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São José dos Pinhais sobe 12 posições e entra no top 20 do saneamento no Brasil

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“O saneamento básico é vida. É tudo”. Essa é a opinião da cabeleireira Sueli Modesto Dias, 65 anos, moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A cidade, atendida pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), subiu 12 posições e agora está entre as 20 melhores do Brasil no Ranking do Saneamento 2026 do Instituto Trata Brasil, divulgado na quarta-feira (18).

Há 30 anos vivendo na região, Sueli diz que vivenciou a evolução do saneamento e concorda com a colocação. Com 345 mil habitantes, o município já atingiu a universalização do sistema de água tratada e alto índice no esgoto (87,16%), superando 87 das 100 cidades analisadas. O ranking tem foco nos locais mais populosos do País e avalia os indicadores do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), ano-base 2024, publicados pelo Ministério das Cidades.

“A Região Metropolitana de Curitiba é extremamente expressiva na concentração de pessoas. São José dos Pinhais neste último ano subiu no ranking e ter esse resultado é motivo de muito orgulho para a Sanepar e um reconhecimento da eficiência dos serviços prestados. Mostra que os investimentos e o caminho do nosso planejamento estão corretos. Este é o nosso propósito, levar saúde pública para as pessoas”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

VIDA MELHOR – A cabeleireira lembra das dificuldades da época em que não havia rede de água tratada na região e dependia de poço para ter água em casa. “Era muito complicado, não tinha água, não tinha esgoto. A gente fez um poço, mas ficamos uns anos sofrendo porque tinha que fazer o tratamento. Às vezes, ficávamos com medo de usar e tinha que comprar água para tomar e cozinhar”, conta.

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Assim que a rede de água foi instalada pela Sanepar, a moradora abandonou o poço e afirma que já não precisou mais se preocupar com o abastecimento. “Foi uma bênção, mudou tudo. A gente tinha água à vontade nas caixas-d’água e foi muito bom. Mudou a vida de todo mundo pra muito melhor”, ressalta.

A chegada da rede de água também fez a diferença na vida da família do bombeiro militar Isaías Gonçalves de Mello, 52 anos. Quando se mudou para a cidade, na década de 80, as obras da rede de abastecimento estavam na fase inicial. “Com a chegada da canalização e a rede de água facilitou muito a vida, a água entrou dentro das casas, então foi uma melhora bem importante”, afirma.

Ele diz que por conta da cultura antiga de usar água de poço, no início havia um certo receio. “Ao longo do tempo foi se criando a confiança com relação à rede. Com toda mudança tem aquela dúvida, mas com certeza a melhora é significativa”, declara.

SAÚDE PÚBLICA – Os moradores relatam que antes também não havia coleta de esgoto, prejudicando a qualidade de vida e a saúde das pessoas. Além das valetas a céu aberto, os moradores tinham que lidar com o cheiro e os riscos de doenças. “Eram ratos, valeta aberta, muito mosquito. As pessoas tinham febre, caroços, feridas”, relembra Sueli. “Quando veio a rede de esgoto foi maravilhoso. Os mosquitos diminuíram 90%, foi uma bênção mesmo”.

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Com a instalação da rede e o serviço de coleta de esgoto o cenário foi transformado. “Com certeza mudou muito. Eu acho que é uma questão de saúde pública em geral, tanto em relação a riscos de doenças quanto à qualidade de vida. Isso reflete e muito na saúde das pessoas que moram naquele local”, observa o bombeiro Isaias de Mello.

INVESTIMENTOS – O relatório do Trata Brasil destaca o investimento de R$ 316,27 milhões realizado em saneamento na cidade no período entre 2020 e 2024 – média de R$ 183,01 per capita. A Sanepar segue com investimentos relevantes em São José dos Pinhais rumo a universalização da coleta de esgoto.

Somente em 2025 foram investidos mais de R$ 113 milhões para ampliar ou aprimorar os serviços: mais de R$ 73 milhões na rede de água, mais de R$ 27 milhões na rede de esgoto, além de aproximadamente R$ 13 milhões em outras frentes.

COMBATE A PERDAS – No indicador de perdas, que estabelece uma relação entre a água produzida e a água efetivamente consumida nas residências, São José dos Pinhais é a sétima cidade com o menor índice, 21,22%. O número é inferior aos parâmetros definidos pela Portaria nº 490/2021, que é de 25% para perdas na distribuição ou 216 L/por ligação por dia para perdas por ligação.

“Isso é resultado do trabalho operacional contínuo e do investimento em tecnologia e inovação da Sanepar para combater as perdas e vazamentos de água na rede”, afirma o diretor de Operações da Sanepar, Sergio Wippel.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná manifesta apoio à nota de repúdio sobre charge relacionada à morte de juíza após procedimento de coleta de óvulos

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O Ministério Público do Paraná (MPPR) reitera o posicionamento manifestado pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e se associa à nota pública divulgada nesta sexta-feira, 9 de maio, diante da repercussão envolvendo o falecimento da magistrada Mariana Francisco Ferreira.

O MPPR manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas, em um momento de profunda dor que sensibiliza todo o sistema de Justiça. Reafirma, ainda, a importância de que temas sensíveis, especialmente aqueles relacionados à maternidade, aos desafios das carreiras jurídicas e à dignidade da pessoa humana, sejam tratados com responsabilidade, respeito e sensibilidade.

O debate público e a liberdade de expressão são valores fundamentais em uma sociedade democrática. Ao mesmo tempo, situações marcadas pelo luto e pelo sofrimento humano exigem compromisso ético, empatia e responsabilidade.

A seguir, a íntegra da nota pública divulgada pelo CNPG:

Nota pública de repúdio
O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) manifesta veemente repúdio à charge publicada no jornal Folha de S.Paulo, pela absoluta falta de empatia com a perda precoce de uma vida humana e, também, por considerar que a abordagem adotada desrespeita tema extremamente sensível relacionado aos desafios da maternidade diante das exigências da atividade laboral dentro do sistema de Justiça brasileiro.
A publicação ocorre em contexto de profunda comoção pelo falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, aos 34 anos, após procedimento de coleta de óvulos, fato que mobilizou magistrados, membros do Ministério Público e, especialmente, mulheres que convivem com os impactos pessoais e profissionais decorrentes das exigências das carreiras jurídicas.
O CNPG reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e o direito à crítica institucional, valores essenciais ao Estado Democrático de Direito. Essas garantias, contudo, não afastam a necessária responsabilidade ética e sensibilidade humana diante de episódios marcados por dor e luto.
O Ministério Público brasileiro reconhece a legitimidade do debate público sobre o sistema de Justiça e suas estruturas. O que não se pode jamais admitir é a banalização do sofrimento humano ou a desumanização de experiências profundamente sensíveis.
Neste momento, o CNPG se solidariza com os familiares, amigos e colegas da juíza Mariana Francisco Ferreira, reiterando respeito a todas as mulheres que enfrentam, diariamente, os desafios de equilibrar responsabilidade profissional e projetos legítimos de vida pessoal e familiar.
Brasília/DF, 9 de maio de 2026.
Pedro Maia Souza Marques

Fonte: Ministério Público PR

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