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Saúde perto de casa: Unidade Mista de Maria Helena transforma a vida de moradores

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Para quem vive em municípios de pequeno porte, a saúde muitas vezes vinha acompanhada do cansaço das viagens em ambulâncias rumo aos grandes centros. Em Maria Helena, no Noroeste do Estado, essa realidade mudou em agosto de 2025. A Unidade Mista de Saúde (UMS) da cidade é a primeira de um modelo que será levado a outras cidades do Paraná. O projeto nasceu com a missão de ser o suporte imediato e humano para quem precisa de cuidado especializado perto de casa.

A unidade recebeu um investimento de R$ 3 milhões para sua construção, fruto de recursos do Estado e contrapartida municipal, além de outros R$ 2 milhões em equipamentos de ponta para garantir a operação completa. O grande diferencial do modelo é a funcionalidade: a UMS elimina a necessidade de o paciente buscar diferentes estruturas de saúde para demandas distintas, uma vez que o mesmo espaço comporta atendimentos de variados níveis de complexidade.

“A prioridade é a dignidade. O modelo de Unidade Mista busca centralizar o cuidado, garantindo que o paranaense seja atendido com tecnologia e carinho perto de sua família”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

TEMPO E ACOLHIMENTO – Aos 80 anos, Edite Alves da Silva é um dos exemplos dessa transformação. Moradora de Maria Helena durante toda a vida, ela enfrentou recentemente um ferimento grave na perna que exigia curativos diários e rigorosos. No modelo antigo, a jornada de Edite seria marcada por deslocamentos exaustivos. Com a UMS, o atendimento foi até ela.

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“É muito gratificante saber que não precisamos mais sair da nossa cidade para um cuidado desses. Teve dias que a enfermeira ia em casa; em outros, a ambulância buscava minha mãe com todo o cuidado. Fomos atendidas por profissionais muito educados e prestativos”, relata Sandra da Silva Salomão, filha de dona Edite, que acompanhou de perto a recuperação total da mãe.

Para quem está começando uma nova história, a Unidade também trouxe paz. Flávia Martins, de 39 anos, aguarda a chegada do pequeno João Rafael e realiza todo o pré-natal na unidade. A tranquilidade de fazer consultas, exames e ultrassonografias no próprio município mudou sua percepção sobre a gestação. “É maravilhoso vivenciar esse benefício. Poder ver como nosso filho está, com toda a atenção dos funcionários, traz uma segurança enorme. A saúde aqui agora é especializada para o que eu preciso”, comemora a gestante.

SAÚDE UNIFICADA PARA A REGIÃO – Além de ser o local das consultas e das vacinas, a Unidade Mista cumpre um papel estratégico de “porto seguro”. Com uma média superior a 3 mil atendimentos mensais, a estrutura está preparada para estabilizar pacientes em emergências até que a remoção para hospitais de referência seja organizada pela Central de Regulação.

O sucesso de Maria Helena consolida o modelo como o pilar da descentralização da saúde no Paraná. “O foco não está apenas nos tijolos ou nos equipamentos, mas na construção de uma rede onde o paciente é o centro, garantindo que o cuidado comece onde a vida acontece: dentro da própria comunidade”, completou o secretário Beto Preto.

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Para a enfermeira e diretora da UMS, Janiani de Oliveira Cavitioli, esse vínculo com a comunidade é o que define o sucesso do projeto. “Vivenciar os benefícios que a UMS traz para a nossa população é gratificante. Nosso foco é oferecer um atendimento humanizado e resolutivo, garantindo que o morador de Maria Helena sinta-se seguro e acolhido em cada etapa do seu tratamento. Ter uma equipe dedicada e uma estrutura que permite desde a consulta de rotina até a estabilização de urgência muda completamente a percepção de cuidado na nossa cidade”, destaca a diretora.

EXPANSÃO – Atualmente, nove unidades já estão com obras avançadas em diferentes regiões: Quatro Pontes, Ivaté, Mariluz, São Sebastião da Amoreira, Jaguapitã , Boa Esperança, São Jorge do Oeste, Jataizinho e Fernandes Pinheiro.

Além destas, outras 11 cidades têm construções de UMS previstas, com investimento de R$ 3,8 milhões em cada uma: Telêmaco Borba (Campos Gerais); Cantagalo e Espigão Alto do Iguaçu (Centro-Sul); Francisco Alves, Santo Inácio, Luiziana e Xambrê (Noroeste); Marmeleiro e Nova Esperança do Sudoeste (Sudoeste); Nova Fátima (Norte); Santa Lúcia (Oeste); e Guapirama (Norte Pioneiro).

Fonte: Governo PR

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MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado

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Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.

A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.

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De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.

Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.

Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.

Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.

Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.

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Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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