolvido, apresentou um crescimento tão limitado devido à falta de água que a altura da soja mal atingiu o joelho, resultando em condições desafiadoras para a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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Brasil mantém força nas exportações de açúcar em 2025, mesmo com recuo no volume total

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As exportações brasileiras de açúcar encerraram 2025 com desempenho robusto, apesar da queda em relação ao recorde histórico de 2024. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o país embarcou 33,77 milhões de toneladas ao longo do ano, uma redução de 11,7% frente às 38,23 milhões de toneladas exportadas no ano anterior. Ainda assim, o resultado representa o segundo maior volume da história das exportações da commodity.

Exportações crescem em dezembro e consolidam desempenho do ano

Em dezembro, o Brasil embarcou 2,91 milhões de toneladas de açúcar, o que representa um avanço de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2024. O desempenho positivo no último mês do ano ajudou a consolidar a posição brasileira como líder mundial nas exportações do produto, sustentada pela alta competitividade e pela demanda firme de países como China e Bangladesh.

Logística mais eficiente fortalece presença global

O avanço da infraestrutura portuária e os ganhos de eficiência logística contribuíram para que o Brasil ampliasse sua capacidade de escoamento ao longo de 2025. Esse progresso tem permitido que os principais compradores mantenham níveis mais baixos de estoque, garantindo maior previsibilidade no abastecimento e reforçando a confiança no açúcar brasileiro como fonte estável de suprimento.

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Açúcar bruto e branco: tendências distintas no mercado

Os embarques de açúcar bruto somaram 2,47 milhões de toneladas em dezembro, leve retração de 1% em relação ao mesmo período de 2024. Já as exportações de açúcar branco cresceram 31,6%, atingindo 443 mil toneladas.

No acumulado anual, o Brasil exportou 29,47 milhões de toneladas de açúcar bruto (queda de 12%) e 4,30 milhões de toneladas de açúcar branco (recuo de 9,6%).

Queda nos preços reduz receita das exportações

Mesmo com o forte volume exportado, o preço médio do açúcar brasileiro caiu significativamente. Em dezembro, o valor médio foi de US$ 374,55 por tonelada, uma retração de 21,6% frente a dezembro de 2024 — o menor patamar desde novembro de 2021.

Como resultado, a receita mensal ficou em US$ 1,09 bilhão, uma redução de 19,4%. No acumulado de 2025, as exportações de açúcar geraram US$ 14,1 bilhões, recuo de 24,2% em comparação ao ano anterior.

China lidera importações do açúcar brasileiro

A China manteve-se como principal destino do açúcar brasileiro em dezembro, com 385 mil toneladas (13,2% do total). Em seguida vieram a Arábia Saudita, com 324 mil toneladas (11,1%), e a Argélia, com 228 mil toneladas (7,8%).

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No acumulado do ano, a China também liderou as compras, somando 4,74 milhões de toneladas, crescimento expressivo de 56,9% sobre 2024. A Índia ocupou a segunda posição, com 2,63 milhões de toneladas (queda de 21,6%), e a Argélia ficou em terceiro, com 2,12 milhões de toneladas (recuo de 4,7%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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