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Saúde e Conass desenvolvem ferramenta para georreferenciar dengue, chikungunya e zika

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A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), realizou nesta segunda-feira (15), em Curitiba, uma reunião técnica sobre mapeamento e integração de informações para o desenvolvimento de uma nova ferramenta de georreferenciamento da dengue, chikungunya e zika no Estado. A iniciativa é pioneira no país e servirá de exemplo para outros estados. O objetivo é construir um conjunto de indicadores necessários para tomada de decisões no que se refere a essas arboviroses.

A base do projeto é a integração de dados da secretaria estadual da Saúde e do Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS (Cieges), que cuida da área digital do Conass. Os dados, que já são trabalhados pelas áreas técnicas, serão integrados para gerar informações consistentes para decisões mais assertivas em tempo oportuno pelos gestores da saúde estadual.

O encontro contou com a presença de representantes das áreas de Informática, Vigilância e Atenção da Sesa e de assessores técnicos do Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS (Cieges), que cuida da área digital do Conass.

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“Utilizar ferramentas digitais para coletar dados e agregar informação do que ocorre em campo traz clareza para tomar algum tipo de decisão ou definir prioridades em determinadas áreas”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto. “No caso da dengue, já temos um sistema avançado e que se tornará ainda mais eficaz com esse apoio do Cieges”, ressaltou.

COOPERAÇÃO – Além das tratativas para o fluxo de informações das arboviroses no Estado, os participantes discutiram a ampliação da cooperação entre os órgãos na gestão estadual do Sistema Único de Saúde (SUS). O Cieges atua como articulador e facilitador no processo de desenvolvimento de plataformas de gestão de informações para a área da saúde.

Possui mais de 20 bilhões de registros em sua base de dados, o que permite painéis dinâmicos em nível nacional e nos estados. O Centro atua com apoio e investimento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e tem como proposta a gestão de dados, informações e conhecimento do nível operacional, tático e estratégico para a troca de soluções.

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Para Nereu Henrique Mansano, assessor técnico do Conass, o apoio técnico e a cooperação são importantes para análise dos dados, já que há um grande volume de informações. “Queremos fortalecer a capacidade de análise e integração dos dados em cada secretaria estadual. No Paraná, estamos desenvolvendo prioritariamente a plataforma das arboviroses, e assim que finalizado vamos replicar a experiência para os demais estados”, disse.

Atualmente as informações das arboviroses (dengue, chikungunya e zika) publicadas semanalmente pela Sesa são retiradas do Sistema de Informação de Agravos de Notificações (Sinan), com informações do Sistema de Vigilância Epidemiológica dos estados e municípios.

Participaram da reunião Marcus Vinicius Ramos de Carvalho e Fernando Campos Avendanho, assessores do Cieges; César Neves, diretor executivo da Sesa; Maria Goretti Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, além de coordenadores de área da Sesa.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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