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Agro

Seca nos EUA e alta do petróleo impulsionam cotações do algodão em Nova York

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Algodão dispara com risco climático nos EUA

Os contratos futuros do algodão no terminal de Nova York registraram forte alta ao longo desta semana, impulsionados principalmente pela cobertura de posições vendidas por parte de fundos. O mercado se tornou mais sensível às notícias de seca nos Estados Unidos e à disparada do petróleo, fatores que elevaram as cotações de forma rápida e intensa.

Segundo Gil Barabach, analista da Consultoria Safras & Mercado, cerca de 88% da área produtora de algodão nos EUA está sob condições de seca, com temperaturas recordes e precipitações abaixo da média para março. “O calor deve persistir nas próximas semanas, incorporando o risco climático às cotações”, afirma.

Fundos financeiros reforçam alta do algodão

A mudança na leitura do mercado e a redução agressiva das posições vendidas pelos fundos contribuíram para intensificar a alta. O relatório da CFTC, referente ao final do pregão de 10 de março, indicou que os fundos mantinham posição líquida vendida de 21.031 contratos, uma redução de 7.066 contratos em relação à semana anterior, sinalizando desmonte da carteira vendida.

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Barabach observa que o movimento de liquidação foi acompanhado por forte demanda compradora, justificando o rali recente das cotações.

Petróleo em alta eleva competitividade do algodão

O petróleo WTI segue próximo de US$ 100 por barril, em meio a dificuldades de transporte no Estreito de Ormuz, decorrentes do conflito no Oriente Médio. Para o mercado do algodão, a valorização do petróleo encarece as fibras sintéticas concorrentes, aumentando a demanda pela fibra natural.

A relação de preços entre algodão e poliéster atingiu o melhor patamar desde 2020, reforçando a atratividade da fibra natural para a indústria têxtil.

Mercado técnico mantém tendência positiva

Após o contrato maio/26 do algodão superar a marca de 70 centavos, o mercado passou por correção, mas permanece próximo de 68 centavos. A estrutura de alta segue consolidada, indicando potencial de valorização.

“Tecnicamente, o mercado mantém ampla vantagem em relação à média móvel de 100 períodos, com o cruzamento das médias (21 sobre 100) reforçando sinais positivos”, aponta Barabach, sinalizando perspectiva favorável para os próximos pregões.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

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A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

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Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

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